Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

'Me sinto muito melhor que antes', diz lutador amazonense que renovou contrato com UFC

Em entrevista ao CRAQUE, Adriano Martins revela que pode encarar três lutas pelo Ultimate Fighting Championship (UFC). "A responsabilidade aumenta em estar cada vez melhores, focados e prontos para vencer", afirma o atleta

Apesar de longa agenda de compromissos, lutador revela que não abre mão de passar o tempo com a família

Apesar de longa agenda de compromissos, lutador revela que não abre mão de passar o tempo com a família (Erica Melo)

Contrato renovado com o Ultimate Fighting Championship (UFC) e ainda três possíveis lutas para encarar, Adriano Martins vive um novo momento na carreira das artes marciais. A agenda está lotada de compromissos, como treinos, entrevistas e reuniões, mas ele afirma que sempre existe um tempo para cuidar de outras prioridades, como a família.

Em um bate-papo descontraído com o CRAQUE, o atleta amazonense revelou que nos últimos tempos muita coisa mudou na sua rotina, mas que não abre mão de ficar em casa com a esposa Andrezza Façanha e com os filhos Pedro Henrique (13) e Maria Eduarda (7), sempre que possível.

Durante a conversa, o lutador peso leve - que no mês passado deu um show no card preliminar do TUF 19 Finale, em Las Vegas, ao derrotar o mexicano Juan Manuel Puig por nocaute em apenas 2m21s de luta - também falou sobre a felicidade de voltar a treinar com Cristiano Carioca, sobre o probleminha no ombro direito, as lições das derrotas e vitórias do esporte e ainda sobre a data da sua próxima luta pelo UFC.

Você fez uma ótima luta em Las Vegas, ao nocautear Juan Manuel e também renovou o contrato com o UFC. A data para o seu próximo confronto já foi definida?

Esse nocaute foi muito importante, eu vinha de uma derrota e com certeza essa vitória me deixou mais confiante. Sobre a próxima luta, recebi um convite para lutar no dia 15 de agosto, mas, por conta do problema no meu ombro direito, tive que recusar; quero voltar a lutar, mas preciso estar 100% para que tudo aconteça da melhor maneira. Talvez volte ao octógono em um evento no final de setembro, mas ainda não tem nada certo. A única coisa que posso adiantar é que dificilmente lutarei no Brasil - o que eu lamento, porque lutar no meu País é sempre muito melhor.

Sobre o seu ombro direito, é um problema muito sério?

Comecei a sentir um incômodo no ombro antes da luta contra Juan Manuel, e não cancelei o confronto por causa disso porque percebi que tinha condições de lutar. Mas depois da luta o incômodo ficou mais forte, fiz uma ressonância e graças a Deus não é nada grave, apenas uma inflamação no tendão. Vou tomar um medicamento durante uns dez dias e fazer fisioterapia e daqui a pouco estarei de volta 100%.

Você está com um novo treinador, mas é alguém que você conhece muito bem. Como é voltar a treinar com Cristiano Carioca depois de muito tempo?

Antes de falar sobre o Carioca, queria deixar claro que o Júnior Cardoso saiu da Top Life para criar a própria academia, ele não foi dispensado, foi uma opção dele sair, até por conta dos projetos que ele tem. Quando ele (Júnior Cardoso) saiu, nós fomos em busca de um novo técnico e tivemos a sorte de encontrar o Carioca, que estava em Curitiba. Ele aceitou a proposta e veio para Manaus. Estou muito feliz porque o Carioca me ajudou a dar os primeiros passos na luta, é alguém que me conhece bem e que praticamente me colocou nesse mundo do esporte. É um cara muito inteligente, experiente e que já treinou grandes lutadores do UFC, como Mauricio Shogun e Kid Yamamoto. Acredito que nós vamos fazer história.

E como está o seu treinamento agora, mudou muita coisa?

Depois da derrota para o Cerrone nós percebemos que precisávamos ajustar muitas coisas. Por isso, para a luta contra o Juan nós mudamos completamente o planejamento, até a minha alimentação mudou e isso fez toda diferença, agora sigo as recomendações de um nutricionista. Eu não gosto de perder, fico realmente muito chateado quando isso acontece, mas no esporte a gente aprende não só com as vitórias, mas principalmente com as derrotas. Agora me sinto muito melhor do que antes, estou mais focado, me alimentando melhor. Quando a gente corre atrás com vontade, a gente sempre alcança o objetivo que queremos e é isso que estou fazendo. Treino todos os dias, 1h30 três vezes ao dia.

E os treinos serão todos realizados em Manaus, ou você deve fazer algum fora do Brasil?

A preparação sempre começa em Manaus, mas assim que a data da próxima luta for definida nós também vamos começar a pensar em fazer uma parte da preparação em Miami. Aqui em Manaus, infelizmente, nós ainda não temos muitos lutadores que estão no UFC, por isso é importante que eu faça uma parte do treino em outro país, pois assim consigo ter contato com atletas que estão em um nível melhor e esse intercâmbio me ajuda bastante. O tempo que devemos ficar em Miami depende muito do tempo que teremos para nos preparar para o próximo confronto, mas geralmente são 20 dias, um mês.

Com tanta coisa para resolver, você consegue arrumar tempo para ficar em casa, com a família?

É verdade, desde que voltei para Manaus, depois da luta em Las Vegas, tenho dado muitas entrevistas e participado de muitas reuniões também, meu tempo anda bem apertado. Mas eu não abro mão de ficar em casa, quando posso sempre faço questão de levar a minha filha de sete anos à escola, de conversar com o meu filho de 13 anos e que agora também é atleta. Não abro mão também de ficar em casa ou de fazer alguma coisa com a minha esposa.

E como você se sente vendo o seu filho seguir os seus passos nas artes marciais?

Me sinto feliz e orgulhoso, é muito bom vê-lo participar de competições. Ele é muito dedicado e encara as derrotas com tranquilidade, bem diferente de mim. Mas eu sempre digo a ele e à Maria Eduarda (filha) que o esporte e os estudos precisam andar juntos, que um não vive sem o outro.

E como você vê o cenário dos brasileiros no UFC, principalmente agora que o José Aldo é o único campeão?

Acho que isso só aumenta a nossa responsabilidade em estar cada vez melhores, focados e prontos para vencer os próximos confrontos.