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Às vésperas do jogo contra a Colômbia, Neymar demonstra extrema segurança em entrevista

O atacante de apenas 22 anos de idade da Seleção Brasileira demonstra não sentir o peso da expectativa depositada em seu talento e mira na serenidade e confiança para conquistar a vitória no jogo decisivo desta sexta-feira (04), válido pela Copa do Mundo

Neymar demonstra serenidade durante entrevista coletiva

Neymar demonstra serenidade durante entrevista coletiva (Bruno Kelly)

Aos 22 anos de idade, Neymar leva nas costas, além do dez na camisa, o peso de uma responsabilidade: a de conduzir o Brasil na busca pelo hexacampeonato mundial, um sonho de infância que ele compartilha com 200 milhões de brasileiros.

Mas o jovem talento da Seleção Brasileira demonstra não sentir o peso e da expectativa depositada em seu talento. Às vésperas do jogo contra a Colômbia e com o time vivendo uma espécie de crise técnica e psicológica, Neymar aparenta serenidade e confiança.

Nesta quarta-feira (02), ele chegou à coletiva de imprensa preparada para uma multidão de jornalistas na Granja Comary com a mesma leveza que tem demonstrado em campo, como o melhor jogador brasileiro e artilheiro da equipe no Mundial, com quatro gols.

Calmamente, ele ouviu uma a uma as perguntas dos jornalistas. Como se jogasse uma partida de futebol, ele driblou as questões mais críticas, rebateu de primeira as provocações e, claro, fez das suas graças.

Uma delas ao responder sobre a relação com a psicóloga da Seleção, Regina Brandão, chamada à Granja no dia seguinte após a partida contra o Chile, em que muitos jogadores, entre eles Neymar, choraram muito antes e depois da cobrança de pênaltis.

“Eu nunca tinha feito (acompanhamento psicológico) e acho até que estou gostando bastante. Não é só no esporte que estamos envolvidos com emoção todos os dias. Até aconselho vocês a procurarem fazer (terapia) também porque faz bem para o ser humano”, aconselhou.

Mas o que faz o principal jogador brasileiro aparentar tranquilidade em um momento tão importante quanto crítico e com tamanha responsabilidade a seus pés? Segundo o jogador, não há carga extra em sua costas.

“Não me sinto sobrecarregado, nem dentro nem fora de campo. Eu acho que a responsabilidade de ir bem no seu trabalho, todo mundo tem. O fotógrafo tem de fazer boas fotos, o cinegrafista, boas imagens... É uma responsabilidade gostosa, eu gosto de ter”, declarou o jogador.

Físico e James Rodríguez

De acordo com o próprio Neymar, que apareceu mancando e com o joelho direito enfaixado na terça-feira mas treinou normalmente ontem, ele está 100% fisicamente para enfrentar a Colômbia, amanhã, às 16h (de Manaus), no Castelão, em Fortaleza.

O jogador elogiou o próximo adversário brasileiro, em especial o maior craque colombiano, James Rodríguez, que tem a sua idade. “Apesar da pouca idade - temos 22 anos - ele vem demonstrando que é um grande jogador”, disse ele.

No entanto, Neymar não poupou o rival ao falar da partida que decide a vida de Brasil e Colômbia. “Espero que o ciclo dele acabe agora e que a Seleção Brasileira continue, com todo respeito é claro”, disparou o craque.

Três perguntas Neymar atacante brasileiro

1º Como está sendo encarar tanta pressão?

É claro que existe a pressão de jogar um Mundial. Mas eu vou falar por mim: eu tiro de letra porque é um sonho. É algo que sempre busquei, desde criança, desde que vi o Ronaldo de topete fazendo gol na final da Copa do Mundo. Eu disse: um dia quero ser igual a esse cara.

2º O setor de meio-campo não cria. Muitos criticam o Fred, mas será que as bolas não estão deixando de chegar para ele?

Eu acho que sim. O Fred precisa de bolas, e temos nos cobrado muito para deixá-lo na cara do gol. Eu me cobro muito, quero deixá-lo 50 vezes na cara do gol. Ele é muito importante e entende quando a bola não chega, está ajudando muito na marcação e na movimentação.

3º O que mais te surpreendeu nesta Copa do Mundo?

Que não tem equipe fraca. Há seleções que mereciam estar nas quartas ou na semifinal, seleções de expressão, que já foram campeãs, e não estão. O nível está cada vez mais igual, forte, a maioria dos jogos indo para a prorrogação ou com um só gol de diferença. Isso faz bem ao futebol.