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Amazonense torna-se um dos principais destaques da natação por 'acidente'

Luisa Marillac, atualmente com 14 anos, foi para aulas de natação depois de quase se afogar aos três anos, e virou um verdadeiro ícone do esporte

Marilac Marilac descobriu que o seu grande barato não estava nos tatames

Marilac Marilac descobriu que o seu grande barato não estava nos tatames (Lucas Silva )

Aos três anos, Luisa Marillac, sem saber nadar, caiu na piscina e deixou os pais desesperados. Mas para a sorte de todos, o acidente virou paixão. Hoje aos 14, ela é um dos principais destaques da natação amazonense e coleciona medalhas e troféus conquistados em torneios locais, nacionais e até internacionais.

Com uma rotina corrida, agenda lotada de treinos, estudos e competições, a adolescente que cursa o primeiro ano do ensino médio no Centro de Ensino Literatus, sonha em participar de uma Olimpíada. No Brasil? Sem dúvida seria maravilhoso, mas para ela, este ainda é um sonho “um pouco distante”.

Contato com piscina

Durante um almoço para comemorar o aniversário do avô materno, a menininha que já brincava nos tatames das aulas de judô e jiu-jitsu, para desespero dos pais, resolveu se jogar na piscina com roupa e tudo só para mostrar que o esporte que ela queria praticar nada tinha a ver com quimonos e faixas. Os pais entenderam o recado e no dia seguinte Luisa já estava matriculada em uma aula de natação.

“Eu lembro que um tio dela caiu na piscina, depois eu também fui atrás, levamos um susto mesmo. No dia seguinte, o pai dela e eu procuramos um professor de natação e ela começou as aulas imediatamente. Naquela época ela já se destacava, pois era a criança mais feliz da turma”, contou Rita Rocha, mãe da atleta.

As aulas de natação eram alternadas com as de judô e jiu-jitsu – a mãe queria que ela fosse lutadora. Mas aos sete anos, Luisa falou para os pais que queria apenas nadar e não mais frequentar os treinos das artes marciais.

Foi assim que a nadadora Luisa Marillac começou a surgir. Em 2009, aos nove anos, ela começou a competir. Sem a autorização da mãe, o pai da atleta, Weberson Martins – cabo da Polícia Militar – resolveu inscrever a menina para participar de um torneio para estreantes e desde então ela nunca mais parou. “Em 2010 fui eleita a melhor nadadora do Amazonas, na categoria infantil. Foi também neste ano que eu percebi que a natação não era mais uma brincadeira e sim um esporte. Também descobri que a partir daquele momento eu queria ser uma atleta de verdade”, comentou Luisa.

Depois de muitas competições locais e regionais, em 2012 Luisa Marillac decidiu que queria fazer parte da seleção brasileira de natação. Participou de vários torneios, alcançou resultados surpreendentes que garantiram índice suficiente para ela integrar a equipe canarinho. “No final de 2011 comecei a treinar com o técnico Darlan Padilha. Ele fez um trabalho intenso para melhorar a parte técnica e também o meu condicionamento físico. Em 2012 participei pela primeira vez de um Campeonato Brasileiro, não me saí muito bem, mas mesmo assim foi um momento incrível. Fiquei nervosa porque não estava acostumada com aquela quantidade de atletas participando de uma prova”, contou Luisa.

Mas se a estreia nacional não foi exatamente como ela queria, a internacional foi sensacional. Aos 13 anos, Luisa era uma das integrantes da Seleção Brasileira juvenil. E a caçula do grupo fez bonito na Copa Pacífica de natação.

“Foi engraçado porque as outras atletas da seleção tinham um cuidado muito especial comigo, porque eu era a caçula. Participar da Copa pacífica também me deixou nervosa, existia uma pressão por eu ser a mais nova. Mas graças a Deus alcançamos um bom resultado no revezamento 4 x 100 e voltamos para o Brasil com a medalha de bronze”, revelou.

Especialista no estilo borboleta, Luisa é atualmente a primeira atleta do ranking amazonense, na categoria juvenil, pelo segundo ano consecutivo. É a número um do Norte, a segunda do Norte-Nordeste e a 14ª no ranking nacional. Mesmo com tantos resultados positivos, a atleta que este ano é reserva da seleção brasileira, diz que participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro ainda é algo um pouco distante da sua realidade.

“Nesse momento estou totalmente focada em fazer uma boa preparação para o Campeonato Brasileiro. Esse é o meu objetivo, conquistar bons resultados em disputas nacionais e assim garantir índice para participar de mais competições internacionais, defendendo o Brasil. É claro que sonho em fazer parte de uma Olimpíada, mas acredito que 2016 ainda é um sonho um pouco distante”, comentou.

A convite do técnico Márcio Soares, Luisa agora também pratica triatlo todos os domingos na Ponta Negra. Mas apesar de toda correria de treinos e estudos, ela diz que sempre sobra um tempinho para fazer outras coisas.

“Quando não estou treinando e nem competindo, eu gosto ir ao cinema, ler algum livro ou simplesmente ficar em casa assistindo televisão. Tenho uma rotina dura, mas me divirto muito com tudo e sempre arrumo um jeito de estar com os amigos”, comentou a atleta.

Meta: Jogos de 2020

O técnico Darlan Padilha, que acompanha a carreira da atleta há mais de dois, também acredita que ela ainda não estará pronta para participar dos Jogos de 2016, mas garante que em 2020 pode, sim, ser uma grande aposta do Brasil.

“Fisicamente ela não estará pronta em 2016, é um prazo muito curto, o tempo passa rápido demais. A Luisa tem apenas 14 anos, e nos do Rio ela ainda terá 16, já que faz aniversário no mês de outubro. Então será difícil competir com outras nadadoras, mas em 2020 ela atingirá o auge que um atleta precisa para participar de uma Olimpíada”, completou o treinador – que também fez elogios à nadadora e falou sobre a rotina de treinos.

“A Luisa é muito dedicada, segue todas as orientações, não reclama quando precisa ir ao médico fazer exames de rotina e isso é importante. Esse ano tudo está mais puxado e não me refiro apenas aos treinos de natação, mas falo da escola também. A média no Literatus é oito e por isso ela precisa ser bastante disciplinada para dar conta de tudo”, explicou Padilha.

Luisa treina de segunda a sábado na Aquática Nado Livre, dentro do Sírio Libanês, na Avenida Constantino Nery. De acordo com o Darlan Padilha, a preparação dela segue o ritmo de um atleta adulto, com aproximadamente 45 km de natação por semana.

“Na segunda-feira ela treina apenas à tarde, das 16h às 17h. De terça a sexta, os treinos também acontecem pela manha. Ela chega aqui (Aquática Nado Livre) às 5h20 e treina até as 6h20 e depois segue para a escola. No sábado, ela também faz uma hora de treino”, comentou.