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Brasil tenta vencer seus medos em jogo decisivo contra a Colômbia nesta sexta-feira (04)

Em semana atribulada e com um clima onde a pressão deu tônica, Seleção Brasileira, parecendo mais serena, vai buscar derrotar colombianos e espantar a negatividade dentro e fora de campo durante a Copa do Mundo de 2014

Hernani, Thiago Silva e Henrique em uma “resenha” rápida

Hernani, Thiago Silva e Henrique em uma “resenha” rápida (Clóvis Miranda)

O capitão da Seleção Brasileira, Thiago Silva sorria e se mostrava pronto para falar pela primeira vez sobre o choro que tomou conta dos jogadores e, principalmente dele, antes das cobranças de pênalti contra o Chile. Felipão também parecia ter retirado algumas “toneladas” das costas depois da guerra que foi aquele jogo das oitavas de final.

A serenidade parece que finalmente voltou ao time canarinho, que nesta sexta-feira, às 16h (horário de Manaus), enfrenta a Colômbia, na Arena Castelão, em busca de uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo no Brasil.

Thiago Silva, por ser capitão do time, foi o mais criticado e cobrado pela imprensa especializada pelo choro compulsivo, por se recusar a bater um pênalti e por não olhar as cobranças. Sobre este comportamento, ele ganhou uma veemente defesa de Felipão.

“Na Eurocopa de 2004, tirei o Luís Figo aos 28 minutos do segundo tempo num jogo contra a Inglaterra (Figo era o capitão) e coloquei o (Hélder) Postiga. Nós empatamos o jogo e o Figo ficou no vestiário. Houve penalidades máximas e só depois me foi perguntado por que o Figo não estava entre os jogadores. Depois, todo mundo ficou sabendo que ele tinha ficado no vestiário em frente a uma imagem de Nossa Senhora de Fátima rezando pelos companheiros. Então, cada um tem uma atitude. Alguém se abaixa para rezar, alguém ergue as mãos e agradece aos céus. Eu agradeci beijando a minha imagem de Nossa Senhora do Caravajo”, exemplificou o treinador Felipão.

Responsabilidade

Mas o próprio capitão também não fugiu à responsabilidade de explicar tudo o que aconteceu. “Eu me entrego de corpo e alma àquilo que eu faço. Quando a gente faz aquilo com gosto, não tem como não se emocionar. Mas no geral a equipe está muito tranquila”, revelou Thiago Silva, que também fez questão de ressaltar que continua tendo a total confiança de Felipão.

“O meu comandante está aqui e em nenhum momento ele contestou a minha atitude. Então não tenho que ligar para o que as pessoas acham para o que as pessoas pensam. Ninguém está comigo no dia a dia, não sabe como é que eu sou. Eu tenho um caráter desta maneira, eu sou um cara muito emotivo. Eu me emociono, e é a coisa mais natural do ser humano e isso não me atrapalha em nenhum momento dentro de campo. Passei por momentos muito difíceis na minha vida. Superei a tuberculose, corri risco de vida e posso te dizer que sou um cara campeão”, finalizou o capitão canarinho.

O jogo

Se o emocional está “ok” então é hora de pensar no trabalho que a Seleção Brasileira vai ter para eliminar um time que se tornou uma das sensações desta Copa do Mundo.

Com um futebol bonito e com o talento dos craques James Rodríguez e Juan Cuadrado, a Colômbia conquistou o segundo melhor ataque da competição, com 11 gols e tem uma das defesas mais eficientes do torneio, tendo sofrido apenas dois gols em quatro partidas deste Mundial de futebol.

Sobre, Felipão destacou que não pretende fazer uma marcação especial contra James Rodríguez, artilheiro da Copa com cinco gols.

“Vamos fazer uma marcação sobre a Colômbia e não contra um jogador individualmente. Vamos jogar com a Colômbia respeitando e admirando. É um time que tem boa disciplina tática e uma ótima qualidade técnica, mas também temos qualidades que podem causar bastante danos à Colômbia”, disse.

Sem guerra

Para o treinador, o que muda também para este jogo é que não haverá um clima de “guerra”. “Não existe guerra contra a Colômbia. Nossas guerras são contra Chile, Uruguai e Argentina. Nós não temos nada contra a Colômbia. Em amistosos ou valendo são jogos alegres. Disputados com força, vigor, mas não tem essa rivalidade”, minimizou Felipão.

Treino

Depois da coletiva de imprensa, ontem a Seleção Brasileira fez um treino no estádio Presidente Vargas (pertencente ao clube Fortaleza), mas a imprensa só pôde acompanhar os 15 primeiros minutos do treino.

Muitos torcedores tentaram acompanhar a atividade, sem sucesso.

Pekerman prefere esconder o jogo

“Divertir-se com responsabilidade e humildade”. É esse o espírito que o técnico da Colômbia, o argentino Jose Pekerman quer para o seu time diante da Seleção Brasileira. Sempre com muito cuidado com as palavras para “não dar munição” ao adversário, Pekerman falou sobre o confronto contra os donos da casa nesta tarde.

“Estou muito feliz. O Brasil é pentacampeão, é o grande país da história do futebol, que todo mundo admira. É uma honra poder enfrentar o Brasil e acredito que os jogadores também estão muito felizes por poder jogar esta partida. É um rival de altíssimo nível e estamos preparados para curtir esta partida”, disse o comandante.

O treinador nem mesmo quis entrar na polêmica das arbitragens, que mereceu destaque na mídia esportiva de todo o mundo. O caso mais comentado foi o pênalti marcado pelo japonês Yuichi Nishimura no jogo Brasil x Croácia. “Teremos a confiança de sempre. Espero que seja um bom jogo. Sabemos que no futebol, erros podem acontecer, erros de jogadores, erros técnicos, por parte de dirigentes, mas acreditamos na boa fé, pois todos tentam fazer o seu melhor”, finalizou o treinador.

Posicionamento do sistema defensivo

Para o jogo de hoje contra os colombianos, Felipão não vai poder contar com o volante Luiz Gustavo, suspenso por receber o segundo cartão amarelo no jogo contra o Chile.

No então, ele descartou começar jogando com Henrique, que é zagueiro de ofício, mas que também atuava como volante de contenção.

“Ele fazia isso no Palmeiras, mas lá ele não jogava com David Luiz e Thiago Silva”, ponderou Felipão, dizendo que a entrada de Henrique pode acontecer no decorrer da partida.

Contenção

Sendo assim, o treinador deve escalar Fernandinho como volante de contenção, uma função a qual ele já está plenamente acostumado e promover a volta de Paulinho ao time titular, atuando de forma mais avançada na equipe.

Fred no jogo

Felipão também deu a indicação de que vai manter o atacante Fred como titular, mas que também pode sacar o jogador para a entrada de Henrique no decorrer da partida.

A missão de substituir Luiz Gustavo não é uma das mais simples para Scolari. Ele é o maior “ladrão” de bolas da defesa brasileira.

Além disso, ele é um jogador que também recomeça praticamente todas as jogadas a partir da defesa brasileira.

Felipão e suas polêmicas

Uma declaração polêmica do treinador Luis Felipe Scolari sacudiu os bastidores da Granja Comary nos últimos dias. Depois de uma conversa informal que teve com jornalistas, foi divulgado que, se pudesse, o técnico “trocaria um jogador” da Seleção Brasileira. Ele tratou de esclarecer a questão e pôr fim à polêmica.

“Eu não disse que eu trocaria. Eu disse que, neste momento da competição, eu poderia acrescentar um jogador com caraterística para jogos diferentes de acordo com os jogos que nós teremos daqui para frente. Se vocês (jornalistas) perguntarem a todos os técnicos de todas as seleções, por uma razão ou outra, eles poderiam acrescentar (um jogador) e para acrescentar tem que tirar. É normal. Ele acrescentaria pelas características do jogo seguinte”, explicou o treinador, para, na sequência, “encher a bola” dos comandados.

“Quando a gente faz a escolha, faz a escolha com os 23 e se morre abraçado com esses 23, porque são esses 23 que vão nos levar à vitória”, destacou.

Caso Parreira

O coordenador técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira também foi muito criticado por dizer, na ocasião da apresentação dos jogadores na Granja Comary, que o Brasil já estava “com uma mão na taça”.

E ele também foi defendido pelo técnico da Seleção. “As declarações do Parreira foram espetaculares. Não deveria ser diferente. A nossa população não esperava nada diferente. Ele (Parreira) falou sobre o que nós queremos atingir e continuamos com este mesmo discurso. Já estamos no quinto passo, finalizou”, pontuou Felipão defendendo o coordenador.