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Cerca de 750 voluntários atenderão o público durante a Copa do Mundo, em Manaus

Selecionados pela Fifa para atender a todos que irão assistir aos quatro jogos realizados em Manaus, eles tiveram, no último domingo (18), o primeiro de uma série de treinamentos para oferecer aos torcedores um atendimento de qualidade

O conferente Francisco Filho Leite da Cruz é mais um entre os selecionados para trabalhar

O conferente Francisco Filho Leite da Cruz é mais um entre os selecionados para trabalhar (Antonio Lima)

Em contagem regressiva para o início da Copa do Mundo de Futebol, não são apenas os treinadores e jogadores que se articulam para participar do torneio mais importante do esporte mundial, mas também os voluntários. São tão importantes que, se eles não entrarem em cena, a bola não entra em jogo. Selecionados pela Fifa para atender a todos que irão assistir aos quatro jogos, eles tiveram, no último domingo (18), o primeiro de uma série de treinamentos para oferecer aos torcedores, o verdadeiro “padrão Fifa” de atendimento.

Aproximadamente 750 voluntários estiveram na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, um dos palcos do Mundial. Entre eles, a enfermeira Socorro Brilhante, 52. Ela atuará na equipe de espectadores, ou seja, será responsável por colocar cada torcedor no seu devido lugar. “Nós vamos fazer a recepção dos torcedores e orientar cada um deles para sentarem no local correto”, explica a enfermeira, para, em seguida comentar sobre o primeiro dia de treino dos voluntários que irão trabalhar mais de oito horas por dia. “Vamos ajudar os cadeirantes e também as pessoas que precisarem saber sobre achados e perdidos. Estaremos em todos os locais da arena”, contou.


Inclusive, no dia em que a seleção de Camarões irá enfrentar a da Croácia (18 de junho), ela estará trabalhando. Porém, o dia é uma data mais que especial. “Completo 53 anos no dia do jogo. O trabalho voluntário é porque quero ajudar quem precisa. Sem falar na oportunidade de estar atuando em um evento como este. Não sei quando vai ter outra Copa no meu País, muito menos na minha cidade”, disse Socorro.

Humanidade

Justamente por ter o desejo de fazer parte desse capítulo da história de Manaus, Socorro dá uma goleada no quesito humanidade. Ela tem plena consciência do que está fazendo. “Existem alguns jovens que estão trabalhando e que dão exemplo no quesito solidariedade. Neste momento, não me preocupo com o dinheiro, e sim, em ajudar e contribuir para o sucesso do evento”, explicou ao afirmar que sabe apenas o “básico” do inglês e que fez todo o processo de cadastro sozinha.

Acontecimento ímpar

Se a enfermeira Socorro Brilhante está disposta a dar o melhor para Manaus ficar marcada como uma das melhores cidades-sedes do Mundial, o mesmo é dito pelo autônomo Getúlio Souza, 38. Segundo ele, trabalhar em uma Copa do Mundo é uma satisfação única.

Ele não para de comemorar sua grande conquista, que foi ter o nome entre os selecionados para trabalhar durante a competição na Arena da Amazônia Vivaldo Lima.

“É um evento ímpar que nunca mais terei a oportunidade de participar. Só o fato de estar envolvido com a Copa é algo que vou levar para o resto da minha vida. Principalmente porque, entre os 152 mil inscritos para serem voluntários, 14 mil foram escolhidos e eu sou um deles”, comemorou o felizardo.

Getúlio será um dos responsáveis por orientar os torcedores que estiverem com seus tickets e não souberem o local exato onde deverão se assentar.

“Vou ser um dos responsáveis por orientar por onde as pessoas deverão entrar, e também qual a porta e o setor. No domingo passado já comecei a entender melhor como vai ser o trabalho. Nada complicado, só preciso conhecer exatamente todos os setores”, explicou.