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Craques da Copa: Zidane foi carrasco da Seleção Brasileira

Nesta edição, a série será dedicada ao maestro digno da camisa 10 e o carrasco recente do Brasil em mundiais, Zinedine Zidane ou simplesmente “Zizou”

Zidane já foi eleito três vezes o melhor jogador do mundo

Zidane já foi eleito três vezes o melhor jogador do mundo (Arte: Romahs)

Titular absoluto no meio de campo de qualquer equipe, maestro digno da camisa 10 e sempre comparado ao compatriota Michel Platini. Este é o carrasco recente do Brasil em mundiais, Zinedine Zidane ou simplesmente “Zizou”.

Filho de imigrantes argelinos, Zidane nasceu Marselha. Já foi eleito três vezes o melhor jogador do mundo. Ele participou dos mundiais de 1998 na França onde sagrou-se campeão, 2002 na Coréia e no Japão onde acabou eliminado na primeira fase e o de 2006, na Alemanha onde foi vice-campeão. Com o feito, o camisa 10 dos “bleus” (apelido da seleção francesa devido o seu uniforme azul) cravou ainda mais seu nome na história dos mundiais de futebol ao marcar dois gols em uma final, se igualando a Pelé, Vavá, Paul Breitner e Ronaldo Fenômeno.

O craque começou a carreira nas categorias de base do Victório Mello Footel (FR), passou pelo Spetémes-les-Vallons, e em menos de um ano, se transferiu para o clube do coração, o Cannes. Sempre com a camisa 10, o jogador salvou a equipe do rebaixamento na temporada 91/92 no campeonato francês. Em 1994, estreou na seleção após a suspensão de Éric Cantona. Em 1996, teve uma péssima atuação na Eurocopa caindo nas semifinais. Até a Copa de 1998, alternava em boas e más atuações com a camisa da Juventus e dos “Bleus”.

Naquele Mundial, foi expulso na primeira partida ao pisar em um jogar da Arábia Saudita. Nas quartas-de-finais, e nas semifinais, ainda assim teve atuações razoáveis.

Carrasco

Para os apaixonados por Copa do Mundo, é impossível falar em Zizou e não lembrar dos dois encontros que ficaram marcados com as atuações antológicas do craque contra o Brasil.

Primeiro os dois gols de cabeça após cruzamentos na final da Copa de 1998. Segundo, a atuação inesquecível nas quartas-de-final da Copa da Alemanha, em 2006, quando o “Zizou” deu caneta em Kaká, chapéu em Ronaldo, e passeou no meio de campo sem conseguir ser marcado por Zé Roberto e Juninho Pernambucano. Os franceses eliminaram mais uma vez o Brasil ao vencer por 1 a 0.

Sempre inspirado nos confrontos contra a Seleção Canarinho, Zidane admitiu para o site da Fifa que jamais pensou em humilhar a Seleção Brasileira. “Humilhar é uma palavra muito forte. Vencemos os jogos e nada além disso”, disse em uma entrevista ao site da Fifa.

Final de carreira

Em 2006, muitos apontavam o jogador como o grande craque a brilhar no Mundial. Já veterano aos 34 anos de idade, mas longe de ter o futebol enferrujado, Zidane foi o principal jogador francês na Copa de 2006 realizada na Alemanha.

Mas o início foi difícil. Alguns diziam que o peso da idade já havia chegado. Ele decepcionou os torcedores ao ser suspenso com dois cartões amarelos do jogo decisivo contra o Togo, na última rodada do Grupo G - felizmente para ele, a França venceu por 2 a 0 e conseguiu passar para as oitavas daquela Copa. Já na fase do mata-mata da competição, os franceses tiveram pela frente a Espanha e Zidane voltou a ser protagonista, distribuindo passes e fazendo gol. Na final, acabou expulso contra a Itália, ao dar uma cabeçada no peito do zagueiro italiano Marco Materazzi. Os franceses perderam nas penalidades para os italianos por 5 a 3 após empate em 1 a 1 no tempo normal. E o mundo perdia um dos seus maiores maestros em todos os tempos.