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Copa Gay de Futebol começa com muita diversão em Manaus

Torneio manda o preconceito embora e promete entrar em definitivo no calendário de esportes LGBT, em Manaus, a exemplo do que aconteceu com a Liga de Vôlei

Copa Gay de Futebol é sucesso em Manaus

Copa Gay de Futebol é sucesso em Manaus (Winnetou Almeida)

Depois de sediar a Copa do Mundo, Manaus recebe outra Copa. É verdade que essa não tem a mesma estrutura do torneio organizado pela Fifa. A vantagem é que ninguém precisa sofrer para comprar ingressos pela internet, porque o espaço é gratuito e bem mais democrático.

No que diz respeito ao gramado... Bom, esqueça o tapete verdinho e bem cuidado. Aqui o campo é de várzea. Tem areia e pedrinhas capazes de machucar pés sensíveis que não calçam chuteiras.

Aqui também não tem camarote como na Arena da Amazônia, e nem Buffet com pratos sofisticados. Sem problemas. “Cléo Pires” anuncia com um microfone ligado a uma caixa amplificada o “cardápio” da tarde. “Quem quiser comprar estamos vendendo bolo e refrigerante”.

Enquanto isso o time “Mulheres de Ferro do Coroado” faz aquecimento no galpão que fica ao lado do campo. A equipe rival, “Damas de Ferro”, prefere cuidar do visual.

Membros de outros times batem bola no campo até que um chute ao melhor estilo Roberto Carlos atinge o telhado de alumínio do galpão ao lado da quadra. O petardo virou motivo de piada entre os participantes da Copa: “Gente isso não é um fresco é uma machuda”, brincou um dos jogadores arrancando gargalhadas dos atletas.

O relógio marcava perto das 15h. O sol é forte, incomoda. “Kyara Glembova” usa uma toalha para enxugar o suor. “E também para preservar a pele”, avisa para a reportagem.

“Pedrita” se dirige até o centro do campo a pedido dos demais colegas. Eles queriam que ele desse pontapé inicial na primeira Copa Gay de Futebol do Amazonas, afinal de contas, a idéia foi dele.

Bola tocada. O sorriso estampado no rosto denunciava a felicidade de “Pedrita” pelo feito histórico. Do lado de fora, “Cléo Pires” continua como locutor oficial agora anunciando: “Preparem-se que os Jogos Vorazes vão começar”!

E o jogo começa.

Não é porque é uma Copa Gay que o jogo vai ser “delicado”. Pelo contrário. A partida é dura. Chutes fortes, marcação cerrada e até um “pé alto” que acerta um dos jogadores. O árbitro marca falta e não dá cartão. “Kyara” se irrita: “É pra bater? Se for a gente também sabe bater”.

A partida fica tensa.

Pouco depois os gols começam a sair. Um atrás do outro. E o time “Mulheres de Ferro do Coroado” vence com relativa facilidade 5 a 1. O grande astro da partida é Felipe Silva, mas pode chamar de “Bionda”.

Ele tem habilidade de sobra e um cabelo ao melhor estilo Cristiano Ronaldo. E como o CR7, ele ainda fez o seu “hat-trick”, ou seja, anotou três gols em cima do “Damas de Ferro”.

“A gente sempre joga no Coroado com os machos mesmo. Às vezes a gente ganha e vamos pra cima”, comenta. “O jogo foi duro. É rivalidade é intriga... É um mexendo com o outro o tempo inteiro, mas no final todo mundo se cumprimenta”, destaca.

Para “Bionda”, a vitória já coloca o time entre os favoritos no torneio. “Já dá para sonhar com o título”, dispara para em seguida revelar quais são os times que moram em seu coração: “Flamengo e São Raimundo”.

Segundo jogo da rodada. É a vez do time “Ball Cats” entrar em ação contra o mesmo, “Damas de Ferro”.

O “Ball Cats” conta com “Pedrita” e “Cléo Pires” no elenco.

A entrada em campo é apoteótica. “Cléo” inclusive vem de salto alto no sentido literal da palavra.

O “Ball Cats” perde por 4 a 3, mas isso não é motivo de tristeza, até porque, os jogos do sábado ainda tinham caráter amistoso. O bicho vai pegar mesmo no próximo sábado, às 19h, quando o campeonato começa pra valer.