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Às vésperas do Mundial, zaga da Seleção Brasileira tira o sono do técnico Felipão

Luiz Felipe Scolari testa alterações tentando melhorar a organizaçao da zaga e visando mais produtividade na criação do meio-campo; Hulk deu susto, mas nada grave, e até marcou gol no treinamento de preparação antes da Copa

Treinador Felipão insistiu nas cobranças de falta e escanteios nos treinos da Seleção Brasileira

Treinador Felipão insistiu nas cobranças de falta e escanteios nos treinos da Seleção Brasileira (Bruno Kelly)

Com espaços abissais abertos na defesa brasileira durante o último jogo de preparação antes da Copa, contra a Sérvia, na última sexta-feira, o técnico Luiz Felipe Scolari mostrou estar preocupado com o setor defensivo da equipe. Mais uma vez, Felipão testou alterações que busquem melhorar a organização da defesa e ao mesmo tempo produzam mais alternativas de criação no meio campo.

Se no treinamento da segunda-feira, o treinador da Seleção usou o segundo tempo do coletivo para substituir Oscar pelo volante Henrique, fortalecendo o setor defensivo e dando liberdade para Luiz Gustavo e Paulinho organizarem melhor o meio campo, na atividade de ontem optou por Ramires no lugar do meio campo titular na segunda metade da atividade. Willian, que vinha treinando bem e era cotado para a posição, permaneceu entre os reservas.

Na manhã de ontem, horas antes do treino, Ramires concedeu entrevista coletiva na sala de conferências do CT da CBF na Granja Comary e falou justamente sobre a dificuldade de integrar o elenco titular da Seleção, devido ao alto nível técnico de seus concorrentes: “É difícil, os jogadores titulares estão fazendo um excelente trabalho. O mais importante é que temos 23 jogadores preparados para quando o professor precisar”.

Debaixo de chuva e sob um frio aumentado pelo vento da serra fluminense, o treinamento comandado por Felipão foi bem mais leve do que o da segunda-feira, quando Neymar, Bernard e Maicon chegaram a ser atendidos pela comissão técnica após entradas mais duras do colegas, mas sem gravidade.

O susto, no entanto, ficou por conta de Hulk, que pediu para sair no meio da atividade para realizar reforço muscular. Em conversa com jornalistas pelo telefone, o médico da Seleção, José Luiz Runco, afastou qualquer possibilidade de lesão, classificando como normal o pedido do atleta de terminar a atividade coletiva antes dos demais. Em campo, Neymar comandou mais uma goleada dos titulares sobres os reservas.

O craque marcou dois gols; Oscar e Hulk também deixam os seus. Mais uma vez, Felipão insistiu nas bolas paradas, com enfoque nas faltas e escanteios. Após o coletivo, que durou cerca de 30 minutos, Neymar, Willian, Daniel Alves, Fred e David Luiz treinaram faltas e pênaltis contra o goleiro Jefferson.

Pesar

Tarcísio João Schneider, 48, sobrinho do técnico Luiz Felipe Scolari, morreu em um acidente de carro na BR-285, no interior gaúcho, na manhã de ontem: seu veículo bateu de frente em um caminhão, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

Luiz Gustavo abre o verbo

Titular absoluto da Seleção Brasileira, o volante Luiz Gustavo também minimizou a preocupação com o setor defensivo da equipe. Para o jogador, que também concedeu entrevista coletiva na Granja Comary, ontem, houve tempo para corrigir as falhas demonstradas no jogo amistoso contra a Sérvia.

“Acredito que sempre há tempo suficiente para se corrigir e melhorar o que não está ajustado. Vamos continuar evoluindo para buscar a perfeição”, disse o jogador, que defendeu a qualidade da zaga brasileira. “Nós temos praticamente a melhor zaga do mundo, com David Luiz e Thiago Silva. Estamos muito bem servidos nesse setor”, diz ele.

Luiz Gustavo comentou ainda a alteração feita pelo técnico Luiz Felipe Scolari na segunda-feira, com a saída de Oscar para a entrada de Henrique. “Quando houve a entrada de Henrique como primeiro volante, eu pude ir mais à frente com o Paulinho. Com certeza, na parte defensiva ficamos bem mais fortes”, acredita o volante.

Contudo, ele acabou por revelar, ainda que sem querer, a preocupação do técnico com esse setor da equipe. Segundo ele, no amistoso contra a Austrália, em setembro, no qual o volante fez um golaço de fora da área após subida ao ataque, Felipão o repreendeu no vestiário. “Quando eu cheguei no vestiário, ele disse: ‘tá bom, não precisa mais disso’”, contou Luiz Gustavo. “Ele deixa claro qual é a minha função”, finalizou.

O jogador começou sua carreira na escola de futebol do Professor Evaldo Machado em Pindamonhangaba-SP, iniciando nos times amadores da cidade. Iniciou como profissional pelo Corinthians Alagoano.

Árbitro já é velho conhecido da Seleção

O árbitro japonês Yuichi Nishimura, de 42 anos, é o escolhido pela Fifa para apitar a partida entre Brasil e Croácia, amanhã, na Arena Corinthians. Curiosamente, o juiz é o mesmo da última partida da Seleção em Copas, na África do Sul, quando a equipe foi derrotada pela Holanda por 2 a 1.

Na última eliminação do Brasil, Nishimura expulsou o volante Felipe Melo, depois que o volante deu um pisão no atacante Robben, da Holanda, aos 28 minutos do segundo tempo. Deu um cartão amarelo para o lateral-esquerdo Michel Bastos e outros quatro para os jogadores europeus.

Além daquela partida, o nipônico também esteve na decisão, entre Espanha e Holanda, como quarto árbitro. Também em 2010, apitou a decisão do Mundial de Clubes, entre Inter de Milão e Mazembe.

Dario maravilha está: Confiante

Figura lendária do futebol brasileiro, o ex-centroavante Dario Maravilha agora está atacando em outra área. Como comentarista da TV Alterosa, de Minas Gerais, ele não passa em branco em nenhuma coletiva de imprensa na Granja Comary e sempre faz perguntas aos jogadores canarinhos.

No entanto, Dadá, que desfila simpatia e bom humor pelo centro de imprensa da CBF na Granja Comary, também é um dos mais procurados para entrevista pelos jornalistas, ávidos por ouvir suas declarações divertidas e, por vezes, inusitadas de ex-jogador.

O CRAQUE também aproveitou para falar com o ex-jogador, que está na história como o autor do primeiro gol do saudoso estádio Vivaldo Lima, em Manaus, inaugurado no dia 5 de abril de 1970.

Na verdade, Dadá Maravilha marcou os primeiros quatro gols do antigo Vivaldão, já que ele assinou todos os tentos no amistoso entre a Seleção Brasileira e a Seleção Amazonense, que terminou em 4 a 1 para os visitantes.

Folclórico

Autor da célebre frase “Só três coisas param no ar: helicóptero, beija-flor e Dadá Maravilha”, o icônico personagem do nosso futebol não tem obrigação nenhuma de ser humilde.

Com isso em mente, perguntamos ao ex-atacante como seria a Seleção Brasileira atual com ele escalado no ataque, no lugar de Fred. A resposta não poderia ser outra.

“Se tivesse Dadá poderia entregar o troféu... campeão! Isso é lógico, porque onde eu passei fui campeão, então não seria diferente”, afirmou.

Contudo, ele diz confiar no número 9 da Seleção. “O Fred tem a minha confiança, eu assino embaixo. Na hora que se precisa do Fred, ele vai lá e põe a roseira pra balançar”, declarou o atual comentarista.

Ele acredita que o lugar do centroavante clássico, “cravado de morte” para ser extinto por muitos especialistas, ainda tem espaço no futebol moderno de marcação e força.

Marcava gols quando provocado

Saudoso do antigo estádio Vivaldo Lima, Dadá Maravilha lembra muito bem dos gols que marcou na inauguração do saudoso Vivaldão.

Mas, o famoso atacante revela que aquela não foi a única vez em que eles fez quatro gols na mesma partida e dentro do antigo palco do futebol amazonense, também chamado de “Colosso do Norte”.

“O Nacional tinha empatado com o Santos de Pelé por 1 a 1. E nós (Atlético Mineiro) chegamos lá e os caras (imprensa) ‘tacaram o pau’ em mim. O Campos (companheiro de time) tinha três gols na minha frente e era meu reserva no Atlético. O Nacional fez 2 a 0, dois gols do Petrilho, e começaram a me vaiar. O Dadá ficou nervoso e meteu quatro!”, relembra ele, que “parava no ar”.