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Craques da Copa: Klinsmann à vontade nos mundiais

Nesta edição, a história explorada é de Jürgen Klinsmann, o quinto maior artilheiro das Copas, com 11 gols – três em 1990, na Itália, cinco em 1994, nos Estados Unidos e mais três em 1998, na França

Jürgen Klinsmann também ficou conhecido como “diver” (mergulhador), por ser um exímio cavador de faltas

Jürgen Klinsmann também ficou conhecido como “diver” (mergulhador), por ser um exímio cavador de faltas (Arte: Romahs)

Jürgen Klinsmann é um personagem e tanto para a série especial de reportagens Craques das Copas, publicada todas as sextas no CRAQUE. Sim, porque era justamente nessa competição que um dos maiores atacantes alemães da história se sentia mais à vontade. Como Pelé, ele pode se orgulhar de ter conquistado o primeiro título como profissional justamente numa Copa do Mundo, a mais importante competição do futebol mundial.

Quinto maior artilheiro das Copas, com 11 gols – três em 1990, na Itália, cinco em 1994, nos Estados Unidos e mais três em 1998, na França –, Klinsmann não só levantou uma taça de campeão pela primeira vez no Mundial da Fifa como também se despediu do futebol nesse torneio. Nas quartas de final da Copa da França, viu a Alemanha cair diante da surpreendente Bulgária, em sua última partida oficial na carreira. Mas se a aposentadoria do ex-jogador e atual técnico da seleção dos Estados Unidos foi marcada por uma inesperada derrota, o debute de sua carreira pela seleção alemã teve ascensão quase imediata. Estreou justamente contra a Seleção Brasileira, em 1987, em partida que terminou 1 a 1. Nos anos seguintes, que precederam a Copa de 90, ele se firmou como referência no ataque germânico, assim como no Stuttgart, e depois, na Inter de Milão. Jogando “em casa” na Itália, em 90, teve bela atuação e ajudou sua seleção a conquistar o terceiro título mundial.

Ao contrário da maioria dos atacantes de seu país, de “cintura-dura” e futebol pragmático, Klinsmann não só se posicionava com inteligência e marcava com facilidade, como tinha habilidade para abrir os espaços da defesa com dribles para encurtar o caminho do gol. Um deles, na Copa de 1994, está marcado na história como um dos mais bonitos de todas as Copas do Mundo.

Foi contra a Coreia do Sul: depois de abrir o lance pela lateral direita, ele recebe a bola dentro da área e, usando uma cavadinha com o pé direito para levantar a bola, faz um giro de 180 graus e finaliza aplicando um belíssimo voleio para o fundo da rede. Naquela ocasião, a melhor Copa individual do craque, o time alemão foi parado pela Croácia nas quartas de final.

Maior cavador

Jürgen Klinsmann também ficou conhecido como “diver” (mergulhador), por ser um exímio cavador de faltas. Numa seleção do jornal inglês “The Guardian”, Klinsmann figura como o segundo melhor “fingidor” do futebol mundial, atrás apenas do goleiro Roberto Rojas, que em partida contra o Brasil simulou ter sido atingido pela torcida com um sinalizador, tendo na verdade cortado a si próprio com uma lâmina. Mereceu o título!

Mas esse não foi o único apelido estranho com o qual ficou conhecido o atacante que marcou 47 gols pela seleção alemã, atrás apenas de Miroslav Klose e Gerd Müller. Na Alemanha, o atacante é chamado de “Padeiro”. O motivo: filho de donos de padaria, ele chegou a fazer curso para a profissão, mas abandonou a carreira pelo futebol.

Briga de gigantes

Uma briga com outro craque do futebol germânico, Lothar Matthäus, também marcou a carreira de Klinsmann. Então companheiros na Inter de Milão, os dois tiveram a relação estremecida depois que boatos deram conta de que o polivalente companheiro estava fazendo uma campanha contra a participação do atacante na Eurocopa de 1996. Lothar, por sua vez, foi quem não pode ir ao torneio, e viu seu rival levantar a primeira taça da Alemanha unificada.

Pernada diária

Na infância, o rapaz lourinho era um viciado em bola. Iniciado em um pequeno time de sua cidade natal, Göppingen, mudou com sua família para a cidade de Stuttgart, onde jogaria mais tarde. À época, percorria diariamente 60 quilômetros para participar dos treinos. Valeu a pena!