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Craques da Copa: Milla revolucionou o futebol

Nesta primeira edição, a série será dedicada ao africano que revolucionou o futebol do continente, o camaronês Albert Roger Mooh Miller

Roger Milla é o craque da semana

Roger Milla é o craque da semana (Arte: Romahs)

O CRAQUE inicia nesta sexta-feira (07) mais uma série especial dedicada à Copa do Mundo. Depois do “CRAQUE Espião”, que analisa os possíveis jogadores que podem se tornar destaque no Mundial de 2014 e que é publicada todos os sábados, e da série “Manaus de Copas”, que tem como mote contar a história de Manaus através das 19 edições das Copas do Mundo e é publicado todas as terças, o caderno de esportes de A CRÍTICA dá o ponta-pé inicial na série “Craques das Copas”, que trará todas as sextas a biografia dos jogadores que entraram para história do torneio, devidamente ilustrados pelo artista gráfico Rogério Mascarenhas, o Romahs.

A primeira edição será dedicada ao africano que revolucionou o futebol do continente, o camaronês Albert Roger Mooh Miller - mais conhecido como Roger Milla.

Em seu país, a República dos Camarões, ele é tratado como “Excelência”. O ex-atacante de 61 anos é a prova viva do ditado “panela velha é que faz comida boa”. Afinal, ele fez a sua “grande Copa” aos 38 anos.

Surpreendente

Milla comandou a surpreendente seleção de Camarões na Copa do Mundo de 1990, na Itália. Em um torneio que foi marcado pela ausência de gols, já que muitas seleções, inclusive a brasileira, resolveram apostar forte em esquemas táticos totalmente defensivos, Milla e sua turma deram um pouco mais de alegria ao apostar em um jogo sempre mais ofensivo e bonito de se ver. Dentro de campo, o veterano foi responsável por carregar a equipe até as quartas de finais - um feito inédito para um país africano até então.

Argentina sofreu

Logo no primeiro jogo daquele Mundial, o time de Camarões desbancou a campeã de 1986, Argentina, ao vencer na estreia por 1 a 0.

Em seguida, a equipe venceu a Romênia por 2 a 1 com dois gols do “Rei de Camaronês”. O único revés desta fase foi a goleada (4 a 0) na terceira rodada diante da União Soviética. Mesmo assim eles avançaram para oitavas de final.

mata-mata

No primeiro mata-mata, contra a Colômbia, o jogo permaneceu empatado em 0 a 0 no tempo normal. Na prorrogação, Milla abriu o placar aos 15 minutos da primeira etapa. No segundo tempo da prorrogação, depois da inesquecível lambança do goleiro René Higuita, o “matador” camaronês fez mais um. Bernardo Redín descontou, mas não deu tempo de virar. Festa para Milla e seus companheiros.

Dança

O mundo conheceu não só a qualidade do craque de camaronês, mas também a dança típica de sua cultura feita pelo jogador em suas comemorações. Nas quartas de finais, a equipe arrancou um empate heróico em 2 a 2 nos 90 minutos contra a Inglaterra. Na prorrogação, os ingleses venceram por 3 a 2 e encerraram assim a campanha africana no mundial.

Recorde

Já na Copa de 1994, nos Estados Unidos, e com 42 anos, Milla fez história novamente ao se tornar o homem mais velho a marcar um gol em Copas do Mundo. O tento foi anotado na goleada que Camarões sofreu diante da Rússia, por 6 a 1. No mesmo mundial, a equipe perdeu também para o Brasil, por 3 a 0 e empatou na estreia em 2 a 2 com a Suécia.

Depois de Camarões, somente Senegal e Gana em 2002 e 2006 respectivamente repetiram o feito de chegar às quartas de final de uma Copa do Mundo.