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Ex-meio-campo da Seleção Brasileira, Mengálvio 'puxa orelha' de Ronaldo Fenômeno

Campeão Mundial em 1962, Mengálvio Pedro Figueiró disse que o ex-jogador Ronaldo deveria pensar melhor antes de falar. Até o coordenador-técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, não escapou das alfinetas do craque

Mengálvio observa a camisa do Santos de Pelé e da Seleção de Cafu de 1998

Mengálvio observa a camisa do Santos de Pelé e da Seleção de Cafu de 1998 (Clóvis Miranda)

Aos 74 anos de idade, e no alto da sua experiência, o ex-meio-campo da Seleção Brasileira e do Santos, Mengálvio Pedro Figueiró, o Mengálvio, é o que podemos chamar de um verdadeiro lorde dos tempos áureos do futebol arte. Tranquilo e sereno, este campeão do Mundo na Copa de 1962 no Chile é daqueles senhores que falam tranquilamente, mas que não se negam a responder a qualquer questionamento por mais polêmico que isso possa parecer. Foi dessa forma calma que ele deu um verdadeiro “puxão de orelha” no também-ex-jogador Ronaldo Fenômeno, campeão do Mundo em 1994 e 2002, que, em uma declaração polêmica, disse que “a polícia deveria ‘baixar o cacete’ nos vândalos” que protestam nas ruas do País.

“O Ronaldo foi um grande jogador, campeão pelo Brasil, mas deveria ter mais equilíbrio nessas situações delicadas. Figuras assim, como ele, tem que ter cuidado quando forem falar sobre determinados assuntos. A gente também falava isso para o Pelé. O que eles falam pesa muito e deve haver uma reflexão”, comentou o ex-jogador, que esteve no final de semana passado em Manaus.

Sobrou para o parreira

Mengálvio também aproveitou para dizer que desconhecia as declarações do coordenador-técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, contrárias à Copa na capital.

“Se eu tivesse que escolher, tecnicamente, a cidade de Manaus não seria sede. Turisticamente, é muito bonita, mas, tudo bem, foi incluída”, disse ele em dezembro do ano passado para a imprensa nacional.

“Não sei porque o Carlos Alberto Parreira é contrário à Copa do Mundo ser realizada aqui na cidade de Manaus. O que temos de fazer é nos unir para a conquista da Copa do Mundo pelo Brasil. Eu convido todos os torcedores brasileiros a torcerem pela Seleção em busca de mais esse título mundial”, disse o lendário meio-campista.

Quinteto mágico!

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Esse quinteto mágico do Santos está na história do futebol mundial como um dos mais fantásticos ataques de todos os tempos.

No período de 1960 e 1966, o “Time dos Sonhos” de Mengálvio e os quatro companheiros conquistaram, pelo time praiano, um total de seis Paulistas (1960, 1961, 1962, 1964, 1965 e 1967), cinco Taças Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965), duas taças Libertadores da América (62-63) dois Mundiais Interclubes (62-63, entre outros torneios.

Os cinco craques do Santos são motivo de reverência até hoje por parte de torcedores de vários times e até de jornalistas experientes e tarimbados como Clóvis Rossi.

“Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Minha memória básica deste ataque do Santos é que eu, apesar de palmeirense, ia ao estádio vê-los jogar por puro prazer. Quer dizer: você tirava a roupa de torcedor para vestir o fraque de um espectador de um grande show, de um grande teatro, de uma grande ópera”, declarou Rossi, que também é escritor, em entrevista a um site nacional.

Na Copa do Mundo de 1962 no Chile, Mengálvio era reserva do mestre Didi, considerado um dos maiores craques e conhecido por seus passes e lançamentos precisos.

Com a camisa Amarelinha, Mengálvio disputou 14 jogos e marcou um gol, em 15 de março de 1961, pelo Campeonato Pan-Americano. Dos tempos de Barriga Verde de Santa Catarina, passando pelo Santos até o encerramento da carreira no Milionários, da Colômbia, ele marcou um total de 29 gols. A cidade de Laguna (SC), onde nasceu, deu para o mundo um verdadeiro gentleman do futebol.

Três perguntas para Mengálvio

Como foi a sensação de estar em Manaus para o lançamento da exposição “Brasil, um País, um Mundo”, que relembra os feitos da Seleção?

Foi uma alegria estar presente em Manaus. Foi a primeira vez no Amazonas. Fiquei feliz e contente ao lado de tantas pessoas importantes. É muito bom ser lembrado para eventos como esse. E olha que já parei de jogar há mais de 40 anos e poucos. Muito obrigado mesmo (à organização). O futebol nos dá essas alegrias. Agora, vamos torcer pela Seleção por mais um título de campeão mundial.

Qual a sua opinião sobre a questão da religião dentro da Seleção Brasileira, no tocante aos jogadores de futebol?

De religião a Seleção está bem servida. São todas pessoas ligadas à religião, como evangélicos, católicos, etc. Mas se eles estão usando a religião para obter sucesso, sinceramente, isso eu não posso dizer.

Recentemente o ex-atacante Ronaldo Fenômeno falou que a polícia deveria, no seu próprio vocabulário, “meter o cacete” nos vândalos que participam de manifestações. Qual a sua opinião sobre isso?

O Ronaldo foi um grande jogador, campeão pelo Brasil, mas deveria ter mais equilíbrio nessas situações delicadas. Figuras assim, como ele, tem que ter cuidado quando forem falar sobre determinados assuntos. A gente também falava isso para o Pelé. O que eles falam pesa muito e deve haver uma reflexão.