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Instabilidade emocional dos jogadores do Brasil é cada vez mais escancarada neste Mundial

Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (30) no CT da CBF na Granja Comary, em Teresópolis-RJ, o volante Fernandinho atribuiu a comoção generalizada dos jogadores à pressão sofrida por eles, nos jogos válidos pela Copa do Mundo de 2014

Seleção Brasileira à flor da pele

Fernandinho durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (30) (Bruno Kelly)

A dramática classificação brasileira contra o Chile no último sábado escancarou a fragilidade emocional da Seleção nesta Copa do Mundo. Durante a cobrança de pênaltis, o capitão Thiago Silva se isolou do restante da equipe e teria pedido a Felipão para ser o último na ordem de cobranças, atrás até mesmo do goleiro Júlio César. Já o craque do time, Neymar, que parecia vir encarando com naturalidade a pressão jogada em suas costas, “segurou a onda” e garantiu o seu na cobrança, mas desabou em lágrimas após o término das penalidades, demonstrando toda a carga de emoção contida durante os mais de 120 minutos de partida.

Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (30) no CT da CBF na Granja Comary, em Teresópolis-RJ, o volante Fernandinho atribuiu a comoção generalizada dos jogadores à pressão sofrida por eles, saindo em defesa da equipe, em especial dos que choraram - alguns copiosamente - ao fim da disputa de pênaltis contra o Chile.

“A gente tem uma responsabilidade muito grande, de estar representando uma nação. São 200 milhões de pessoas que através do futebol podem ter uma alegria. A gente sente essa responsabilidade e como seres humanos também sentimos certas emoções”, justificou o jogador, que viu lado positivo na afloração dos nervos da Seleção. “Mesmo sentindo essas emoções, a gente conseguiu manter o nível de concentração numa hora decisiva”, completou o agora titular de Felipão, que deve assumir a função de segundo volante do suspenso Luiz Gustavo para ao jogo contra a Colômbia, na sexta-feira (04), às 16h (de Manaus), no Castelão, em Fortaleza.

Mas quais são os ingredientes adicionados nesta “panela de pressão” da Seleção Brasileira? Para começar, a falta de experiência dos jogadores, que tem uma das mais baixas médias de idade dos últimos anos em Copas do Mundo, de 27,7 anos, tendo como duas de suas principais referências dois "meninos”: Neymar e Oscar, ambos de 22 anos de idade.

Adicione-se o fato de o país, que, acostumado com títulos no futebol, se tornara excessivamente exigente com sua Seleção, o fato de esperar há 64 anos a oportunidade de vingar o fatídico ‘Maracanazo’, em que, com o título nas mãos, a Seleção deixou escapar o que seria nossa única taça de campeão mundial conquistada dentro de casa.

Como se já não bastasse, a expectativa nacional por uma exibição de gala da Seleção Brasileira após a belíssima campanha da Copa das Confederações também tem superestimado o desgastado elenco de Felipão - com nomes como Daniel Alves, Paulinho e Oscar longe do nível demonstrado no ano passado, além, é claro, da incontestável evolução das outras seleções.

Uma das surpresas desta Copa é justamente o próximo adversário brasileiro, a Colômbia, o melhor ataque da competição, ao lado da Holanda, com 11 gols. “O nível do futebol mundial está muito equilibrado, isso é evidente. Tem que ralar e fazer valer o peso da camisa”, declarou Fernandinho.

‘Quebradeira’ chilena


A partida contra o Chile não deixou sequelas apenas emocionais na Seleção Brasileira. Pelo menos quatro jogadores da Seleção saíram de campo com dores devido à intensidade do jogo demonstrada pelos chilenos: Neymar, David Luiz, Luiz Gustavo e Oscar.

No entanto, a CBF divulgou que pode poupar alguns jogadores do treino de hoje, mas que nenhum deles chega a preocupar para a partida de sexta-feira, contra a Colômbia, que vale vaga para as semifinais da Copa do Mundo.

Perseguido pelos adversários dentro de campo, o camisa 10 brasileiro foi quem saiu de campo mais prejudicado pelas investidas da marcação chilenas. Ele saiu de campo com dores na coxa esquerda e no joelho direito e está sob avaliação médica.

Luiz Gustavo, que não joga a próxima partida por ter recebido o segundo cartão amarelo, e Oscar, com uma arranhão na coxa esquerda, também não devem desfalcar o elenco brasileiro nas quartas de final.

Já David Luiz, que vinha sentido dores nas costas desde o treinamento de terça-feira e foi poupado de boa parte das atividades da semana, foi o que apresentou mais melhorias, segundo o departamento médico.

Todos os jogadores que atuaram mais de 15 minutos na partida contra o Chile participaram de treino regenerativo na piscina ontem. Os reservas que não jogaram, mais William, que atuou nos minutos finais da partida, fizeram um treino leve com bola.

Amanhã, a Seleção deve voltar às atividades com os jogadores que estiverem 100%. Haverá coletiva de imprensa às 13h45 (de Manaus) na sala de conferência do CT da CBF na Granja, e início do treinamento por volta das 14h30.

A expectativa é de que o treinador utilize Maicon na lateral direita, já que Daniel Alves continua em baixo nível técnico na Copa do Mundo, e coloque Paulinho, Ramires ou Hernanes para compensar a ausência de Luiz Gustavo na equipe.