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‘Minha relação é de amor e ódio com o Nacional, afirma técnico ao retornar para o clube

 Aderbal Lana acerta novamente com o Nacional, menos de um ano depois de ser campeão e romper com diretores do time

Técnico alega que distância da família também pesou na decisão

Técnico alega que distância da família também pesou na decisão (Antonio Lima)

Uma relação de amor e ódio com o Nacional. É assim que Aderbal Lana resume a sua história com a equipe que vai voltar a comandar a partir desta quarta-feira (13). Após romper com o Penarol no último fim de semana, o treinador assinou contrato com o Leão da Vila Municipal na noite de segunda-feira e deve se apresentar oficialmente como o novo técnico do grupo nessa tarde, no Centro de Treinamento Barbosa Filho, Zona Leste. “Sempre tive um bom relacionamento com os torcedores do Nacional e com alguns diretores também e sempre que a coisa aperta por lá eles me chamam. E dessa vez estou em uma fase boa, quando as oportunidades surgem nós temos que abraçá-las. Pensar na família e seguir, e foi o que eu fiz, pesei várias coisas e cheguei a conclusão de que a melhor opção era ficar no Nacional”, disse Aderbal Lana.

Ainda segundo o comandante, a saudade da família também pesou na sua escolha. “Eu já viajei muito, já fiquei muito tempo sozinho, mas agora eu tenho uma filha de 13 anos e preciso estar ao lado dela. Em Itacoatiara eu tinha tudo, um carro à minha disposição, um ótimo lugar para morar, mas estava muito solitário, sentia falta da minha família”, comentou.

Em 2012, após conquistar o título diante do Fast Clube, Aderbal Lana resolveu deixar o Nacional. Na época, ele disse que ficou desapontado com a diretoria do clube que teria alegado que ele “entregou” o primeiro jogo da final do Estadual, quando o Leão da Vila perdeu para o Rolo Compressor. Mas para o treinador isso são águas passadas. “Muita coisa mudou no Nacional, agora não terei contato direto com essas pessoas. Sou profissional e por isso esqueço o que passou e olho sempre para frente. Temos que aprender com os erros, vou trabalhar para ganhar o título. Se for campeão e sair ‘brigado’ de novo estará tudo certo, o importante é ser campeão”, pontuou.

O treinador também acredita que trabalhar com o presidente Mario Cortêz será tranquilo. “Esta será a primeira vez que vou trabalhar com o Cortêz, ele me parece bem honesto, preocupado em ter um bom time, fez boas contratações, por isso acredito que não terei problemas em relação a isso”, completou o técnico.

Nesta temporada, Lana assistiu apenas uma partida do Nacional, quando a equipe foi derrotada por 1 a 0 pelo Princesa, em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) e por isso ele diz que ainda não tem condições de avaliar o grupo. “Terei aí cerca de 15, 20 dias para analisar os jogadores a partir das características deles começar a traçar um esquema para trabalhar, conheço alguns atletas, mas ainda é cedo para fazer uma avaliação do grupo”, disse.

Sobre o elenco do Penarol, o treinador não poupou elogios, classificou o presidente, Ila Rabelo, como espetacular e afirmou que nunca trabalhou com um plantel tão disciplinado como o do Leão da Velha Serpa. “Fui muito bem tratado no Penarol e estou muito feliz com o trabalho que desenvolvi lá. Nunca vi um plantel tão profissional, com jogadores determinados que conseguiram absorver tudo o que eu queria dentro de campo. O Penarol deslanchou e eu fiquei realmente muito feliz com isso”, finalizou.