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Procon/AM contesta taxa de 10% em venda de ingressos para o jogo entre Resende e Vasco

A taxa de serviço na venda de bilhetes comercializados numa rede de lojas de Manaus foi contestada pelo Procon. A tarifa já é cobrada nas vendas via Internet

Os amigos Fernando (E) e Ellisson aliviados com os ingressos na mão

Os amigos Fernando (E) e Ellisson aliviados com os ingressos na mão (Luiz Vasconcelos)

A cobrança de 10% a mais de taxa de serviço no valor dos ingressos para o jogo Resende x Vasco, dia 3 de abril, 19h30, na Arena da Amazônia, pela Copa do Brasil, está dando mais o que falar que o próprio espetáculo. Isso sem falar nas longas filas e no desconforto do torcedor vascaíno local interessado em comprar os bilhetes.

A empresa contratada para vendas no sistema físico e via Internet é a Guichê Web, com sede em São Paulo. A contratada pela Federação Amazonense de Futebol (FAF) para organizar o processo e comercialização em Manaus é a SVX Serviços. Os ingressos estão sendo vendidos em todas as lojas do grupo Apa Móveis da cidade. Conforme o diretor da SVX, Saulo Viana, 39 mil ingressos foram postos à venda, todos com 10% a mais no valor (ver quadro). “A taxa de serviço é comum em eventos de todo o País, porque é o ganho das empresas contratadas para organizar o processo de vendas. Eu fui a todos os locais de venda e não ouvi ninguém reclamar”, disse Saulo. Mas a equipe de fiscalização do Programa Estadual de Proteção, Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/AM) entra em ação, hoje, em todas as lojas Apa Móveis para abrir procedimento administrativo, caso fique comprovado que a cobrança é abusiva.

Para o Procon/AM, a taxa de serviço somente se justifica se estiver agregada há alguma comodidade ao consumidor, como por exemplo o recebimento dos ingressos em casa, evitando as filas na hora da compra e a aquisição de entradas especiais sem enfrentar filas. “Não há ainda uma lei municipal e nem estadual para reger esse questão da taxa de serviço nos eventos locais. Mas o Procon/AM considera abusiva a cobrança de 10% se não estiver agregado à alguma comodidade para o consumidor. Por isso, vamos colocar nossa equipe de fiscalização para averiguar possíveis abusos”, explica a diretora do Procon-AM, Janaína Sales.

Vascaíno “doente” o vendedor Elisson Tavares, 20, disse que a taxa não se justifica e teve de emprestar R$ 6 de um amigo para ajudar na compra do seu ingresso de R$ 66. “Eu só tinha os R$ 60 (anel superior), mas meu amigo me emprestou R$ 6”.