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Série Especial ‘Sedes da Copa’ apresenta neste sábado (31), a cidade de São Paulo

Na maior metrópole do País, a 12 dias para o início da Copa do Mundo, os paulistanos se empenham em organizar manifestações para chamar a atenção das autoridades

A Arena Corinthians foi construída exclusivamente para a competição

A Arena Corinthians foi construída exclusivamente para a competição (Divulgação/Embratur )

Nada de ruas enfeitadas de verde e amarelo e de torcedores preocupados com o desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo no Brasil. Na maior metrópole do País, São Paulo – tema de hoje da série “Sedes da Copa” – o Mundial é visto como uma boa oportunidade para protestar e lutar por melhores condições de vida na cidade. A 12 dias para o início do torneio os paulistanos se movimentam em organizar manifestações com o objetivo de chamar a atenção das autoridades.

São Paulo vai receber a abertura da Copa, no próximo dia 12 – quando o Brasil enfrentará a Croácia, na Arena Corinthians (estádio construído exclusivamente para a competição), mas motivos para torcer contra o evento é o que não faltam. Na lista dos paulistanos, o descaso com a saúde, educação, moradia e transporte são problemas graves e bem mais importantes que jogos de futebol.

“Não é muito comum ouvir o paulista empolgado com nenhum dos jogos. É muito mais comum ouvirmos as pessoas comentarem sobre eleições. O teor dos assuntos relacionados à Copa está mais ligado ao gasto excessivo na construção do estádio que poderia ser usado pra melhorar outros aspectos caóticos da cidade”, disse Mariana Lima, jornalista, que mora na capital paulista há quase um ano.

Mariana também comentou sobre os protestos contra a realização da Copa do Mundo que segundo ela, estão cada vez mais frequentes.

“Os protestos ainda são comuns no cotidiano de São Paulo. Pelo menos a cada 15 dias há uma mobilização contra a realização da Copa do Mundo no Brasil com a paralisação de parte da Avenida Paulista e Consolação. Além disso, em todos os eventos públicos são distribuídos folhetos contra a realização dos jogos. A cidade também está coberta de cartazes pregados em portes e muros com frases de efeito e pichações de “Não vai ter Copa”.

Além da construção da Arena Corinthians, o aeroporto de Guarulhos também passou por uma reforma para receber os torcedores que acompanharão os jogos em São Paulo. O governo também prometeu algumas obras de mobilidade urbana para a cidade, mas nenhuma saiu do papel.

“Guarulhos é famoso pelo seu clima caótico sem um evento grande, como a Copa do Mundo, e por conta disso o paulistano não se sente muito animado com essas alterações. A grande preocupação em termos de mobilidade urbana poderá ser o próprio transporte público mesmo. O governo apresentou inicialmente a ideia de um monotrilho, que não saiu do papel”, disse Mariana.

“A Arena fica em uma área afastada do Centro da cidade, mas próxima de uma linha de estação no metrô. O problema é que os trens da linha vermelha já são extremamente lotados em dias comuns o que pode dar dor de cabeça aos turistas que não querem desembolsar uma boa grana de táxi”, comentou a jornalista.

Diversão em São Paulo

Por outro lado, a capital Paulista oferecerá aos turistas da Copa um “cardápio” recheado de atrações e boas opções de lazer e diversão aqueles que desejarem dar aquela “esticadinha” , após as partidas de futebol.

“A cidade é famosa pelo seu aspecto cultural e cosmopolita, o que pode ser um ponto muito favorável para os turistas estrangeiros. Exposições em museus temáticos, como o Museu do Futebol e da Língua Portuguesa, e outros podem ser uma atração favorável pra quem não quer gastar muito. Além disso ainda há os famosos barzinhos da Augusta, Vila Madalena e Vila Mariana, e os tradicionais pastel de bacalhau e sanduíche de mortadela do Mercado Municipal. A cidade também está preparada para aqueles que não querem gastar muito com passeios. A cidade é recheada de parques lindos como o Ibirapuera, cuja entrada é gratuita”, completou.