Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Vaias da torcida ‘amazonense-corintiana’ ao Nacional geram polêmica e rendem discussão

O confronto pela Copa do Brasil, que culminou na derrota por 3 a 0 e a eliminação da equipe amazonense, para o Corinthians, gerou polêmica entre conterrâneos

Em jogos contra grandes clubes de fora, a torcida local é minoria e ainda termina hostilizada

Em jogos contra grandes clubes de fora, a torcida local é minoria e ainda termina hostilizada (Clóvis Miranda)

A polêmica vaia dos torcedores corintianos – muitos deles amazonenses – para o time do Nacional, ecoou muito mais fora do que dentro da Arena da Amazônia Vivaldo Lima. O confronto pela Copa do Brasil, ocorrido na última quarta-feira e que culminou na derrota por 3 a 0 e a eliminação da equipe amazonense, para o Corinthians, gerou polêmica. A sonora vaia vindo dos cerca de 70% torcedores rivais deixou muitos amazonenses entristecidos com os próprios conterrâneos.

Para analisar o que aconteceu na Arena, o CRAQUE ouviu especialistas em comportamento humano e profissionais que ganharam a vida defendendo os clubes locais, e eles atribuem o ocorrido à desorganização do futebol amazonense e à massificação da mídia “sulista”.

Com mais de 20 anos dedicados ao estudo das relações pessoais, o sociólogo amazonense Carlos Santiago, 48, diz que o “esquecimento” e a desorganização do futebol local são os verdadeiros culpados pelo comportamento atual dos torcedores que apoiam clubes de fora. “Essa polêmica mostra que o amazonense gosta do futebol. Mas com um futebol falido, que não tem torcida, as pessoas não sentem vontade de ir ao estádio. Pela ausência do futebol local, os torcedores acabam se virando para outras praças futebolísticas mais organizadas”, analisa o sociólogo.

Outro fator de peso que surge como atrativo para “fisgar” os torcedores é a televisão. O investimento em recursos por parte das emissoras e de bons jogadores de clubes do Sul e Sudeste chama atenção do público que troca o estádio pela cadeira à frente da TV.

“Os campeonatos do Sul possuem uma grande comunicação e cobertura por parte da imprensa, e chamam atenção. Aqui em Manaus temos somente uma emissora que ainda luta pelo futebol local. Com isso, com o esquecimento do nosso futebol, aliado aos jovens que crescem assistindo aos clubes de fora, temos muito mais amazonenses que sabem o que acontece com o Corinthians do que com os clubes do Estado”, disse, emendando: “Essa vaia é do desconhecimento. É algo negado pela nova geração que desconhece a história e acabam apagando essa memória”.

Jogador e torcida

Quem já viveu o espetáculo do futebol dentro das quatro linhas acredita que o episódio das vaias foi apenas fato do jogo. O ex-atacante, Delmo, que brilhou com a camisa do São Raimundo, estava trabalhando como voluntário no dia da partida.

“Vi apenas vaias que foram da camisa do Corinthians, sé é amazonense ou não eu não vi por esse lado. A vaia começou porque um torcedor apareceu com uma bandeira do São Paulo. Eu vi, eu estava trabalhando no jogo”, afirmou.

O ex-goleiro, Iane Geber, 61, contemporizou. “Qualquer pessoa torce pelo time que quer, embora seja amazonense. Eu torço pelo time da terra, mas outros podem não ter o mesmo pensamento que eu”, afirmou.

O líder da torcida nacionalina Águia de Aço, Natan Castro, 45, atribuiu às vaias a emoção dos torcedores rivais. “Foram levados pela irracionalidade e emoção”, garantiu.

Torcedor do Corinthians, Marcelo Lima, 34, esteve na arquibancada, porém não percebeu qualquer anormalidade. “Estava próximo de torcedores do Nacional. Não senti nenhum tipo de preconceito”, disse.