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'O espírito de equipe é o que nos faz forte', diz Ottmar Hitzfeld, técnico da Suíça

Treinador da seleção europeia contou em entrevista exlusiva ao CRAQUE sobre expectativa de jogo contra Honduras, no dia 25 de junho, na Arena da Amazônia

"O espírito de equipe é que nos faz forte", garantiu Hitzfeld diante de obstáculos como clima em Manaus e estímulo de ter o time como cabeça de chave

"É um privilégio jogar no país cinco vezes campeão do mundo", afirmou Hitzfeld sobre jogo que ocorre dia 25 de junho, na Arena da Amazônia (Reprodução)

Embora pouco badalada, a seleção suíça chega ao Mundial como cabeça de chave do grupo E, o mesmo da França, e ostenta resultados que causam inveja em qualquer seleção campeã do mundo. Na Copa de 2010, foram eles, os suíços, os únicos a vencer, ainda na fase de grupos, a seleção da Espanha, que se tornaria campeã mundial pela primeira vez naquele ano. 

A Espanha só voltaria a perder três anos mais tarde, na final da Copa das Confederações, para o Brasil. E adivinha quem foi o único time que venceu a Seleção Brasileira depois disso? Sim, a Suíça. Em agosto de 2013, o time de Felipão amargou uma derrota por 1 a 0, apenas um mês depois da conquista das Confederações. 

Acostumada ao típico frio europeu, a seleção do país conhecido pela qualidade de seus relógios de pulso e chocolates, vai ter de se adaptar a tempo de não derreter diante das altas temperaturas da cidade de Manaus, onde enfrentam a equipe de Honduras, no dia 25 de junho, na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. 

Em entrevista exclusiva ao CRAQUE, o técnico da equipe suíça, Ottmar Hitzfeld, disse que a preparação para enfrentar o temido calor da região começou um dia após o resultado do sorteio de chaves da Copa. 

Consciente da qualidade do seu elenco, mas pé-no-chão diante do nível da competição, o treinador vê o desafio de liderar o grupo E da Copa do Mundo como um “estímulo” e diz não “fixar limites” para o time durante o Mundial. 

“Temos a ambição de se qualificar para a segunda fase do torneio no Brasil. Uma vez que tenhamos alcançado isso, tudo é possível. Nós certamente não devemos fixar limites para nós mesmos”, disse o técnico, que falou ainda sobre a evolução do futebol em seu país e da qualidade coletiva de sua equipe. 

“E uma das nossas principais armas é que nosso time não depende de 2 ou 3 jogadores-chave. Muitos jogadores marcam, mas não só os goleadores. É o espírito de equipe que nos faz forte”, declarou. Confira os principais trechos da entrevista concedida por e-mail para a reportagem do CRAQUE. 

A Suíça foi a última equipe a vencer o Brasil, após a Copa das Confederações , em agosto de 2013. Isso mostra o quanto vocês estão fortes para a Copa do Mundo. Quais são as suas principais armas para fazer uma boa campanha no Mundial? 

Esta vitória por 1-0 foi, naturalmente, um resultado muito bom para a equipe suíça. Não é uma experiência de todo dia vencer uma grande equipe como o Brasil. No entanto, nós jogamos muito bem neste jogo, que já faz quase um ano. Nós demos uma prova de que somos capazes de nos manter de pé diante de equipes muito fortes. E uma das nossas principais armas é que nosso time não depende de 2 ou 3 jogadores-chave. Muitos jogadores marcam, mas não só os goleadores. É o espírito de equipe que nos faz forte! 

A Suíça tem uma temperatura bem abaixo da temperatura média no Brasil . E você vai jogar em Manaus, uma das mais quentes cidades-sede da Copa do Mundo. Como a equipe está se preparando ou pretende se preparar para o calor, especialmente em Manaus? 

Começamos a nos preparar para este jogo contra Honduras no dia seguinte após o sorteio final (das chaves). Estamos tentado fazer o melhor para isso. Nós conversamos com especialistas, médicos da equipe e outros mais. Estou certo de que estaremos muito bem preparados para essas circunstâncias (climáticas). Devemos estar prontos física e mentalmente também. 

Como está o clima entre os jogadores para vir jogar em Manaus? Houve preocupação entre eles ou por parte da comissão técnica sobre jogar aqui por causa do calor e da umidade? 

Eu não sei ainda. Não houve muitas oportunidades de falar sobre isso com os jogadores. Eles estão todos ocupados nos estágios finais de seus campeonatos de clube. Começamos a preparar a Copa do Mundo no dia 25 de maio, com alguns exames médicos. E estamos chegando ao Brasil cerca de 10 dias antes da nossa primeira partida em Brasília. Cinco dias depois jogaremos em Salvador, e mais cinco dias depois em Manaus. Então, eu tenho certeza que estaremos muito adaptados. Nós então saberemos quais jogadores precisam de tratamentos especiais, quais não têm dificuldade alguma, o que dá a medida do que precisamos para toda a equipe antes e depois dos jogos, e muitas coisas mais... Para mim é muito importante que tenhamos uma base em Porto Seguro, que está muito bem situada em ambos os aspectos geográficos e climáticos. 

O futebol de qualidade não é mais um privilégio de poucos países. Como você avalia a evolução do futebol suíço? Na sua opinião, quais são as chances reais da equipe na Copa do Mundo no Brasil? 

A Suíça participa pela terceira vez consecutiva de uma Copa do Mundo da Fifa. Isso não vem do nada. Nós não perdemos um único jogo na fase de qualificação. Portanto, temos a ambição de se qualificar para a segunda fase do torneio no Brasil. Uma vez que tenhamos alcançado isso, tudo é possível. Nós certamente não devemos fixar limites para nós mesmos. 

Vocês são os cabeças de chave do Grupo E, mesmo grupo da França. É uma responsabilidade ou um estímulo? 

Um estímulo, é claro. É um bom sinal se as pessoas esperam que você se saia bem. Isso significa que elas têm confiança em nossas qualidades, que eles confiam em nós. No entanto, vai ser muito difícil passar da primeira etapa. A França é o favorito no grupo, não há nenhuma dúvida sobre isso. 

Quanto às outras equipes da Copa do Mundo você vê favoritos? Brasil, Alemanha, Argentina? 

O Brasil pertence ao grupo de equipes que podem ganhar a Copa do Mundo, assim como a Alemanha e a Espanha. No entanto, eu nunca fui bom em qualquer prognóstico... 

Como estão os jogadores suíços atualmente em relação ao futebol mundial? 

O desenvolvimento do futebol suíço é muito promissor. Há um monte de jogadores suíços que se tornaram importantes em campeonatos estrangeiros, como a Bundesliga alemã, assim como na Serie A Italiana. Jogadores suíços são muito apreciados nessas ligas, uma vez que os clubes sabem que nossos atletas são muito bem educados no futebol. É tudo devido ao trabalho duro que um pequeno país deve fazer se quiser jogar grandes torneios. 

A lista de 23 jogadores que você irá trabalhar na Copa do Mundo foi anunciada. A equipe mudou em relação às últimas competições? O que esperar agora que a sua equipe já está definida? 

A base da equipe é a base que chegamos à qualificação para a Copa do Mundo. Eu confio nos meus jogadores e eu não acho que faz muito sentido mudar muito antes do evento mais importante do ano. Nós acabamos por nos tornar um bom grupo. O espírito de equipe é excelente. E estou certo de que este espírito de equipe irá dar vida a um espírito vencedor no Brasil. É um privilégio jogar uma Copa do Mundo no país cinco vezes campeão do mundo. Estamos totalmente cientes disso.