Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

49º Festival Folclórico de Parintins inicia com o Caprichoso e sua 'Amazônia Táwapayêra'

Internauta, venha se deliciar com um dos mais belos festivais folclóricos do Brasil, por meio de imagens, vídeos e textos, atualizados constantemente pelas equipes presentes no Bumbódromo do município amazonense. Atualize a página quando quiser para mais informações! Interatividade também estará presente no nosso Facebook (Portal A Crítica), Twitter (@acritica) e Instagram (@portalacritica)

Detalhes das tribos indígenas do Boi Caprichoso

Detalhes das tribos indígenas do Boi Caprichoso (Euzivaldo Queiroz)

Leia de baixo pra cima

E foi ao som da toada "Ritmo é de Boi" que o Caprichoso encerrou sua participação neste primeiro dia do Festival Folclórico de Parintins 2014. A galera se mostra incansável e continua cantando junto com o levantador David Assayag.  O relógio marcou 2 horas e 25 minutos quando o último item deixou a arena e a Marujada cessou o som de seus tambores. Para encerrar, uma nova rodada de fogos de artifício.

Após o ponto alto da noite, com a presença do Pajé conduzindo o Ritual Indígena, a alegoria é retirada e a Marujada começa a se movimentr em direção a saída. Mas antes, se viram para a área VIP e setores de camarotes do Bumbódromo. Além deles, só resta os itens individuais. 

O maior cachimbo, que estava em evidência no indígena central, se abre em faíscas para revelar o pajé Waldir Santana, que volta para sua segunda aparição nesta primeira noite. O espetáculo é lindo, e nem uma terceira rodada de fogos de artifício abafa o grito da torcida azulada - que brilha e emite luzes, em aparelhos distribuídos previamente pela agremiação.

Entra o quinto carro alegórico no Bumbódromo, mostrando indígenas com cachimbos artesanais. Ele toma conta de metade da arena. Enquanto é montado, novamente show da galera - que simboliza o item de número 19. A alegoria representa o ritual indígena "Ana'wãg" e configura-se como a maior apresentada nesta primeira noite, até o momento.

O relógio já contabiliza 1 hora e 55 minutos. Começa o Ritual Indígena. Item de número 4, o quadro reconstitui dramaturgicamente um ritual de índios, conduzido pelo Pajé, para espantar espíritos maléficos, restituindo o bem e a prosperidade para a aldeia. A recriação procura revelar o mundo sobrenatural dentro do universo do índio, assim como suas expressões xamãnicas.

O Amo do Boi foi chamado agora, ao som da safona. Júnior Paulain entra entoando repentes. O Amo do Boi é a personificação do dono da fazenda e entre suas obrigações, está a boa dicção, a desenvoltura e a elegância, necessárias para desempenhar expressões cênicas e ser capaz de criar, com qualidade, poemas improvisados, geralmente numa provocação ao boi contrário. É também a representação do branco europeu colonizador, que trouxe a cultura da criação de gado para a Amazônia.

A alegoria foi retirada da arena e marcou por ser a que mais tempo permaneceu no Bumbódromo até agora. O destaque fica por conta da Sinhazinha, acompanhada por grupos coreografados. 

A Sinhazinha da Fazenda se junta ao espetáculo! Karyne Medeiros saiu de dentro da alegoria, amparada por técnicos do bumbá azulado e com duas "muheres-borboletas" a acompanhando. Toda de verde, ela representa talvez o item mais emblemático do bumbá, defendendo o item de número 7 da lista. Karyne vive a filha do amo e a moça mais bonita da fazenda. No Auto do Boi, também é uma representante da herança deixada pelo europeu. Seus papeis envolvem simpatia e graça, assim como leveza dos seus movimentos. Sua paixão maior é o bumbá, amor expresso por meio da sua interação com o Caprichoso no espetáculo.


Pai Francisco e Mãe Catirina também se divertem na arena: marido e mulher, são figuras folclóricas e burlescas da fazenda. Apresentam-se de forma desenvolta, artística, cômica, engraçada e improvisada. Eles, poré, não contam pontos, apesar de serem obrigatórios na apresentação.

CAPRICHOSO NA ARENA! A representação viva do boi animal é o papel do item 10, o Boi-Bumbá. É o maior símbolo da festa, em torno da qual gira o espetáculo. Quem dá vida à fantasia – feita de fibra, espuma e pano - é Marquinho Azevedo, no papel há 22 anos. O Bumbódromo volta a ficar lotado, com a vaqueirada, as tribos indígenas, a Marujada e os principais itens individuais.


Fogos de artifício voltam a colorir o céu de Parintins, enquanto a galera balança cartazes azuis, brancos, verdes e amarelos. O Caprichoso surge no topo da alegoria e começa a ser baixado, por dentro dela. Bonecos da alegoria, verdadeiras representações de lendas amazônicas, tomam vida e se mexem na ponta do carro.

Uma enorme bandeira da Coca-Cola, com o boi-bumbá Caprichoso, toma conta da arquibancada por inteiro. Enquanto isso, na arena, começa a apresentação do item 20 (coletivo), Coreografia: os movimentos de dança apresentados durante todo o espetáculo é o foco, onde avalia-se a dinâmica, movimentos, ritmo e sincronia. 


A quarta alegoria - e maior até agora -, intitulada "Morada dos Encantos", adentra o Bumbódromo. Arlindo pede que todos se abaixem, só para voltarem com mais força. Problemas no som continuam, esporadicamente, mas o espetáculo segue normalmente. A arena está lotada! "Canta galera, canta galera. Eu sou azul até morrer!" ecoa pelo local!

A vaqueirada toma conta do espaço, simbolizando os guardiões do Boi. Deve apresentar tradição, sintonia e coreografia. A porta-estandarte faz sua segunda aparição na arena, entrando junto com os vaqueiros. Arlindo Júnior evidencia Rayssa Tupinambá e a bandeira do bumbá da estrela azul.


O suporte que deveria abaixar a porta-estandarte até a arena deu problema e ela não conseguiu sair do carro-alegórico, trancando-a dentro da flor que serviria como sua entrada na arena. A falha parece ter passado despercebida pela galera, que continua cantando a pleno pulmão, inclusive a capella. O carro alegórico, poré, foi retirado.

A GALERA NÃO PARA! Uma nova alegoria ganha o Bumbódromo, representando o canto dos colibris. Uma flor central guarda alguma surpresa: a porta-estandarte Rayssa Tupinambá, responsável por dar vida à uma índia guerreira, com garra, desenvoltura, elegância, alegria e a sincronia de movimentos entre bailado e o estandarte. Ela que representa o símbolo do bumbá em movimento. 


A alegoria que representa a Fígura Típica Regional, retratado aqui pelo artesão indígena, toma o centro. O destaque fica por conta das folhas de bananeiras que se mexem nos quatro cantos do carro alegórico. A música-tema, "Amazônia Táwapayêra", é a trilha sonora. Do alto da alegoria, surge a cunhã-poranga Maria Azedo. Já se passaram 50 minutos de apresentação. Enquanto isso, a cunhã continua com sua evolução.

Os Tuxauas, item de número 14, tomam o centro do Bumbódromo, representando os chefes das tribos indígenas. Grandes cocares alegóricos, confeccionados a partir de projeções artísticas indígenas originais, são suas maiores características. Eles retratam o universo dos índios por meio dos elementos naturais da floresta, do cotidiano e do imaginário dos povos amazônicos. Cada Tuxaua representa, simbolicamente, uma etnia indígena. 

Os tambores rufam para o ritual dos Parintins. Diversos grupos étnicos que compõem os povos indígenas do Brasil, dentro do contexto folclórico do boi, sãorepresentados aqui. Sincronia de movimentos, cores, espressões cênicas e danças são os focos a serem julgados.


Waldir Santana, encarnando o Pajé (item 12), entra na arena soltando faíscas e se apresentando ao público. As tribos estão no chão e o foco é no "Pajé dos Pajés", como foi apresentado por Arlindo Júnior. A Marujada para só para o discurso de Waldir, clamando pelo misticismo. A segunda alegoria está prestes a tomar a arena. Tribos Indígenas (item 13) e Coreografia (item 15) dão continuidade ao espetáculo tribual.

Cartazes azuis e brancos tomam conta da arquibancada, e as tribos indígenas fazem um belo show, com coreografias que já vinham sendo ensaiadas no curral Zeca Xibelão e nas passagens de som no Bumbódromo. Nem um breve erro no som atrapalhou a dança tribal. Além do azul & branco, os dançarinos estão vestidos de amarelo & verde e bege & preto, predominantemente. 

Brenna Dianna, defendendo o item de número 8, Rainha do Folclore, se apresenta na arena ao lado das tribos indígenas. As toadas de 2014 são as principais neste início de apresentação e "O ritmo é de boi" é a responsável pela animação: O refrão "É só vestir azul e branco e vem com a gente balançar, isso aqui é muito bom" dá o tom para a elebração tribal "Mawacá", onde as tribos participam reverenciando grandes nações indígenas. Começa o espetáculo tribal.

David Assayag, o levantador de toadas que concorre ao item número 2, entra na arena cantando a canção-tema deste ano. A torcida é um show à parte, com pisca-piscas azuis. A Marujada também já está na Arena, enquanto que a alegoria da Lenda Amazônica começa sua evolução. Fogos de artifício explodem sobre o Bumbódromo.


Em menos de cinco minutos de apresentação do Carpichoso, começa a chuviscar em Parintins, mas ninguém parece se incomodar e continua cantado em alta voz, dando o tom do que deve ser a primeira noite do Caprichoso.

Entra na arena o apresentador Arlindo Júnior, que concorre ao item de número 1. A torcida azulada vai à loucura com a animação do cantor. A primeira toada do Festival Folclórico de Parintins 2014 é "Pesadelo dos Navegantes", e a primeira alegoria já - concorrendo ao item 19, já está sendo montada. A TORCIDA FAZ O BANZEIRO ao som da voz a capella do apresentador.

COMEÇOU! "Amazônia Táwapayêra – Terra de encanto e magia" é o tema que o Caprichoso defende ao entrar no Bumbódromo, pontualmente às 20h30. Ex-cunhã-poranga do bumbá e jornalista, Daniela Assayag é responsável pela animação da galera e explica, com a arena ainda vazia, os três atos que o boi irá apresentar: o reino das encantarias, a força dos pajés e a diversidade da Terra Brasilis. O RELÓGIO JÁ ESTÁ CONTANDO!!!

Por volta de 20h05, os jurados desta edição do evento adentraram o Bumbódromo e foram reverenciados pelas torcidas, tanto azul quanto vermelha. Os profissionais são dos Estados brasileiros de Espírito Santo, Paraíba e Sergipe, sendo responsáveis por julgar, principalmente, trës contextos: música, coreografia e folclore. Falta menos de uma hora para o início do Festival.

A 49edição do Festival Folclórico de Parintins inicia às 20h30 desta sexta-feira (27), com a apresentação do boi-bumbá azul Caprichoso, que neste ano traz o tema "Amazônia Táwapayêra". Seu espetáculo deve durar duas horas e meia e, depois dos 30 minutos habitais de intervalo, será a vez do boi-bumbá vermelho, o Garantido, iniciar sua apresentação, intitulada "Fé".