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Copa e negócios: empresários amazonenses que fizeram 'gol de placa' durante o Mundial

Empresários amazonenses que atuaram no comércio e serviço dentro da Arena da Amazônia, durante a Copa, contam suas experiências com o evento da Fifa em Manaus

Embalagem preparada exclusivamente pelo Tambaqui de Banda para vender tambaqui empanado, maionese e batata frita agradou, assim como o serviço a empresária Cláudia Pio, do Buffet Morada, responsável pela área VIP da Arena

Embalagem preparada exclusivamente pelo Tambaqui de Banda para vender tambaqui empanado, maionese e batata frita agradou, assim como o serviço a empresária Cláudia Pio, do Buffet Morada, responsável pela área VIP da Arena (Lucas Silva)

Eles acreditaram, investiram recursos, capacitaram profissionais, se prepararam. Embora a Copa do Mundo tenha trazido movimento para diversos segmentos da economia de Manaus, empresários amazonenses que atuaram dentro da Arena da Amazônia vendendo seus produtos ou prestando serviços “fizeram um gol de placa” no campo do empreendedorismo.

DINHEIRO conversou com dois desses empresários “Padrão Fifa”  que representaram Manaus entre os prestadores de serviço que foram selecionados pela entidade futebolística  para atender os milhares de torcedores durante os jogos. O proprietário do restaurante Tambaqui de Banda, Mário Valle e a empresária Cláudia Pio, que comandou os serviços gourmet durante as partidas falaram sobre suas experiências, ganhos e o valor agregado aos seus negócios com a participação no evento.

O Tambaqui de Banda preparou um produto exclusivo para o evento – o tambaqui de pé – um petisco de origem inglesa, que foi adaptado e continha empanados de tambaqui, batata frita e maionese, tudo em uma embalagem que facilitava a movimentação no estádio. O empresário Mário Valle se preparou por um ano entre a concepção do produto e a aquisição da autorização da Fifa, para realizar as vendas.

A antecipação compensou. Durante a temporada de jogos em Manaus foram vendidas, na forma de palitinhos, 1,2 toneladas de tambaqui. Com essa quantidade, ele vendeu, em média,  três mil unidades do produto por partida, totalizando 12 mil petiscos. “Tudo foi novidade. Foi a nossa primeira participação em eventos desse porte. Precisei remanejar 30 funcionários exclusivos para Arena e trabalhamos como em um processo industrial. Nada podia dar errado para não sermos impedidos de atender o público”, lembra.

Mais do que lucros, para Valle o pequeno legado da Copa foi mostrar o produto criado por ele e sua equipe para pessoas do mundo inteiro. “A experiência nos proporcionou aprendizado, maturação de processo fabril e novos horizontes”, conta ele, que já está “de olho” na concessão para vender o tambaqui de pé, nas Olimpíadas de 2016.

Serviço VIP

Enquanto a bola rolou, quem também bateu um bolão foi a empresária Cláudia Pio do Buffet Morada.  Na Arena, ela comandou a Mdesharb, uma empresa contratada pela Fifa para realizar o serviço de buffet exclusivo ao público que garantiu pacotes VIPS para desfrutar   tratamento especial durante os dias de jogos.

Para atender esta demanda, Cláudia contou com um time de oito chefs amazonenses e mais 380 funcionários. Porém, a maior aprendizagem, para a equipe, foi a forma de preparo dos pratos. “Nos adequamos para produzir todos os alimentos dentro de um método chamado Cook & Chill, que, após o cozimento, submete o alimento a um resfriamento rápido e à uma embalagem à vácuo. Desta forma, ele é conservado por mais tempo ficando livre da proliferação de bactérias”, explica.

Ao longo dos jogos, Cláudia e sua equipe serviram em torno de 10 mil pessoas por dia, divulgando pratos regionais para turistas do mundo inteiro com um toque gourmet. “Nós fomos selecionados pela nossa capacidade técnica, que aumentou ainda mais depois deste processo. Agora, queremos aproveitar os investimentos para seguir nesta linha, que é mais uma fábrica do que uma cozinha. Esse tipo de serviço seria benéfico para a merenda escolar ou para a área da gastronomia hoteleira”, projeta.

Bar tradicional que se deu bem com o Mundial

Fora da Arena da Amazônia, o sucesso também foi sentido por empresários do setor de serviços. Porém, nenhum estabelecimento chamou mais atenção, durante a Copa em Manaus, do que o Bar do Armando. O tradicional boteco, conhecido por sua simplicidade, seu sanduíche de pernil e sua excelente localização – em frente ao Largo São Sebastião – arrematou o coração dos turistas que fizeram do lugar, junto com a praça do Eldorado, o point da Copa.

O administrador do bar, Roberto Carvalho comemora os resultados. Ele conta que esperava um crescimento da demanda, mas nunca imaginou a proporção e a visibilidade que o evento daria ao estabelecimento. “Nós estávamos preparados. Aumentamos os estoques, contratamos mão de obra, reformamos. Ainda assim nosso estoque, tanto de cerveja quanto de ingredientes, previstos para durar um mês, foram suficientes apenas para os primeiros quatro dias de Copa”, explica.

Ele conta que aproximadamente 200 grades de cerveja foram vendidas diariamente no local e a frente do bar foi tomada por cerca de três mil pessoas em dias de jogos. O resultado foi um crescimento de 80% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Mas para o administrador, a maior recompensa foi outra. “O interesse dos turistas trouxe o manauense de volta para o bar. Sempre tivemos um público bom, mas muitas pessoas da própria cidade n ao nos conheciam e outras haviam deixado de freqüentar o local. A Copa deu nova vida ao bar”, avalia.