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Indo à luta: A doce forma de conseguir dinheiro

Com a venda informal de brigadeiros no tempo livre, duas universitárias de 21 anos conseguem mais de dois salários mínimos por mês em Manaus


Brenda Cristina, 21, vende brigadeiros para pagar por seu curso de odontologia em uma faculdade particular

Brenda Cristina, 21, vende brigadeiros para pagar por seu curso de odontologia em uma faculdade particular (Lucas Silva)

Conseguir um emprego com um bom salário durante a faculdade é difícil, para não dizer quase impossível. A melhor oportunidade de meio período disponível no mercado para pessoas sem formação acadêmica é um estágio. O desafio é maior quando o curso em questão tem aulas em dois turnos. DINHEIRO conversou com duas jovens de Manaus que, com apenas 21 anos, encontraram no empreendedorismo a solução para este problema e estão faturando mais que muitos da mesma faixa etária com o trabalho informal.

A estudante de odontologia Brenda Cristina Andrade é uma delas. A moça ganha cerca de R$ 4 mil por mês com a venda de brigadeiros e brownies pelo Instagram @bridabrii (rede social mobile de fotos). O dinheiro vai todo para bancar a mensalidade do curso particular e os materiais odontológicos usados nas aulas.

“Minha mãe pagou os primeiros três meses da faculdade, mas esta despesa começou a pesar muito no orçamento da casa. Como o curso é integral, eu não tinha como trabalhar para ajudar a pagar. Então tivemos a ideia de vender alguma coisa para arrecadar dinheiro e escolhemos o brigadeiro”, explica.

Por ser muito tímida, a estudante decidiu vender os doces no Instagram e oferecê-los às cantinas de algumas instituições de ensino. “De cara as pessoas gostaram e começaram a recomendar aos amigos. Até a cantina da minha faculdade vende os meus brigadeiros”.

Juliana Freitas também queria ganhar dinheiro sem prejudicar os estudos, mas não para pagar a faculdade e sim para viajar para Londres no final do ano. Como cursa Biologia na Universidade Federal da Ufam, não tem gastos com o curso, mas também não tem tempo para conseguir um trabalho fixo neste período da vida.

“Minha irmã viajou para Londres pelo Ciências sem Fronteiras e eu quero muito passar o ano novo lá com ela. Vou precisar de uns R$ 10 mil para isso e não queria pedir esse dinheiro dos meus pais, então resolvi vender brigadeiros, que é algo que faço desde criança e gosto muito”.

O plano deu certo. Juliana começou a vender em junho na hora da saída do colégio La Salle, no Dom Pedro, e na faculdade.  No primeiro mês, conseguiu lucrar R$ 1.600 e pretende aumentar as vendas em julho. “Estou otimista, sei que vou conseguir alcançar meu objetivo”, afirma.

Preço

Apesar do sucesso, elas advertem que não é fácil empreender e enfatizam que é preciso abdicar de muitas coisas difíceis, ainda mais nesta idade. “Eu não tenho vida social. Sinto muita falta de sair com minhas amigas, de ir ao cinema, planejar viagens. Mas não posso mais fazer isso. Como estudo de manhã e de tarde, uso todo meu tempo livre para fazer brigadeiros”, relata Branda.

Do Instagram para uma loja : Jovem de 19 anos vende mais de R$ 10 mil em roupas por mês

Dheilly Ribeiro, assim como Brenda, também apostou no Instagram para conseguir um dinheiro extra, mas vendendo roupas femininas. Hoje, com apenas 19 anos, já tem uma loja no bairro Parque Dez de Novembro e fatura cerca de R$ 15 mil por mês. “Mas não gasto isso tudo não, fico com uns R$ 3 mil ou R$ 4 mil por mês, o restante uso para renovar o estoque e investir na loja. Meu plano é crescer cada vez mais”, conta a jovem.

Tudo começou em agosto do ano passado, quando Dheilly começou a vender roupas para o público jovem feminino no Instagram. Na época, o dinheiro ajudava a pagar as prestações do carro e da faculdade de administração. Pela rede social, as  seguidoras começaram a pedir mais moda fitness, as famosas roupas para academia.   Foi quando a vendedora decidiu focar apenas neste estilo e começou a crescer.

Mesmo com a loja Espaço Moda Fitness (que fica no Centro Comercial Mindu Center, em frente à Bola do Mindu), Dheilly não abandonou o Instagram (@espacomodafitness). “Foi onde tudo começou, né, não posso abandonar. É uma vitrine. Todos os dias eu dou uma opção de look e as pessoas gostam. Estreita nosso laço com o cliente”.