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Lalonde, a voz da ONU chega à Amazônia

Prazer > O ecossistema amazônico dá boas-vindas ao experiente militante ambiental

  • Brice Lalonde vem ao Amazonas pela primeira vez e conhecerá Manaus, a capital-sede de mais um fórum do ar puro
    FOTO: Divulgação

Nomeado em janeiro de 2011 para o cargo de coordenador-executivo das Nações Unidas para a Conferência de Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece em junho deste ano, Brice Lalonde, já realizou algumas visitas no Brasil, para acompanhar a organização da programação. Nesta semana, ele visita Manaus pela primeira vez para participar do 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade.

Lalonde serviu como ministro Francês do Ambiente no governo do presidente Jacques Chirac e foi presidente da Mesa-Redonda para o Desenvolvimento Sustentável da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Também atuou como conselheiro sênior para o Meio Ambiente com o governo francês. Nos anos 80, chegou a concorrer à à presidência da França com uma plataforma verde.

Também ocupou o cargo de diretor do escritório de Paris para o Instituto da Política Ambiental Europeia. Senhor Lalonde é graduado pela Universidade de Sorbonne, com extensão em clássicos e direito.

Perfil Brice Lalonde
Idade:66
Nome completo: Brice Lalonde
Estudos: Formação
Experiência: É ativista desde os anos 60, quando, participou das manifestações das Paris de 1968. Também foi ativista do Greenpeace e embaixador para as mudanças climáticas. Foi ministro de Meio Ambiente da França, nos anos 80. Atualmente exerce o cargo de coordenador-executivo das Nações Unidas para a Rio+20.

Em entrevista dada este ano ao site do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Lalonde destacou a importância da participação social na mobilização e no convencimento dos chefes de Estado para que medidas concretas sejam tomadas ao final do encontro de cúpula que encerra a Conferência. Ele salientou que uma de suas principais funções será garantir a participação da sociedade civil. Empresas, Ongs, coletividades locais, prefeituras e cidadãos em geral e defendeu a pressão para que os governos participem com propostas inovadoras e coerentes em prol do desenvolvimento sustentável e do futuro do nosso planeta.

Para Lalonde, as coletividades locais, prefeituras, as cidades e as empresas terão um papel muito importante. “Nós teremos decisões que serão tomadas no Rio – e espero que elas sejam muitas – e também o acerto de encontros até 2015, já que que os Objetivos do Milênio serão revistos em 2015. A ideia agora é a de termos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para as famílias de nações”, comentou, na entrevista,

Ele também enfatizou o uso das mídias sociais como ferramenta de pressão, lembrando que em 1992 não havia Internet.  “Hoje nós não só temos internet como temos ferramentas de mobilização muito mais fortes. Espero, de verdade, que a sociedade civil faça pressão e que esteja presente neste debate”, disse.

Em declarações dadas em 2011 para a imprensa brasileira ele destacou a importância da “liderança brasileira” no sucesso do encontro, mas alertou para a controvérsia envolvendo debates sobre o novo Código Florestal e o desmatamento.  “Nós estamos obviamente preocupados, como todo mundo, mas temos que esperar para ver como essas situações vão se desenrolar”, disse aos jornalistas brasileiros.

Lalonde também adiantou que o foco da conferência que acontecerá no Rio de Janeiro será as energias renováveis e a formação de uma coalizão global para que elas possuam preços mais competitivos com as energias sujas.