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A Crítica revela 40 anos de abandono na Transamazônia

Uma equipe de reportagem do jornal A CRÍTICA está percorrendo toda a extensão da rodovia BR 230, a Transamazônica, que liga o Amazonas à Paraíba. Essa aventura vai cruzar sete Estados e mais de quatro mil quilômetros de uma das mais lendárias e abandonadas rodovias brasileiras.

Vaqueiros cavalgam por um pequeno trajeto asfaltado da BR 230 próximo à sede de Lábrea

Expedição Transamazônica (Euzivaldo Queiroz)

A Transamazônica começou a ser construída em 1970, durante o governo militar do general Emílio Garrastazu Médici. Ela fazia parte do Plano de Integração Nacional (PIN), que tinha como objetivo interligar a região Norte à Nordeste e acelerar o processo de ocupação da Amazônia. À época, o lema dos militares era “Integrar para não entregar”.

Além de interligar regiões distantes, a estrada serviria à proposta de assentamentos agrícolas planejada pelo governo militar para aliviar a pressão pela Reforma Agrária nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Milhares de sulistas e nordestinos migraram para a região da Transamazônica em busca de terras. Mas 40 anos depois, a agricultura na região está enfraquecida devido a pobreza do solo amazônico e a falta de incentivos governamentais.

A estrada deveria cruzar o Brasil no eixo horizontal indo até o Acre, entretanto, as obras terminaram em Lábrea, no extremo Sul do Amazonas. Hoje, ela atravessa os Estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Tocantins, Ceará, Piauí e Paraíba.

Em meados da década de 70, as empreiteiras responsáveis pela obra entregaram a rodovia ao governo que ficaria responsável pela sua conservação, mas de lá para cá, o que se viu foi um processo contínuo de degradação da estrada.

Dos 4.054 quilômetros da rodovia, pouco mais de um terço é pavimentado. Os piores trechos estão nos Estados do Amazonas e Pará, quando a Transamazônica fica praticamente intransitável durante seis meses (estação chuvosa, de janeiro a junho) deixando milhares de brasileiros isolados durante esse período.

Trechos de 60 quilômetros chegam a ser feitos em cinco dias. Numa rodovia asfaltada, a mesma distância é feita em uma hora. Mesmo na estação seca, que vai de julho a dezembro, a velocidade média dos ônibus que exploram o trajeto comercialmente dificilmente supera 50km/h.

A equipe de A CRÍTICA que está realizando esta jornada é composta pelo repórter especial Leandro Prazeres e pelo repórter fotográfico Euzivaldo Queiroz. A dupla começou a jornada no último dia 19. Já passou pelos municípios de Lábrea, Humaitá, Apuí (os três no Estado do Amazonas), Jacareacanga, Itaituba, Rurópolis, Placas, Uruará, Brasil Novo, Medicilândia e Altamira, onde está neste momento. Até agora, já foram percorridos 1.705 quilômetros. Ainda restam 2.349 quilômetros. A estimativa é de que a viagem termine na primeira quinzena de agosto.


Blog
No blog www.transamazonica40anos.com.br o internauta poderá acompanhar, passo-a-passo (ou cidade a cidade), os bastidores dessa aventura, além das impressões pessoais dos repórteres sobre os lugares e personagens que estão conhecendo no decorrer da viagem.
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