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Antigo apresentador do bumbá Garantido, Paulinho Faria veste azul e branco para torcer por time

Independente da cor azul do “contrário” compor a camisa do Sul América, Paulinho Faria não deixa torcer pelo time do coração. Ele é Garantido "ferrenho" e foi apresentador do bumbá "vermelho" por 26 anos

Uma vez Paulinho foi ao ensaio do Garantido com a camisa do time

Uma vez Paulinho foi ao ensaio do Garantido com a camisa do time (Antônio Lima)

O Atlético Sul América ou apenas Sul América é um time de futebol do município de Parintins que traz o azul e o branco nas cores de sua camisa. Os tons, sem querer, remetem ao bumbá Caprichoso, mas, acredite se quiser, até Paulinho Faria, ex-apresentador do Garantido, em seus 26 anos de atuação à frente do item de número 1, não abriu mão de usar a camisa azul escura para torcer pelo Leão da Ilha.

O clube tem a maior torcida do interior do Estado do Amazonas, sendo o maior vencedor da Liga Parintinense.  “O meu pai, José Pedro Faria, foi presidente do Sul América na década de 40 e 50. Eu era o mascote do clube quando criança, ia de chuteira e tudo para jogar no Dente de Leite. Vendo a paixão do meu pai pelo clube, eu passei a ser um torcedor ferrenho. Criamos até a Charanga Sangue Azul, que animava o estádio”, relembra Paulinho Faria, que também foi presidente do Leão da Ilha.

“Em 1979, eu assumi a presidência e fiquei lá durante uma década. Quem me passou o Sul América foi o Acinelcio Vieira, que hoje é do Caprichoso”, contou o torcedor do Garantido, que atua como empresário. “Se você fizer uma pesquisa, o futebol mexia mais com a população do que o boi-bumbá, mas, com a construção do Bumbódromo, ele foi deixado para escanteio”, acrescenta Paulinho.

Quando foi presidente, diversas pessoas diziam que Faria gostava mesmo era do azul, ou seja, do Caprichoso. “Falavam isso, porém o que acontecia era que a paixão do parintinense, naquela época, era maior pelo futebol do que pelo boi. Com o crescimento do ritmo, realmente o futebol caiu. Foi um período difícil porque eu ia para o estádio todo de azul e branco, com as cores do Sul América, e de noite tinha que ir para o Curral do Garantido, então trocava tudo. Somente num domingo, quando ganhamos um turno do campeonato, eu pedi da nação vermelha e branca que me permitisse ficar usando a camisa no palco, então não houve nenhum problema até o final do ensaio”, recorda.

Ainda de acordo com o ex-apresentador, um momento marcante junto de seu time foi uma goleada de quatro a zero contra o Amazonas, principal adversário na Liga Parintinense. “Foi a maior alegria da minha vida! Inclusive, como presidente, disputamos sete títulos e ganhamos quatro, porque durante três anos não ocorreu o campeonato, pois o estádio estava em reforma”, finalizou.