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Um novo confronto: Caprichoso abre o 49° Festival de Parintins com ‘Reino das Encantarias’

No sorteio da ordem de apresentação dos bois no 49º Festival Folclórico de Parintins, o Boi Vermelho e Branco será o responsável por encerrar a festa na noite de domingo, apostando na “Fé”

O Boi Azul e Branco traz o tema “Amazônia Táwapeyêra”

O Boi Azul e Branco traz o tema “Amazônia Táwapeyêra” (Antônio Lima)

Um espetáculo superlativo. No que depender do Caprichoso, é isso que amazonenses e turistas verão na arena do Bumbódromo, nas três noites do 49º Festival Folclórico de Parintins, que acontece neste fim de semana. Neste ano, o boi azul trabalha com o tema “Táwapayêra”, que em tupi significa “Aldeia Mística”. O boi-bumbá Caprichoso abre hoje à noite o 49º Festival Folclórico de Parintins. O sorteio da ordem das apresentações aconteceu na praça da Catedral Nossa Senhora do Carmo, centro da cidade, na manhã desta quinta-feira (26).

De acordo com o membro do  Conselho de Artes do bumbá, Gil Gonçalves, as apresentações têm como inspiração o misticismo em torno da vida na floresta. Nesta sexta-feira, o Caprichoso apresenta “Reino das Encantarias”, que abordará a Amazônia a partir da sua mitologia e dos aspectos que fundaram o imaginário caboclo e indígena.

Na Exaltação Folclórica, a alegoria “Morada dos Encantados” exaltará a magia de viver a floresta. Já o rito de nominação “Anã’wãg”, do Povo Maraguá, será o ponto de partida do ritual desta noite. Enquanto o artesão indígena será o homenageado no item Figura Típica, o mito de criação dos Mawé, “Sehaypóri”, será retratado na Lenda Amazônica.

“Aldeia Xamânica” é o tema da segunda noite, quando o boi azul reverenciará o poder dos pajés. Segundo Gonçalves, a principal referência para este ato é a pajé cabocla Zeneida Lima, da Ilha do Marajó (PA), que também já foi homenageada pela escola de samba Beija-Flor, no Rio de Janeiro.

Encerrando a sua participação no festival, o Caprichoso apresenta “Terra Brasilis” na última noite, quando o sincretismo será o grande destaque. O bumbá pretende fazer um apanhado das manifestações culturais brasileiras que têm origens religiosas, como o próprio boi-bumbá de Parintins.

VERMELHO CELEBRA O HOMEM BRANCO

Trabalhando com o tema “Fé”, o bumbá Garantido promete emocionar toda a nação vermelha e branca durante suas três apresentações no Festival Folclórico de Parintins. Na primeira noite, intitulada “Amazônia, fé e celebração”, o boi da Baixa de São José abordará a fé desde o seu conceito básico.


“A colonização chega fazendo com o índio se dedique a uma transformação. O homem branco, por sua vez, faz com que o indígena tente chegar à sua fé. Então, na verdade, é quase como uma guerra para se estabelecer a fé das raças dentro do universo que é a Amazônia”, adiantou Chico Cardoso, coordenador de teatralização e coreografia da Comissão de Artes do Garantido.

Ainda de acordo com ele, nesta noite será trabalhada uma estética barroca para se celebrar o homem branco. “Teremos um invólucro do barroco fazendo parte deste contexto. Por isso, a arena praticamente será toda branca”.

Tendo como subtema “Parintins de fé cabocla”, a segunda noite será uma homenagem para o município de Parintins, passando pela a história dos Parintintins, tribo que deu origem ao nome da cidade, e também dos Tupinambás, povo indígena que chamou Parintins de Ilha Tupinambarana.

“Vamos focar no processo cultural de Parintins de um modo geral”, avisou Fred Góes, coordenador da Comissão de Artes. Na terceira noite, em seu encerramento, o boi do coração mostrará todos os segmentos culturais e religiosos que fazem parte do Brasil. “Por ter essa diversidade, o público dará de cara com a diversidade cultural, pois é da raiz da cultura que nasce o religioso”, informou Cardoso.