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Caprichoso aposta na força do pajé para sua segunda apresentação no Festival 2014

Internauta, venha se encantar com um dos mais belos festivais folclóricos do Brasil, por meio de imagens, vídeos e textos, atualizados constantemente pelas equipes presentes no Bumbódromo do município amazonense. Atualize a página quando quiser para mais informações! Interatividade também estará presente no nosso Facebook (Portal A Crítica), Twitter (@acritica) e Instagram (@portalacritica)

Caprichoso fecha segunda noite emocionando a galera em Parintins

Caprichoso fecha segunda noite emocionando a galera em Parintins (Marcio Silva)

Leia de baixo para cima

Faltando dois minutos para o tempo estourar, os últimos doa Marujeiros de Guerra saiam da arena do Bumbódromo, seguido pelos itens. Fica, por últimos, apenas o apresentador Júnior Paulain e o pajé Waldir Santana.

O relógio ja contabiliza 2 horas e 21 minutos de apresentação. Faltando menos de dez minutos para o fim de sua apresentação, só agora começou a evolução da derradeira alegoria do Caprichoso. Do meio da alegoria, no alto, surge mais uma vez o pajé Waldir Santana.


O Amo do Boi começa uma nova apresentação. "Presta atenção boi contrário, e vê se toma cuidado. Pois o teu ritmo agora, ele anda muito mudado. Mais parece toada, está tudo misturado. Acerta teu compasso, pois está tudo errado", versa. "O ritmo é de boi" completa a rima, como numa espécie de meddley.

Uma linda dança tribal toma conta do Bumbódromo enquanto a toada "Tocaia" ecoa pelo local. Aquu, concorrem os itens 13 e 20, Triboos Indígenas e Coreografia, respectivamente. Aos poucos, uma nova alegoria entra na arena e se dirige ao centro. A Marujada de Guerra promove um show à parte.

Já na arena, a bela cunhã evolui ao som da toada "Guerreira da mística aldeia". Celebrada pelo apresentador, ela dança e evolui junto com a Marujada. Mais uma dança tribal se forma por trás de Maria Azedo.


As alegorias foram removidas rapidamente, menos a principa. Da mesma boca da barriga, sai a cunhã-poranga Maria Azedo. A moça mais da bonita da tribo, guerreira e guardiã, expressa a força através da beleza. Beleza, simpatia, desenvoltura e incorporação às suas representações. Ela é suspensa no por uma estrutura metálica.

A evolção da lenda consiste numa cobra grande saindo da coba situada na barriga do Karamanaé. O Pajé, acompanhado de uma guerreira indígena, aguardam o bicho.


O boi-bumbá da estrela azul está no meio da galera! Todos celebram o boi de pano, e o foco fica nele enquanto a alegoria é montada, tomando todo o espaço da arena.

Seis alegorias ganham a arena do Bumbódromo em Parintins enquanto o relógio marca 1 hora e 40 minutos de espetáculo azulado. Colhida junto ao povo Wayana-Apalai, “Karamanaé, a fúria da profecia” é a Lenda Amazônica a ser apresentada, concorrendo ao item 17. A figura central desta alegoria é uma criatura que, segundo os índios, tinha feição de mapinguari e, por uma punição de Tupã, levou o filha do tuxaua Dununawá.


Rainha do Folclóre na área! Brenna Dianá, concorrendo ao item de número 8, faz uma bela apresentação. Por rás, uma nova - e grande - alegoria vai sendo montada pelos tecnicos do bumbá Caprichoso.


As tribos indígenas, em filas uniformes ao longo da arena, também cantam juntos e emocionam o público presente. 

A Porta-Estandarte Rayssa Tupinambá, que concorre ao item de número 5, ganha a arena. Símbolo do boi em movimento, precisa demonstrar bailado, garra, desenvoltura, simpatia, elegância e alegria. Depois de uma apresentação pelo Bumbódromo, Rayssa se dirige à torcida azulada, que a recebe cantando uma toada, novamente, a capella.


Uma nova alegoria já está sendo organizada no centro da arena. Enquanto isso, a galera faz bonito, cantando junto até a capella. "O amor à esse boi já faz parte de mim", gritam!

Com largos cocares alegóricos, os Tuxauas (itens de número 14) adentraram o Bumbódromo, representando os chefes das tribos indígenas. Grandes cocares alegóricos, confeccionados a partir de projeções artísticas indígenas originais, são suas maiores características. Eles retratam o universo dos índios por meio dos elementos naturais da floresta, do cotidiano e do imaginário dos povos amazônicos. Cada Tuxaua representa uma tribo indígena. 


A vaqueirada volta à arena, em movimentos circulares. Parados ao fundo do Bumbódromo estão os Tuxauas, que aguardam sua vez para se apresentar no espetáculo.


"Eu respeito a melhor idade, mas é melhor não abusar. Contrário, esse teu amo, começou a caducar. Está passando vergonha, ontem esqueceu de cantar", provoca o amo.


"Sensibilidade", concorrendo ao item 11 (Toada, Letra e Música) é interpretada por David Assayag. Um conjunto de bailarinos infantis o acompanham, formando um belo espetáculo.

O Caprichoso de pano entra logo depois e é muito festejado pelo apresentador Júnior Paulain. A representação viva do boi animal é o papel do item 10, considerado o maior símbolo da festa, em torno da qual gira o espetáculo. Quem dá vida à fantasia – feita de fibra, espuma e pano – é chamado de “tripa”, vivido por Markinho Azevedo há 22 anos.


A Vaqueirada, que representa o item coletivo de número 18, entra na arena, representando os guardiões do boi. Eles devem apresentar tradição, sintonia e coreografia. Ao mesmo tempo, uma tartaruga gigante sai da alegoria e "passeia" pela arena do Bumbódromo.


"Escuta amo contrario, teus versos são de museu. Parecem uma ladainha, eu acho bom pra perder", exclama o Amo, numa provocação ao contrário. "Eu estava quietinho, mas vocë foi mexer", disse logo em seguida, já fora do verso.

Pai Francisco e Mãe Catirina na arena! Apesar de não somarem pontos, são figuras obrigatórias na apresentação e representam marido e mulher, figuras folclóricas e burlescas da fazenda. Apresentam-se de forma desenvolta, artística, cômica, engraçada e improvisada.

O auto do boi-bumbá Caprichoso, intitulado "Cordel Caboclo", evolui ainda mais quando a alegoria que representava o Teatro Amazonas se abriu no meio e revelou uma nova alegoria, tipicamente indígena.


Diversos estandartes do Caprichoso são exibidos por brincantes, enquanto o a Sinhazinha continua sendo o foco da apresentação nesta primeira hora.

O Amo do Boi, também representado por Júnior Paulain, entra em cena. Entre suas obrigações, está a boa dicção, a desenvoltura e a elegância, necessárias para desempenhar expressões cênicas e ser capaz de criar, com qualidade, poemas improvisados, geralmente numa provocação ao boi contrário. É também a representação do branco europeu colonizador, que trouxe a cultura da criação de gado para a Amazônia.

Representando justamente a Belle Epoque, surge a Sinhazinha da Fazenda (Karyne Medeiros, item 7) do alto do Teatro Amazonas. Suspensa, ela veste um vestido bordado em branco e azul e vai, aos poucos, sendo transferida para a arena, enquanto papéis picados azuis e dourados enfeitam o ar. Uma estrutura da alegoria é responsável por abaixá-la.


Árvores seringueiras "brotam" na arquibancada azulada e formam uma be;a surpresa. O relógio marca 43 minutos.

"A exportaçào da borracha representou o mais importante ciclo da Amazõnia. E contou com a ajuda de trabalhadores do Nordeste", explica Júnior Paulain, exaltando as capitais amazônicas e seus seringueiros, relembrando da Belle Epoque.

A alegoria, que concorre ao item de número 16 (artístico), toma conta da arena. A galera também se mostra empolgada, empunhando bandeiras do Brasil.


“Cordel Caboclo” (alegoria de Teco Mendes) é o enredo da Exaltação Folclórica, quando o Caprichoso apresenta o seu auto tendo o Teatro Amazonas e o Ciclo da Borracha como pano de fundo. Num mesmo momento, o boi reafirma a importância de caboclos e nordestinos para a economia amazônica e a projeção de uma brincadeira que ganhou o mundo. Nessa pegada, o bumbá elegeu “O Seringueiro da Amazônia” como a Figura Típica Regional desta noite. A concepção também é de Teco Mendes.

A dança tribual envolve uma coreografia acrobática, aparentemente bem ensaiada. Uma segunda alegoria começa a ser trazida para o centro da arena no Bumbódromo de Parintins.


Enquanto o Pajé volta para sua segunda apresentação nesta noite, a alegoria é retirada da arena. Waldir Santana representa agora, em sua dança, um feiticeiro: ele é a figura central na condução dos rituais indígenas e das cerimônias religiosas, e é responsável por transmitir os ensinamentos de iniciação e as orientações espirituais que irão solucionar os problemas da aldeia. A dança tribal continua.

Concorrendo ao item de número 13, Tribos Indígenas, e também ao item 20, Coreografia, entra em cena a celebração folclórica. O que parecia ser a palha da maloca é na verdade pessoas, que vão se mexendo de acordo com a toada. CHUVISCA EM PARINTINS.

A alegoria, uma maloca, representa uma aldeia xãmanica. De dentro, sai a personagem Dona Zeneida Lima, representando o místico e espiritual. O Pajé Waldir Santana sai da maloca em seguida, fortalecendo a aldeia mística.


Não tem nem 15 minutos de apresentação do boi azul e a arena ja está lotada, com dançarinos pulando ao som da toada "Da cor do meu País". A galera, concorrendo ao item 19, não se mostra cansada e canta a capella e "faz o banzeiro". "Canta galera, canta galera, eu sou azul até morrer" ecoa pelo local!


Logo foi montada a primeira alegoria do Caprichoso nesta segunda noite - que volta com o tema "Amazônia Táwapayêra" -, quando o boi azul traz ao Bumbódromo a sua "Aldeia Xamânica", exaltando o poder de cura e a sabedoria ancestral dessas figuras, que têm papel de destaque na vida social e espiritual dos povos indígenas.

A ex-cunhã-poranga do Caprichoso e jornalista, Daniela Assayag foi novamente a responsável em animar o a galera azulada presente na arquibancada do boi da estrela azul - e fez um bom trabalho! Assim que a Marujada, o apresentador Júnior Paulain e o levantador de toadas David Assayag entraram na arena, a torcida ja estava a mil!

A apresentação do boi-bumbá Caprichoso nesta segunda noite do Festival Folclórico de Parintins 2014 está previsto para começar às 23h.

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