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Fé e superação: Cheia deste ano não tira foco do Garantido

Apesar das alagações em galpões do boi-bumbá encarnado, a enchente do Rio Amazonas em Parintins (AM) não influenciou na vontade de levar mais um título do Festival Folclórico

Diretoria do Garantido fez mudanças na estrutura do galpão para continuar trabalhando mesmo com a cheia

Diretoria do Garantido fez mudanças na estrutura do galpão para continuar trabalhando mesmo com a cheia (Antônio Lima)

A subida das águas do rio  Amazonas causa um problema recorrente nos galpões da “Cidade Garantido”, onde fica o Curral Lindolfo Monteverde, em Parintins, pois  atrapalha o processo de confecção  das alegorias que serão utilizadas nas três noites do festival. Apesar das dificuldades de infraestrutura, segundo Fred Góes, diretor da Comissão de Artes do Garantido, os empecilhos não tiram a equipe do foco: fazer um excelente festival.

“A cheia do rio atrapalha, mas não tira a gente do foco de realizar o espetáculo. Não tivemos nenhuma grande catástrofe que impedisse de fazer o boi. Há dificuldades naturais da nossa região, porém encaramos isso com a maior seriedade do mundo, tendo em vista o propósito de realizar o festival”, garante o diretor.

Neste ano, a cúpula do boi do coração decidiu não sair da “Cidade Garantido” para terminar os trabalhos em locais, como a Praça dos Bois, espaço utilizado pela associação em 2012, quando o Garantido teve que se mudar, em decorrência da histórica cheia, para finalizar os trabalhos.

“Achavam que íamos para a praça, que íamos ficar ilhados se continuássemos aqui, mas na verdade tínhamos o plano de não sair, porque quando se vai para a concentração fazer o boi, ele custa o dobro de seu valor. Lá ficamos sujeitos a roubos, aqui trabalhamos com dez seguranças, lá teríamos que ter 160, e nossos artistas seriam maltratados (em relação ao clima). Nós estamos abrigados melhor no curral”, disse Góes.

“Tomamos algumas precauções de segurança em relação à energia. O Mistério do Trabalho realmente compreendeu a situação do bumbá e disponibilizou uma equipe técnica em energia que, junto de nossos técnicos, acharam uma solução para que pudéssemos tirar os escapamentos que passam pelo subterrâneo, fazendo tudo agora suspenso. Todo ano é uma eterna superação e isso veio a calhar com o nosso tema: ‘Fé’”, acrescentou.

Em entrevista ao site “Alvorada Parintins”, em maio deste ano, o diretor administrativo da agremiação, Ozório Melo, explicou que mudar para outro local requer um custo superior a R$ 400 mil.  “É um gasto muito grande com a contratação de mais pessoas, estruturas cobertas, vigias, seguranças, banheiros químicos, instalações elétricas, entre outros”, destacou.

CONFECÇÃO REALIZADA EM MÓDULOS

Para a confecção das 12 alegorias, segundo Fred Góes, o Garantido usa em média 500 blocos de isopor, quase três mil galões de cola e tinta, mais 12 mil metros de tecido de algodão. Já o ferro, o bumbá recicla das alegorias do ano anterior, porém, uma pequena quantidade do material ainda é comprada.  Os trabalhos iniciaram no final do mês de março, tendo 350 pessoas que atuam diretamente e indiretamente à frente das alegorias. O acabamento é feito na área de concentração, localizada na Praça dos Bumbás.

O grande diferencial das esculturas do Garantido é que elas são feitas por módulos, sendo montadas na praça com auxílio de um guindaste, sendo também uma maneira de não revelar o espetáculo a ser apresentado na arena do Festival de Parintins. As esculturas são feitas em módulos devido à altura dos galpões da “Cidade Garantido”, que medem 8 metros.

Assim como no galpão, os ensaios do Garantido sofreram mudanças em decorrência da cheia do rio e passaram a ser realizados no Curralzinho da Baixa. Segundo Góes, toda a nação vermelha e branca traz “a química da fé no corpo, então esse processo todo veio a calhar com o nosso tema e com a nossa superação o tempo inteiro”.