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Boi-bumbá Garantido traz tema ‘Fé’ para primeira noite do 49º Festival Folclórico de Parintins

Internauta, venha se deliciar com um dos mais belos festivais folclóricos do Brasil, por meio de imagens, vídeos e textos, atualizados constantemente pelas equipes presentes no Bumbódromo do município amazonense. Atualize a página quando quiser para mais informações! Interatividade também estará presente no nosso Facebook (Portal A Crítica), Twitter (@acritica) e Instagram (@portalacritica)


Garantido 2014

Garantido 2014 (Jhonny Lima)

Leia de baixo para cima

O Garantido começou sua despedida da primeira noite do Festival Folclórico de Parintins faltando sete minutos para esgotar seu tempo. Aos poucos, os dançarinos foi deixando a arena, seguidos pelos itens oficiais e, por último a Batucada. "Viva a fé", exclama Israel Paulain quando o relógio marcava e horas e xx minutos. Para fechar, uma nova queima de fogos.

A arena, mesmo sem alegoria, está cheia: brincantes, dançarinos e itens tomaram conta do espaço como se numa grande celebração. Continua soando a canção do pajé do boi Garantido. Logo em seguida, Tony Medeiros, enquanto amo do boi, volta a destrinchar seus versos.


Tem início o Ritual Indígena e a alegoria, antes imóvel, é iluminada e os personagens - verdadeiras lendas amazônicas - ganham movimento e vida. André Nascimento volta para sua terceira aparição na noite. Novamente, é apresentado um efeito pirotécnico pelo pajé, seguido de fogos de artíficio que coloriram o céu de Parintins sobre o Bumbódromo de vermelho.


"Celebração de Fé", aliás, concorre ao item de número 11, Toada, Letra e Música. É a trilha sonora que dá suporte ao espetáculo, contextualizando os segmentos artísticos que compõem as apresentações e proporcionando ritmo e dinâmica, seja para um quadro artístico ou item individual. 

Sebastião Júnior volta a ficar em evidência ao intepretar "Celebração de Fé", música-tema deste ano do Garantido, com letra e composição de sua autoria. A arena do Bumbódromo está lotada, repleta de itens individuais, coletivos e artísticos.


Uma nova alegoria - a maior até agora do Garantido - começa a ser montada na arena, ao som dos versos do amo Tony Medeiros. "Esse teu amo contrário, parece ate pertubardo. Contrário diz que tô velho, mas tô bem pra c...", provoca. O público vibrou e nem a Batucada abafou o grito de aprovação ao repente inesperado.

ARREPIANTE! O público vai à loucura com a coreografia do pajé, que envolve dezenas de dançarinos, se arrastando pelas costas no chão, como parte do ritual xãmanico.

Num efeito pirotécnico incrível, André Nascimento faz nascer um fogo alto e vermelho que visivelmente impressionou público presente. Durante sua evolução, as danás tribais continuaram, que contou até com acrobacias no ar. "Bruxeleiam", também de 2011, é a toada da vez.

É O "PAJÉ DOS PAJÉS"! André Nascimento vive o Pajé, item de número 12, uma espécie de líder espiritual da tribo, feiticeiro e curandeiro – a representação da fé indígena. Ele é a figura central na condução dos rituais indígenas e das cerimônias religiosas, e é responsável por transmitir os ensinamentos de iniciação e as orientações espirituais que irão solucionar os problemas da aldeia.


O relógio já contabiliza 1 hora e 36 minutos, e a segunda alegoria da noite vai sendo rapidamente removida da arena. Agora, Tatiane Barros dá continuidade à sua evolução. Enquanto isso, as Tribos Indígenas, concorrendo ao item número 13, se organizam por toda a arena.

Uma segunda alegoria tomou conta da metade da arena, epresentando a Lenda Amazônica, item 17. De dentro dele, ao alto, surge a cunhã-poranga: Tatiane Barros representa a índia mais bela da tribo, a Cunhã-Poranga, item número 9. Ela deve ser o símbolo da sensualidade, mas também da garra e da força da mulher indígena, dando visibilidade à figura do índio, atuando no que se refere principalmente ao imaginário da Amazônia. Além da simpatia, desenvoltura e  gracejo dos movimentos, sua indumentária também deve ser analisada na apresentação.

BUMBÁ NA ARQUIBANCADA! Enquanto isso, a toada intitulada "Sou Garantido" ecoa pelo Bumbódromo de Parintins, também com uma roupagem diferente dos anos anteriores. A torcida se mostra incansável e faz jus ao apelido "inigualável galera", exibindo cartazes vermelhos, amarelos e verdes.

Neste momento, diversos destes cocares alegóricos se quebraram e tiveram que ser, inclusive, apoiados por técnicos e auxiliares presentes na arena. Logo eles se etiraram do local, alguns até com pedaços da fantasia na mão.

Agora é a vez dos Tuxauas - "descendentes de tupã, a cultura ameríndia" - se apresentarem. Os Tuxauas são os itens de número 14, representando os chefes das tribos indígenas. Grandes cocares alegóricos, confeccionados a partir de projeções artísticas indígenas originais, são suas maiores características. Eles retratam o universo dos índios por meio dos elementos naturais da floresta, do cotidiano e do imaginário dos povos amazônicos. Cada Tuxaua representa, simbolicamente, uma etnia indígena. 

Enquanto um boi-bumbá Garantido gigante é suspenso no ar por um guindaste, e os "vaqueiros da fé" brincam na arena embaixo dele, a galera estende uma bandeira da Coca-Cola que cobre toda a arquibancada. O espetáculo está empolgante!

TODOS DE UMA SÓ VEZ! A Vaqueirada também já se encontra na arena, cada uma com uma nova imagem de Nossa Senhora esposta no alto. Sendo um item coletivo, os vaqueirs são obrigados a apresentar tradição, sintonia e coreografia, e devem ser julgador baseado nisso e em seus figurinos.

A galera, que representa o item de númro 19 na disputa, também dá um espetáculo a parte, com os já tradicionais "thundersticks" e bandeirinhas vermelhas e brancas sendo balançadas de um lado ao outro. Eles também "fazem o banzeiro" com frequência, seguindo instruções do apresentador.

Logo em seguida, foi a vez do boi de pano figurar no Bumbódromo, de dentro da alegoria, que foi removida do local logo depois. A representação viva do boi animal é o papel do item 10 e é o maior símbolo da festa, em torno da qual gira o espetáculo. Quem dá vida à fantasia – feita de fibra, espuma e pano – é chamado de “tripa”, vivido por Denildo Piçanã, responsável pela sua evolução como se ambos fossem um corpo só. Denildo nasceu e se criou na Baixa do São José, em Parintins e assume o papel de “tripa” há 16 anos.

Depois da Sinhazinha ser abaixada até a arena, foi a fez da Porta-Estandarte surgir de uma ave verde: Vivida por Verena Ferreira, de 20 anos, dá vida à uma índia guerreira, com garra, desenvoltura, elegância, alegria e a sincronia de movimentos entre bailado e o estandarte. É o item de número 5, que representa o símbolo do bumbá em movimento. 


Enquanto isso, Sebastião Júnior subiu alto a bordo de um pássaro, que ainda faz parte da primeira alegoria do bumbá. Problemas no som continuam desde a primeira apresentação da noite. Outra ave, desta vez um colibri, também teve o dever de trazer até a arena a Sinhazinha da Fazenda, Ana Luisa Faria, defendento o item número 7. Ana Luisa vive a filha do amo e a moça mais bonita da fazenda. No Auto do Boi, também é uma representante da herança deixada pelo europeu. Seus papeis envolvem simpatia e graça, assim como leveza dos seus movimentos. Sua paixão maior é o bumbá, amor expresso por meio da sua interação com o Garantido no espetáculo.

TORCIDA NÃO PARA! Nesses primeiros 40 minutos, a agremiação continua apostando na empolgação da sua torcida, que faz festa na arquibancada vermelha do Bumbódromo. Enquanto a Coreografia apresenta sua dança, o Amo do Boi, Tony Medeiros (que encarna o item de número 6 desde 1995), faz seus tradicionais versos. Entre suas obrigações, está a boa dicção, a desenvoltura e a elegância, necessárias para desempenhar expressões cênicas e ser capaz de criar, com qualidade, poemas improvisados, geralmente numa provocação ao boi contrário. É também a representação do branco europeu colonizador, que trouxe a cultura da criação de gado para a Amazônia. "Viva a Amazônia", exalta o Amo.

Logo em seguida, uma nova roupagem à toada "Miscigenação", de 2011, foi interpretada para dar impulso ao início do espetáculo. Um meddley de canções famosas do século 21 do bumbá do coração vermelho animou o público logo de cara, auxiliados pela Batucada.

De uma enorme imagem da Nossa Senhora de Carmo, padroeira de Parintins, e ao som da canção-tema deste ano, desceu a Rainha do Folclore, Patrícia de Góes, item de número 8, que representa a síntese da miscigenação entre o índio, o branco e o caboclo. Ela traz em sua indumentária os traços e a beleza desta mistura - e sua beleza e graça nos movimentos são os elementos analisados pelos jurados.

Antes mesmo da Batucada adentrar a arena, o público já entoava gritos de torcida, embalados pela chegada do levantador de toadas, Sebastião Júnior, e do apresentador Israel Paulain - acompanhados da cantora convidada Márcia Siqueira - em um guindaste, dentro de um terço. Trecho de "Ave Maria" foi a primeira canção tocada, enquanto os batuqueiros e a primeira alegroia era montada abaixo.

Depois de o Caprichoso abrir o 49º Festival Folclórico de Parintins na noite desta sexta-feira (27), chegou a vez do bumbá vermelho e branco, o Garantido, realizar sua estreia no Bumbódromo em 2014, com o tema "Fé". Com ajuda do animador, a galera encarnada se mostra empolgada pelo espetáculo. Para fazer bonito, eles apostam na emoção.