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Garantido abre a segunda noite do Festival Folclórico de Parintins 2014 exaltando a fé ribeirinha

Internauta, venha se encantar com um dos mais belos festivais folclóricos do Brasil, por meio de imagens, vídeos e textos, atualizados constantemente pelas equipes presentes no Bumbódromo do município amazonense. Atualize a página quando quiser para mais informações! Interatividade também estará presente no nosso Facebook (Portal A Crítica), Twitter (@acritica) e Instagram (@portalacritica)

Garantido anima segunda noite do Festival

Garantido anima segunda noite do Festival (Euzivaldo Queiroz)

Leia de baixo para cima

ACABOU! A apresentação que abriu a segunda noite do Festival Folclórico de Parintins 2014, do boi-bumbá Garantido, encerrou quando o relógio marcava 2 horas 2 27 minutos - apenas 3 minutos antes do prazo estourar. A galera vermelha e branca fez festa e, com a arena já vazia, gritava a a plenos pulmões: "Bi. Campeão. Bi. Campeão".

Acontece, faltado seis minutos para o fim da apresentação do Garantido, a famosa Apoteose (concorrendo ao item de n;umero 21): uma grande reunião de itens individuais, artísticos e coletivos embasados no conteúdo do espetáculo, e, por sua vez, dispostos organizadamente na arena de apresentação. Aos poucos, a arena vai sendo esvaziada.

O relógio marca duas horas e 23 minutos de apresentação, e a arena continua lotada de itens, dançarinos e Batucada. 

A parte central da alegoria é suspensa por um cabo, se abre - revelando mais morcegos monstrutosos - e de dentro sai o Pajé! Novamente com um belo efeito pirotécnico, André Nascimento é abaixado aos poucos até a arena.

Os cinco seres mitólogicos, um maior do que o outro, ganham vida, com moviventos e olhos acesos. Um guindaste preso no meio da alegoria dá a dica de que uma surpresa esta por vir.

Em destaque, a mais nova alegoria do Garantido: o ritual indígena intitulado "Kupen Diepes", criada pelo artista Junior de Souza, representa um ritual da tribo Apinajé e recria a lenda da batalha entre os indígenas desta etnia contra monstros "índios-vampiros", seres na forma humana mas com asas de morcego,

Assim como na primeira noite de apresentação, o Pajé surpreende com efeitos pirotécnicos ao disparar faíscas da sua mão. A arena se transforma num grande terreiro tribal, com a cunhã-poranga em destaque no meio.


Entra em cena, pela primeira vez na arena nesta segunda noite, o Pajé andré Nascimento, dando vida ao item de número 12. André vive uma espécie de líder espiritual da tribo, feiticeiro e curandeiro – a representação da fé indígena. Ele é a figura central na condução dos rituais indígenas e das cerimônias religiosas, e é responsável por transmitir os ensinamentos de iniciação e as orientações espirituais que irão solucionar os problemas da aldeia.

Item de número 13, Tribos Indígenas, representando também o item 20 (coreografia) e item 21 (organização do conjunto folclórico) entram em cena, enquanto uma nova alegori é montada aos fundos da arena. Eles tomam o centro do Bumbódromo e dão inicio a uma dança que, aos poucos, vai tomando conta de todo o espaço.


Logo depois, o Amo do Boi volta para sua terceira apresentação nesta noite. "Escuta amo contrário, deixa de muito floreio. Verso sem rima é chato, verso sem rima é feio. Teu amo tá mais perdido, que cego em tiroteio", diz, arrancando risadas do público presente.

A Rainha do Folclore, é o quarto item a ganhar a arena do Bumbódromo num guindaste, mas desta vez, diferente dos itens anteriores, o guindaste tem o formato de um pássaro, de onde ela é abaixada. Patrícia de Góes é quem vive a Rainha do Folclore, item de número 8, que representa a síntese da miscigenação entre o índio, o branco e o caboclo. Ela traz em sua indumentária os traços e a beleza desta mistura  - e sua beleza e graça nos movimentos são os elementos analisados pelos jurados.


Enquanto isso, o refrão "Eu su da Baixa, sou perrexé. Eu sou a almca, eu sou a força de São José" explode na galera vermelha e branca, que faz bonito nesta segunda noite de apresentação do Garantido. 


Mais uma alegoria toma o centro do Bumbódromo: representando a Fígura Típica Regional "Benzedeiras", foi criada pelo atista Ito Teixeira e representa a proteção da Mãe Naturea contra espíritos malígnos. A alegoria celebra a fé cabloca da Amazônia.

Tony Medeiros faz sua segunda rodada de versos provocativos ao boi contrário na noite. "Da Amazônia pro mundo, eu quero denunciar que esào queimando a floresta e poluindo o ar", canta, rodeado pelo Garantido de pano, a Porta-Estandart e o Apresentador. "Iniguálavel Galera" estremece a arquibancada vermelha.

Entra em cena a Vaqueirada, concorrendo ao item de n;umero 18, um item julgado pelo coletivo. Representam os guardiões do boi-bumbá e deve apresentar tradição, sintonia e coreografia.


Com uma explosão de papel picado vermelho e dourado brilhoso, foi a vez do boi-bumbá Garantido descer até a arena, num terceiro guindaste. "É o nosso boi do coraçao na festa, o mais vencedor do Festival", celebra Paulain. A representação viva do boi animal é o papel do item 10, o Boi-Bumbá. Quem dá vida à fantasia – feita de fibra, espuma e pano – é chamado de “tripa”, vivido por Denildo Piçanã, responsável pela sua evolução como se ambos fossem um corpo só. Denildo nasceu e se criou na Baixa do São José, em Parintins e assume o papel de “tripa” há 16 anos.


Logo em seguida, foi a vez da Porta-Estandarte Verona Ferreira, item de número 5, roubar as atenções. Ela entrou na arena do Bumbódromo numa estrutura igual ao da Sinhazinha. A Porta-Estandarte dá vida à uma índia guerreira, com garra, desenvoltura, elegância, alegria e a sincronia de movimentos entre bailado e o estandarte.


Ana Luisa estava suspensa a alguns metros do chão numa pequena estrutura metálica vermelha, como uma espécie de guindaste, e entrou na arena em pleno ar. Ao descer, num vestido rendado vermelho e branco, foi recebida com alegria pelo apresentador Israel Paulain.


Grupos de dançarinos, presentes nas pontas da alegoria, abiram espaço para a Sinhazinha da Fazenda, Ana Luisa Faria. A Sinhazinha da Fazenda, talvez o item mais emblemático do Garantido na arena do bumbódromo, representa o número 7 da lista. Ana Luisa Faria vive a filha do amo e a moça mais bonita da fazenda. Seus papeis envolvem simpatia e graça, assim como leveza dos seus movimentos. Sua paixão maior é o bumbá, amor expresso por meio da sua interação com o Garantido no espetáculo.

O bumbá Garantido apresentou o Item 15, a Figura Típica Regional, com “Sou Parintins”, onde remonta a “ilha de magia”, com a Catedral N. S. do Carmo de Parintins, a festa religiosa das Pastorinhas e a Vaqueirada, Item 18


O Amo do Boi, vivido desde 1995 por Tony Medeiros – hoje também deputado estadual pelo Amazonas - foi a atração seguinto do espetáculo encarnado. Com seus versos, ele exaltou a cultura parintinense. Enquanto dava início os seus repentes, uma terceira alegoria estava sendo montada por trás: uma replíca da Catedral de N. S do Carmo, padroeira do município amazonense.

Logo em seguida, os Tuxauas, itens de número 14, adentraram o Bumbódromo, representando chefes tribais. Grandes cocares alegóricos, confeccionados a partir de projeções artísticas indígenas originais, mostravam enormes guerreiros, como se na costa de cada Tuxaua. Eles retratam o universo dos índios por meio dos elementos naturais da floresta, do cotidiano e do imaginário dos povos amazônicos. Cada Tuxaua representa, simbolicamente, uma etnia indígena. 


O Item 17 do Garantido, Lenda Amazônica, tratou sobre a “Fera de Fogo”, a lenda da Boiúna, também conhecida como Boiaçú, Mãe D' Água ou Boi-Tatá, onde uma grande cobra soltava fogo pela boca contra quem desmata a Amazônia

Entra em cena a cunhã-poranga Tatiane Barros, que desceu a boca da figura mitólogica retradata na alegoria parintinense. Simbolo da sensualidade, mas também da garra e da força da mulher indígena, ela é avaliada pela simpatia, desenvoltura e gracejo dos movimentos. Sua indumentária também deve ser analisada na apresentação.


E COMEÇOU! A galera, item número 19, vibrava junto com o apresentador. “Sou perrexé e não me canso de ser campeão”, exclama, em unissom. Enquanto isso, uma releitura da Cobra Grande toma o centro da arena.

O primeira alegoria, intitulada “Sou Parintins”- concepção de Jonathan Marinho – servia como uma homenagem a Ilha Tupinambarana. Enquanto ela era montada no centro da arena, Israel entoava a antalógica toada “Vermelho”, dando o tom do que seria a apresentação.


O bumbá do coração vermelho elegeu o caboclo como figura central na sua segunda apresentação durante a 49a edição do Festival – ao absorver costumes ancestrais, o caboclo reinventa a sua arte e dá identidade a Parintins, que cede lugar ao maior espetáculo folclórico a céu aberto do mundo.

Para uma galera encarnada que lotou a arquibancada do boi-bumbá Garantido, o apresentador Israel Paulain (item de número 1) entrou na arena do Bumbódromo cantando , seguido pela Batucada, fazendo estremecer o local. A animação já estava garantida desde antes do evento começar. 

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