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‘Gringos’ aprovam os encantos da Ilha Tupinambarana

Turistas aproveitaram o fim da Copa do Mundo em Manaus e estenderam a viagem. Eles diversificam ainda mais o festival

Finlandês e alemão se encantaram com as toadas dos bumbás de Parintins

Finlandês e alemão se encantaram com as toadas dos bumbás de Parintins (Antonio Lima)

Com quatro jogos da Copa do Mundo sediados na Arena da Amazônia, Manaus teve a experiência de conviver com gente do mundo todo. Como já era esperado, alguns dos torcedores estrangeiros esticaram a estadia no Amazonas e resolveram conhecer o Festival de Parintins, deixando a 49ª edição da festa ainda mais diversificada que o de costume.

Logo na manhã da sexta-feira, primeiro dia do festival, já era possível ver gente “diferente” caminhando pelos arredores do Bumbódromo, incluindo dois suíços que se divertiam andando em um triciclo, transporte típico da cidade.

“Honestamente, não estava esperando nada de Manaus, mas acabei me surpreendendo bastante. É uma cidade inesquecível. Então, depois do jogo da Suíça, pedi sugestões de festas diferentes. Várias pessoas me recomendaram Parintins e resolvi me aventurar na tal ‘ilha encantada’”, comentou Philipp Hanimahh, 45.

Stéphane Maye, 47, amigo de Philipp, também aprovou a ilha e, aproveitando as cores do uniforme da Suíça (que prevalecem na bagagem dos torcedores), abraçou o Boi Garantido.

“Acompanhamos a seleção da Suíça em todas as Copas e isso sempre nos reserva grandes descobertas. Não poderíamos perder a oportunidade de conhecer uma festa em uma ilha no Amazonas, seria imperdoável. Assim como em Manaus, as pessoas daqui também são muito gentis e a cidade é muito agradável. Infelizmente, teremos que ir embora no domingo, mas já valeu a pena”.

Nada de Copa

Mas se engana quem pensa que Parintins, este ano, foi apenas segundo plano para a Copa. Muitos turistas saíram de seus países com mais interesse em conhecer novas culturas que acompanhar as respectivas seleções no Mundial.

Um exemplo é o finlandês Philip Holm, 27, que estava curtindo as férias em Manaus, onde foi visitar o amigo alemão Andreas Staudt - aluno de doutorado de engenharia da computação que está fazendo intercâmbio na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) – e se apaixonou por uma toada que escutou quando passeava no Largo São Sebastião.

“Sou um grande fã das músicas brasileiras e adoro descobrir festas diferentes. Perguntei o que era aquilo que estava tocando, e me disseram que era Boi Bumbá, música de Parintins. Foi o suficiente para eu pesquisar sobre o festival na Internet e garantir ingressos para as duas noites. No domingo, vou enfrentara fila, pois não quero perder nenhum dia”, afirmou.

O amigo alemão, Andreas Staudt, 26, resolveu acompanhar Philip na aventura e garante estar maravilhado. “Estou há dois meses em Manaus e estou adorando tudo até agora.Meu amigo achou o festival na Internet e eu não pensei duas vezes em acompanhá-lo. Ainda bem, inclusive, porque estou me divertindo bastante. Tudo é muito mágico: as alegorias, as pessoas! Tudo é muito interessante e feliz”, comentou o “gringo”.

O americano Chad Hogan, 26, também se interessou mais pela ilha tupinambarana que pela Copa. Muito suado e com olhar curioso, o turista se divertiu quando a reportagem se aproximou para um bate-papo. “Não engano mesmo, né?! Pensei que já estava me enturmando, mas continuo com cara de estrangeiro”, brincou.

Fluente em português graças aos cinco anos que morou em São Paulo, Chad não conseguiu esconder o encanto coma cidade. “É tudo muito bonito! Tem uma simpatia de cidade do interior que é difícil de ver por aí. Fora isso, os elementos folclóricos são muito interessantes e se sobressaem em todos os lugares. Meus amigos de São Paulo me recomendaram a festa e, a partir de agora, eu irei recomendar a todos”.

Críticas

O militar carioca João Abote, 46, assim como os estrangeiros entrevistados, visitou pela primeira vez a ilha de Parintins este ano. Mesmo gostando da festa, o turista brasileiro revelou se sentir decepcionado em alguns quesitos. Para ele, o preço das bebidas e da comida está bem em conta quando comparados a outros festivais, porém, o preço da estadia na ilha é um tanto “assustador” e a limpeza das ruas também deixa a desejar.

“Já acompanhava o Boi pela TV há alguns anos e sempre tive curiosidade de conhecer de perto, porque considero um espetáculo muito bonito. No entanto, tenho o costume de ser muito crítico e preciso ressaltar alguns pontos negativos que podem ser melhorados. O primeiro é a falta de informação nos sites que vendem os ingressos. Eles não informam muito sobre o evento, parece que é direcionado apenas para quem já conhece ou já veio pelo menos uma vez. Depois, ao chegar aqui, fiquei um pouco assustado com a sujeira. Tem muito lixo nas ruas e isso não é muito agradável para ninguém”. Apesar disso, ele promete voltar.