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Ritmo da rivalidade que move o festival, competição paralela está mais acirrada

Polêmica: Marujada e Batucada polemizam sobre o número de títulos de cada uma enquanto se preparam para o duelo no 49° Festival Folclórico de Parintins

  • Baleinha e Vitor Hugo afirmam que a Marujada é tetracampeã do Festival
    FOTO: Antônio Lima
  • Clemilton Pinto é referência no comando dos batuqueiros encarnados
    FOTO: Euzivaldo Queiroz

A rivalidade entre os itens do Festival de Parintins é um dos combustíveis que move a festa de Caprichoso e Garantido. Além da disputa pelo título de campeão, nas três noites de apresentação na arena do Bumbódromo, a competição paralela que acontece item a item torna o duelo ainda mais acirrado. Este ano, um dos itens que promete uma “briga” boa é o número três, Batucada ou Marujada, que dão o ritmo cadenciado do dois pra lá, dois pra cá.

De um lado, Clemilton Pinto, o Peara, que volta ao comando da Batucada encarnada, coordenando o trabalho de Alessandro Cabral, Marcelo Bilela, Francinaldo Pinheiro e Daniel Gomes. Ele se orgulha do histórico da Batucada. “Nos 15 anos em que estive à frente dos camisas encarnadas (batuqueiros) demos porrada no contrário durante 12 festivais. Em 2011 e 2012 precisei ficar afastado por motivos pessoais. Ano passado voltei como membro da diretoria, mas aviso desde já: estou de volta à Batucada fregueses! O pai da Marujada voltou para ensinar como se faz e esse ano vai ser um massacre nas três noites”, avisa Clemilton.

Sobre a disputa particular entre Batucada e Marujada, ele é enfático. “A Marujada está plantando inverdades sobre os títulos. Está se dizendo tetracampeã do festival e isso é mentira. Agora eles querem contar empate como vitória. Ganharam em 2011 e 2013 e empataram em 2010 e 2012, duas vitórias e dois empates em quatro anos. Se for por isso a Batucada já é hexacampeã”, afirma. Clemilton diz que a Batucada vem para surpreender esse ano. “Vamos inovar na arena, como sempre fazemos, e contribuindo para mais um título do Garantido”.

BOA FASE

Do lado azul, os mestres da Marujada de Guerra, Vitor Hugo Morais e Jonedson Ramos, o Baleinha, comemoram a boa fase e o sucesso nos trabalhos. “O fato é que a Marujada está fazendo um bom trabalho durante esses quatro anos, comigo e o Baleinha, e a gente vai continuar trabalhando para mais uma vitória este ano. Estamos há cinco meses num ritmo intenso de ensaios rumo ao pentacampeonato, porque somos tetra sim. E conquistamos isso com muita garra e suor, ninguém nos tira”, considera Morais. Baleinha, que esteve na Batucada durante oito anos, passou a comandar a Marujada de Guerra em 2010, mesmo período em que Vitor Hugo entrou e, de lá para cá, a Marujada nunca perdeu.

Segundo Clemilton Pinto, a ida de Baleinha para o Caprichoso foi uma tentativa do Touro Negro de equilibrar a Marujada com a Batucada, já que, de acordo com ele, os ritmistas azuis perdiam quase todos os anos. “Eu acho que quem tem boca fala o que quer. Primeiro, eu tive a oportunidade de comandar o Clemilton por oito anos, na Batucada, e foram oito anos carregando ele nas costas, porque ele não é músico, ele é padeiro. Músico sou eu e de música ele não entende nada”, rebate mestre Baleinha.

Referência na Batucada do Garantido, Clemilton não deixa barato e diz que ele foi o peara que mais “desempregou” mestres de Marujada, ao longo de seus 15 anos de comando.E, claro, Baleinha e Vitor Hugo não perdoam. “Se ele desempregou ou deixou de desempregar mestres de Marujada, o problema é dele, não meu. Porque quando eu vim para o Caprichoso, a primeira pessoa que eu desempreguei foi ele, tanto que ele está de volta esse ano, mas não no comandando da Batucada, mas sim na parte administrativa. E outra coisa, a minha vinda para o Caprichoso, na verdade, foi um retorno, assim como foi com o David (Assayag). Sempre toquei no Caprichoso, mas acabei sem ter oportunidade. Fui para o contrário porque queria mostrar meu trabalho e agradeço muito ao finado presidente Raul Góes, que me deu oportunidade. Mas agora eu tive o prazer de retornar à minha casa. Estou feliz! O meu lugar é aqui e daqui eu só saio dentro de um caixão”.