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Retratando a fé ribeirinha e história da Amazônia, Garantido abre segundo dia do Festival

O tema central também abordou a questão da fé ribeirinha, onde tanto a igreja quanto o trabalho das benzedeiras (mulheres que curaram pessoas com plantas medicinais) foram lembradas nas alegorias

Garantido anima segunda noite do Festival

Garantido anima segunda noite do Festival (Euzivaldo Queiroz)

Na segunda noite do 49º  Festival Folclórico de Parintins, a abertura ficou por conta da boi-bumbá Garantido, que mais uma vez apresentou um espetáculo compacto e rico em composição. No inicio o Vermelho e Branco veio com alegorias tímidas, mas fechou com chave de  ouro o que fez a Galera explodir e cantar junto com o levantador Sebastião Júnior.

Na segunda noite, o Vermelho e Branco homenageou os índios e a história de Parintins, contanto desde a  Parintintin (tribo que deu origem ao nome do município) até as tribos tupinambás, que deram a Parintins o nome de Ilha Tupinambarana.

O tema central também abordou a questão da fé ribeirinha, onde tanto a igreja quanto o trabalho das benzedeiras (mulheres que curaram pessoas com plantas medicinais) foram lembradas nas alegorias.

Os itens Sinhazinha da Fazenda,  defendido  por Ana Luisa Faria, o Boi Bumbá e a Porta Estandarte, Verena Ferreira,  apareceram logo no começo em  pequenos carros alegóricos com guindastes  e abrilhantaram a festa.


Já a Cunhã Poranga, Tatiane Barros, surgiu da boca de uma cobra gigante de 65 metros, que fumegava e que representou a lenda amazônica Fera de Fogo. A proposta do Bumbá era, inclusive, que a cobra desse uma volta no Bumbódromo, mas por questão de segurança, isso não ocorreu. “Deu um problema no eixo da alegoria e preferimos  não arriscar. Fizemos a soda dura e seca, para segurá-la  e manter a posição. Nós optamos por não brincar com a segurança do público, principalmente da Batucada, porque a cobra iria passar por cima de 400 pessoas. De repente um acidente poderia acontecer causando um estrago inestimável na história do Garantido, então, nós preferimos não correr esse risco“, explicou a assessoria de imprensa do Boi da Baixa do São José.

Mais tarde, da alegoria que representou as mulheres benzedeiras parintinenses,  surgiu a Rainha do Folclore, Patrícia de Góes.  Ela saiu da cabeça de uma árvore com rosto de mulher e foi resgatada por um pássaro para ser posta no chão e concluir a sua evolução. 

Sebastião Júnior também emocionou a Galera quando cantou e tocou a toada “Geração Garantido”. Em seguida,  a Galera chegou a fazer até uma capela, o que fez os torcedores ficarem ainda mais animados.

Mas a surpresa da noite ficou para o final da apresentação, com a encenação do ritual indígena “Kupen Diepes”, que fala da tribo Apinajé que foi tomada por índios-vampiros que invadiram a aldeia e  que levaram a Cunhã Poranga como escrava. Aos poucos, os monstros foram se levantando e do alto surgiu o Pajé André Nascimento. Ao som de chocalhos e tambores, e dançando e cantando, o Pajé solicitou labaredas de fogo  do sol para benzer as flechas dos guerreiros apinajé e libertou a índia mais bela da tribo. O Garantido encerrou a apresentação faltando apenas dois minutos para concluir o tempo de 2h30.

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