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Adolescente é agredido por policiais da Rocam durante briga em Centro Socioeducativo

Jovem de 17 anos foi diagnosticado com traumatismo crânio encefálico e caso foi enviado ao Comando da Rocam. De acordo com a Secretaria de Assistência Social, procedimento adotado pela polícia infringiu regras

Jovem foi diagnosticado com traumatismo crânio encefálico após confronto em Centro Socioeducativo

Jovem foi diagnosticado com traumatismo crânio encefálico após confronto em Centro Socioeducativo (Antonio Menezes/AC)

Durante uma briga entre internos ocorrida na última quinta-feira (27) no Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa, localizado no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus, um adolescente de 17 anos supostamente teria sido agredido na cabeça por um policial da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e apresentado traumatismo crânio encefálico. O caso foi enviado ao Comando da corporação para ser apurado.

De acordo com a mãe da vítima de 42 anos que preferiu não se identificar, por volta de 0h de sexta-feira (28) a direção do Centro entrou em contato para avisar que o jovem havia sido levado ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio. No local, uma assistente social teria contado uma versão diferente sobre o caso.

“Ela disse que ele se machucou enquanto jogava bola. Só quando falei com ele pude saber o que realmente aconteceu. Ele disse que um policial bateu nele com um cassetete por causa de uma briga começada por outro grupo. Ele chegou a entrar em convulsão e quase morreu”, diz.

Antes da ocasião, a Rocam teria participado levando todos os internos à quadra e ordenado que se organizassem em fileiras para fazer uma vistoria. Lá, um desentendimento entre um grupo teria motivado os policiais a interferirem agressivamente. “Todos do Centro dizem que ele é um menino bom, um menino estudioso. O que os policiais fizeram foi errado pois o meu filho não tinha nada a ver com a briga”, afirmou.

A mãe do jovem mora no bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus. O adolescente cumpre medida socioeducativa há três semanas por ter participado de um assalto no ano passado que, segundo a mulher, teria acontecido após envolvimento com uma quadrilha da Zona Leste.

O adolescente continua internado no HPS João Lúcio e de acordo com a mãe, ele apresentou dormência em dois dedos, porém continua falando e andando normalmente. O garoto foi transferido para um quarto nesta segunda-feira (31) e está recebendo auxílio de monitores do Centro Socioeducativo.

Procedimento inadequado

Segundo a Seas, o procedimento adotado pelos policiais foge das regras. “O método certo seria os próprios monitores realizarem a vistoria, não os policiais. O que ocorreu foi um caso isolado no Centro e a Secretaria condena qualquer tipo de agressão contra os internos”, disse.

A diretora do Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa, Matilde Ezagui, se pronunciou por meio da Secretaria, a qual informou que um relatório do ocorrido foi encaminhado na sexta-feira para a secretária executiva da Seas, Graça Prola, e ao Comando-Geral da PM.  

De acordo com o comandante da Rocam, Major Álvaro Cavalcante, a polícia desconhece o caso isolado do jovem e disse que se houve excesso por parte de algum policial, o caso será averiguado. “Às vezes o menor se vitimiza para culpar o policial e o Estado. A Rocam foi chamada e durante a confusão eles mesmos se agrediram, porém se aconteceu algum tipo de abuso, o Comando irá apurar”, informou.