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Mulheres fazem strip-tease ao som de 'funk proibidão' em via pública de Manaus

Vídeos mostram mulheres tirando a roupa e exibindo, no meio da rua, partes íntimas, em cima de um veículo, enquanto são assediadas e filmadas por homens e mulheres; elas também protagonizam cenas de lesbianismo; menores de idade participariam de strip-tease

Conhecida como uma das vias onde eventualmente são realizadas corridas ilícitas de pega, a Avenida do Turismo, localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, também se tornou palco do 'funk proibidão'. Vídeos amadores que circulam na internet mostram mulheres fazendo strip-tease em público na avenida, enquanto são assediadas e filmadas por aparelhos de celular.  

Ao som das batidas de 'funk proibidão', em um dos vídeos, três mulheres aparecem fazendo coreografias que simulam posições sexuais, no meio da rua, em cima de um veículo modelo picape. Em alguns momentos, além do strip-tease, protagonizam cenas de lesbianismo.

As performances das três desconhecidas chamam a atenção de quem circula pelo local, fazendo com que os mesmos parem para gravar no celular a coreografia das dançarinas.

As exibições, de acordo com o técnico em informática TM, 35, acontecem todos os finais de semana, e não são flagradas pela polícia em virtude dos "olheiros" que ficam posicionados em locais estratégicos da Avenida do Turismo a fim de monitorar a aproximação de viaturas policiais.

"Geralmente fica um grupo de cinco homens e mulheres de olho, para avisar quando a polícia se aproxima. Eles baixam o som e as viaturas passam normalmente, como se nada estivesse acontecendo na avenida", informa TM, que há uma semana testemunhou uma das apresentações. 

Ainda segundo ele, a diversão é regada a álcool e, dependendo da empolgação das dançarinas, algumas chegam a ficar completamente nuas, indiferentes à presença do público masculino que aproveita para filmar as cenas e postar na internet.

"Estas pessoas se reúnem no meio da rua e sem nenhum pudor ficam dançando e tirando a roupa. Nada contra diversão, mas a meu ver, passou dos limites, porque a maioria das garotas são adolescentes", registrou o técnico em informática ao acritica.com. 

Sem controle

Acompanhar essas atitudes já virou rotina, durante os finais de semana, para quem mora ou trabalha próximo às casas de show ao longo da Avenida do Turismo.

Morador há 30 anos do local, Saul da Cunha, que trabalha com serviços gerais diz que as festas vão até o amanhecer. “Geralmente estão na frente das casas noturnas e as festas acabam acontecendo dentro e fora do estabelecimento. Os carros ficam emparelhados no meio da pista e até no meio fio. Motoristas que bebem e jogam a garrafa na pista. Colocam o som alto com músicas de baixo calão”, disse.

O morador também conta que já chegou a chamar a polícia, mas que não há um controle efetivo. “É um desrespeito para quem mora nas áreas próximas. Já chamamos a polícia. Eles vêm, mas não conseguem controlar de fato”, afirmou.

O autônomo José Gomes disse que as festas vão além da Avenida do Turismo e adentram a antiga Marina do Tauá, Tarumã. Ele afirmou presenciar alguma dessas festas. “Acontece de tudo. Rola drogas, bebidas. É muito perigoso”, declarou ele.

Os postos de gasolina, ao longo da Avenida, são pontos de encontro. Os frentistas que não quiseram se identificar dizem que geralmente o ‘esquenta’ acontece por lá. Os carros lotam os pátios dos postos de gasolina, onde estas festas acontecem regadas a bebida.