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Constrangimentos levam estudante a mover ação contra universidade em Manaus

Acusada de ter distribuído imagens íntimas de uma acadêmica do curso de Marketing pelas dependências da instituição, estudante universitária passou a ser ameaçada

Um pedido de transferência de turma negado fez com que a acadêmica Carolina Viana, 19, recorresse à Justiça. Segundo a universitária, a mudança seria para evitar os constrangimentos e acusações de que ela teria sido a responsável pelo vazamento de fotos íntimas de uma aluna do terceiro período, do curso de Gestão de Marketing, da Universidade Paulista (Unip), do campus Manaus.

Segundo alunos, há menos de um mês fotos de uma aluna do curso, foram afixadas em algumas áreas da instituição. Um email contendo tais imagens e acusando uma acadêmica de ser garota de programa, também foi enviado aos colegas de curso, bem como a outras pessoas de fora da universidade.

Carolina afirma ter sido constrangida em sala de aula, não só pelos colegas de turma, bem como por familiares da outra universitária, que a acusam de ter divulgado o material. Tais fatos teriam sido comunicados à direção da universidade, que conforme a acadêmica nada fez.

“Uma pessoa que não tem ligações com a universidade chegou a entrar em sala de aula para saber quem eu era, além de me aguardar no estacionamento, junto com um senhor. Isso para mim é intimidação. Comuniquei à universidade, pedi para mudar de turma, pois não há pré-requisito entre as matérias de um período para outro, mas tive o pedido negado pela direção”, desabafa Carolina, que registrou um boletim de ocorrência do episódio no 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Diante da negativa da instituição, Carolina optou por trancar o curso, temendo que algo de pior pudesse lhe acontecer, além de entrar com uma ação na Justiça, por dano moral contra a Unip.

“Gostaria de continuar o curso, pois só falta um período para me formar. Infelizmente não havia mais clima para continuar estudando. Fui intimidada dentro de sala de aula, por pessoas que nem são da instituição, e a universidade não tomou nenhuma providência”, salienta.

Questão Particular
Para a diretora da Unip, campus Manaus, Rosângela Menezes, o episódio envolvendo as duas acadêmicas do curso de Marketing se trata de questões pessoais, as quais a instituição não deve se envolver.

Ela confirmou que Carolina tentou mudar de turma, já que o curso não apresenta pré-requisito entre as matérias, mas como as atividades são noturnas, não haveria como fazer tal remanejamento. A alternativa oferecida à universitária foi a mudança para um outro curso, mesmo faltando apenas um período para ela concluir o de Marketing.

“O papel da universidade é o de formar profissionais e não o de passar bons costumes aos seus alunos, a Unip não tem que se envolver nisso”, pontuou Rosângela Menezes.

Ela também confirmou que os pais da outra universitária estiveram na Unip, para conversar sobre o episódio das fotos e do email envolvendo a filha, além de afirmar ter ficado surpresa ao saber que a mãe da acadêmica de Marketing teria ido até a sala em que a filha estudava, para saber quem seria Carolina.

Segundo Rosângela, uma comissão de sindicância foi instaurada na universidade, para apurar o episódio – fotos íntimas e o email.