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Principais praças de Manaus esperam por reformas e reparos

Espaços que trazem viva a memória das transformações da cidade, muitas praças esperam por obras de revitalização

A praça Dom Pedro 2° é um exemplo de espaço público que não ‘caiu no gosto’ da população; Lá, é difícil ver alguém, além de usuários de drogas e garotas de programa

A praça Dom Pedro 2° é um exemplo de espaço público que não ‘caiu no gosto’ da população; Lá, é difícil ver alguém, além de usuários de drogas e garotas de programa (Antonio Lima)

Enquanto cresce na cidade o debate sobre a abertura de mais espaços públicos como as praças, Manaus é palco de uma contradição, pois dispõe de vários desses equipamentos urbanos que não são utilizados pela população, apesar da importância deles.

Caso da Praça Dom Pedro 2º, na avenida Sete de Setembro, Centro, Zona Sul, que é uma das mais antigas de Manaus, a da Saudade e algumas do Programa Social e Ambiental de Manaus (Prosamim). Há bons exemplos de uso com o Largo de São Sebastião, que ampliou os espaços da praça, integrando a área ao Teatro Amazonas, a da Polícia e o Parque Jefferson Peres, integrando o conjunto do Palácio Rio Negro. Mas a população reclama novas praças e com uso ampliado para brincadeiras, jogos e outras atividades de lazer.

A Praça D. Pedro 2º é uma das que permanece ocupada só com moradores de rua e prostitutas, que aproveitam a proximidade do cais do porto para permanecer ali durante o dia e parte da noite. Embora tenha uma generosa arborização e equipamentos belos como um coreto de ferro e uma fonte decorativa com quatro musas trazidas da Inglaterra, no ano de 1882, a praça está desabitada. “Só passo aqui, mas tenho medo porque é muito deserto”, revelou a dona de casa Irene Coelho, 57, cobrando do poder público ações para revitalizar aquele local.

Saudade

Na Praça da Saudade, cujo nome oficial é Praça 5 de Setembro, dado em 1932, quando recebeu o monumento de Tenreiro Aranha, em comemoração à elevação do Amazonas à categoria de província, homenageando o primeiro presidente da província, João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, os jovens estudantes passam por ali e não ficam. “Não tem nada aqui, dizem que tem rede de wi-fi, mas é só conversa”, reclamam os estudantes Mekaelly Katleen Monteiro de Oliveira, 17, Micaele Torres, 15, e Ramon Fernandes, 15, todos alunos do primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual Antenor Sarmento. Para eles, não há como ficar ali à tarde também por faltar bancos e locais com arborização, nem qualquer equipamentos para lazer. “Só passamos por aqui porque temos que pegar o ônibus, não dá para parar, não tem nada para jovens”, disse Mikaelly.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou, por meio da assessoria de imprensa, estar mapeando as praças públicas e montando um cronograma de obras para o segundo semestre deste ano.

Atualmente, apenas a praça Dom Pedro está no cronograma de reformas para o próximo mês de março. Logo depois, a Praça do São Jorge, localizada na Zona Oeste, será a atendida com obras, assim como a praça do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), localizada na Zona Oeste, e o Complexo Desportivo do São José, Zona Leste, que estão em processo de definição de orçamento.

Políticas devem ter sintonia

O professor Otoni Mesquita, do curso de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) explica a necessidade de uma sintonia entre a política de recuperação e uso desses espaços públicos porque, no entendimento dele, não é suficiente recuperá-los com toda a originalidade, sem se preocupar com as referências dadas pela população ao espaço. “Tal como uma pessoa que tem cicatrizes, o espaço público também fica repleto de referências que precisam ser valorizadas”, afirmou.

Por ter ficado muito tempo fechada, a Praça da Saudade precisa agora ganhar novos significados para atrair um novo público, afirma ele, apontando a necessidade de se pensar na ampliação da venda de comida, por exemplo, com hora e regras para se cumprir

Blog: Robério Braga - Secretário de Estado da Cultura

“A revitalização, pelo Governo do Estado de espaços como o Largo de São Sebastião, que ganhou novos significados, da Praça do Congresso, da Polícia, do Parque Jefferson Peres e da Praça dos Remédios, é resultado de um esforço para garantir que a população tenha direito a frequentar esses locais. Antes da intervenção do governo, nem mesmo os moradores dos arredores conseguiam utilizá-los. É preciso oferecer segurança e criar uma programação como fizemos no largo e no Jefferson Peres, onde as pessoas vão à tarde e à noite fazer caminhada com orientação de um profissional. Acredito que, por ter ficado muito tempo fechada, a Praça da Saudade acabou perdendo seu público, que voltará lentamente, quando eventos forem programados para aquele espaço”.