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Reforma da Manaus Moderna ainda não saiu do papel

Revitalização prometida para 2013 só terá licitação mês que vem

A sujeira, falta de organização e de estrutura para os pedestres, com calçadas deterioradas, além do caos no trânsito, estão entre os principais problemas da orla

A sujeira, falta de organização e de estrutura para os pedestres, com calçadas deterioradas, além do caos no trânsito, estão entre os principais problemas da orla (Lucas Silva)

O projeto de revitalização da avenida Lourenço da Silva Braga, no trecho entre a feira Manaus Moderna e o mercado municipal Adolpho Lisboa, no Centro, ainda está longe de sair do papel. Isso porque, segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), o projeto de reforma foi aprovado “com ressalvas” pelo Instituto de Patrimônio Histórico do Amazonas (Iphan) e Caixa Econômica Federal (CEF), por se tratar de uma área de patrimônio histórico.

De acordo com a Seminf, a obra, estimada em aproximadamente R$ 1,5 milhão, está em fase de revisão para se adequar às considerações do instituto e passar pelo processo de licitação, em fevereiro.

A prefeitura chegou a anunciar que os trabalhos seriam iniciados logo após a inauguração do mercado Adolpho Lisboa, realizada no dia 24 de outubro, e concluídos no final do ano passado. Mas, em novembro, o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) anunciou que a obra deveria ser iniciada no primeiro semestre de 2014 e que o período de chuvas também influenciou no atraso dos prazos.

Transtornos

Enquanto a revitalização não começa, as reclamações de quem trabalha e frequenta a Manaus Moderna se multiplicam. Entre as principais reclamações de quem trafega pela Manaus Moderna está o trânsito e também a sujeira, que deixa uma das “portas de entrada” de Manaus insalubre, indigna do nome que recebeu.

O industriário Raul Pedrosa, 35, diz que só passa pela Manaus Moderna quando é extremamente necessário, pois o local não tem lugar para estacionar e o trânsito se torna um transtorno a qualquer hora do dia. “Para passar por essa rua pela manhã é preciso ter muita paciência, porque quanto mais tentar ter pressa, pior”, disse o industriário.

Para resolver o problema do trânsito na área, a implantação do sistema de estacionamento rotativo Zona Azul é uma das alternativas apresentadas pela prefeitura. Porém, no último dia 15, a Comissão de Licitação do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) suspendeu o processo licitatório para implantação do sistema de estacionamento para responder questionamentos das empresas interessadas na concorrência.

O projeto de reforma da orla prevê o reordenamento do trânsito, demarcação de faixas de tráfegos de veículos e de estacionamento público. Além disso, haverá delimitação do tipo de veículo que poderá trafegar parar e estacionar na área, tanto pesados quanto leves, além de faixas de pedestres com travessia programada em alguns pontos da avenida Lourenço da Silva Braga.

Pontos - Detalhes do projeto arquitetônico

Segundo a Seminf, o novo visual do porto da Manaus Moderna vai contemplar a revitalização do pavimento, iluminação a vapor metálico e novas construções para bilheterias.

As fachadas de prédios das vias adjacentes como por exemplo, na rua dos Barés e Barão do São Domingos, também serão reformadas. A principal intervenção será realizada com pintura e restauro.

A reforma integra o conjunto de ações para revitalizar todo o entorno do mercado Adolpho Lisboa e tornar a área atrativa a turistas e à própria população.

O fim das filas duplas, que ainda prevalecem nos dois lados da pista e geram diversos problemas para a população, também serão contempladas no projeto de revitalização.

Estacionamento é impasse

Um problema que também tem gerado impasse é a utilização do estacionamento que existe em um terreno conhecido como “Ilha de Monte Cristo”, e localizado ao lado da Feira da Banana, na Manaus Moderna.

No início do mês, a prefeitura anunciou que o local deve deixar de ser um estacionamento e servirá como base para realocação dos camelôs, que serão retirados das ruas do Centro. Porém, os feirantes afirmam que não irão ceder o espaço porque não há outro local que sirva como estacionamento para os clientes.

Segundo o presidente do Sindicato dos Feirantes, David Lima, uma comissão se reuniu com representantes da prefeitura e dos camelôs, mas por enquanto o impasse não foi resolvido.

De acordo com David Lima, os ambulantes não querem trabalhar no estacionamento e apresentaram um documento à Secretaria Municipal do Centro (Semc) para se posicionar contra a mudança. “Os feirantes não podem abrir mão do espaço, porque os únicos prejudicados serão os trabalhadores e consumidores da feira”, disse.

O presidente da administração da feira da Banana, Moacir Cintrão, informou que, hoje, a comissão de feirantes vai se reunir novamente com representantes da prefeitura para negociar e tentar resolver a situação. Enquanto isso, os clientes da feira continuam utilizando o contestado estacionamento.

Um ponto discutido durante a manifestação realizada pelos feirantes, no último dia 8 de janeiro, foi a posse do terreno. O presidente do sindicato, David Lima, informou que o espaço pertence à União, enquanto a prefeitura mostrou documentos que comprovam a posse do terreno.

Apesar da documentação apresentada pela prefeitura à imprensa, o presidente do sindicato informou que a prefeitura “ainda precisa comprovar a posse do terreno”.