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Obra inacabada é invadida na Zona Norte de Manaus

Terreno onde, segundo invasores, seriam construídas moradias populares, foi ocupado por aproximadamente 200 famílias

Os ocupantes do terreno aproveitaram as fundações das residências inacabadas para demarcar os lotes de cada um

Os ocupantes do terreno aproveitaram as fundações das residências inacabadas para demarcar os lotes de cada um (J. Renato Queiroz)

Aproximadamente 200 famílias vivem há cerca de duas semanas numa área invadida no Parque Buriti 2, bairro João Paulo, Zona Norte. No terreno, que, segundo eles, pertence ao Governo do Estado, deveriam ter sido construídas novas moradias. Os invasores afirmam que não vão sair do local.

Um dos ocupantes, que preferiu não se identificar, disse que as famílias são parentes de moradores do conjunto João Paulo 2 ou de áreas adjacentes. “As pessoas que moram aqui falaram que o terreno estava abandonado e as famílias começaram a ocupar”, contou.

Dezenas de barracos foram levantados em cima das fundações das casas que seriam construídas e entregues pela Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), segundo eles.

A maioria dos invasores montou os barracos com madeirite e lona de plástico. Outros barracos foram erguidos com compensados. Para permanecerem no local, as famílias fizeram ligações clandestinas de energia elétrica e de água.

“À noite fica muito escuro essa área porque ainda não tem iluminação pública, por isso a gente colocou os ‘gatinhos’”, disse um invasor. As famílias ocupam o terreno alegando que a construção das casas foi dada como concluída pelo Governo do Estado e que, há pelo menos cinco anos, o terreno está abandonado e as obras, paradas. Os invasores ainda admitem que algumas famílias têm casas, mas que outras delas moravam de aluguel ou em áreas de alagação.

Nem todos os invasores levaram seus pertences aos barracos. Alguns armaram apenas uma rede nas moradias improvisadas para vigiá-las e não serem apropriadas por outras pessoas. Outras famílias levaram sofás, colchões e pertences para permanecerem no terreno.

Eles também fizeram a demarcação de toda a área, dividindo-a em lotes. Um invasor que não quis ter o nome revelado afirmou que as famílias querem apenas o terreno para construir suas casas.

“Nem queremos ser cadastrados em algum programa para nos mandarem para outro lugar. Se sairmos daqui, vêm outros para invadir também, então é melhor dar uma solução para nós aqui mesmo”, disse.

Um deles, conhecido como “Ceará”, justifica que o terreno estava sendo usado para a prática de crimes. “Isso aqui estava servindo apenas para a marginalidade”, afirmou Ceará.

Área verde

Do outro lado do terreno das casas que seriam construídas pelo Governo do Estado, outro grupo de pessoas está ocupando irregularmente uma área verde para a construção de uma feira improvisada.

Na manhã de quinta-feira, não havia nenhum dos invasores que, inclusive, demarcaram a área dividindo-a em lotes e os identificaram com seus respectivos nomes. A área localiza-se na margem da avenida Dom Jacson Damasceno. Os moradores do entorno dizem que desconhecem de onde são os invasores e evitam comentar sobre a ocupação irregular.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) informou que existem procedimentos instaurados no órgão que tratam da “tentativa de ocupação” nessa área verde.

Segundo a Semmas, foi solicitado do Departamento de Gestão Territorial e Ambiental do órgão a caracterização da área - uma espécie de análise da planta do conjunto habitacional - para confirmar se o terreno invadido se trata de uma área verde para que a Semmas possa atuar na desocupação.

Fiscalização

A Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) informou que encaminharia uma equipe de fiscalização “para averiguar a situação e medição da área citada”. Sem informação O órgão foi questionado sobre a obra inacabada, mas a assessoria informou que a equipe de engenharia da Suhab não poderia dar informações mais precisas sobre a situação do projeto porque estava cumprindo uma atividade externa durante toda a quinta-feira. CombateMas a assessoria informou que, “se constatado que o terreno pertence ao Estado, haverá a retirada das pessoas, cumprindo a política e função do Governo, que é combater invasões e trabalhar para o desenvolvimento habitacional”.

Em números

2 semanas é o tempo que já dura a invasão no Parque Buriti 2, bairro João Paulo, Zona Norte, em um terreno que pertence ao Governo do Estado. De acordo com os próprios invasores, aproximadamente 200 famílias estão vivendo no local.