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Pais denunciam insegurança e onda de violência em escola da Zona Norte

Alunos da Escola Estadual Waldock Frick de Lira estariam sendo ameaçados por ex-alunos e estranhos que tem acesso às dependências do lugar

Mães avisam que farão de tudo para proteger a vida de seus filhos e que não os deixarão voltar à escola para serem agredidos

Mães avisam que farão de tudo para proteger a vida de seus filhos e que não os deixarão voltar à escola para serem agredidos (Marcelo Cadilhe)

O medo faz parte da rotina dos alunos da Escola Estadual Waldock Frick de Lira, situada na rua Santa Helena, no Parque São Pedro, Zona Norte de Manaus.

Acostumados a cenas de violência protagonizadas por ex-alunos e estranhos que entram no estabelecimento a qualquer hora do dia, alunos denunciam a falta de segurança e o descaso por parte da direção com o que está ocorrendo.

Apesar de antiga, a situação só foi denunciada nesta segunda-feira (18), pela dona de casa Jane Maria Sá Siqueira, 37, moradora do bairro e mãe de dois alunos que estariam sendo ameaçados por grupos de galeras que invadem a escola.

Segundo Jane, os dois filhos - de 17 e 15 anos - estão há mais de 15 dias sem ir à aula por conta das ameaças.

“Tudo começou por conta de uma discussão num jogo de peteca aqui na rua. Meus filhos não sabem brigar porque eu não criei eles para isso. E a partir daí começaram as agressões”, explica ela.

 Aluno da 8ª série, o filho mais velho de Jane conta que três adolescentes, sendo um aluno e outros dois ex-alunos da escola entraram nesta segunda-feira com pedaços de madeira para lhe bater.

A dona de casa Siomara de Lima Maranhão, 38, diz que o filho dela também já foi agredido no colégio, sem que qualquer providência fosse tomada.

 “Já faz muito tempo que estão acontecendo muitos absurdos. Alunos estão sendo esfaqueados e mortos naquela escola e não quero que isso aconteça com os meus filhos”, afirma Siomara.

A Escola Waldock Frick é a única da rede estadual situada no Parque São Pedro.

 “Tentamos conversar com o diretor e a pedagoga, que sabem da situação e não fazem nada para impedir. Não temos outra escola na área e não vou deixar meu filho voltar à aula pra ser agredido ou até morto”, afirmou.

Segundo ela, esse não é o primeiro caso de perseguição a alunos dentro do estabelecimento.

“Não admito isso. A gente cria um filho e vem um bandido e mata. Muitos jovens já morreram ali e as mães tomam choque e não reclamam. Não quero que meu filho seja mais um nessa lista”, lembrou.

Segundo os pais, a maioria dos agressores é formada por ex-alunos da escola.

“Hoje, entrou um, que é aluno, e ficaram dois do lado de fora. Na escola entra qualquer um, basta vestir a camisa da escola ou do Projeto Jovem Cidadão”, afirmou o adolescente, confessando ter medo de retornar ao colégio para estudar.

Os pais dos jovens já denunciaram o caso na Delegacia Especializada na Apuração de Atos Infracionais (Deaai).

Coordenadoria será acionada
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que irá acionar a Coordenadoria Distrital 3, para que possa se inteirar junto à equipe pedagógica da escola sobre o que de fato está ocorrendo.

De acordo com a assessoria de comunicação, existe até a possibilidade de a equipe ir até a residência dos alunos a fim de reverter a situação e evitar que eles sejam prejudicados com a reprovação por faltas.

De acordo com a assessoria, a Escola Waldock Frick de Lira está situada numa área problemática e com grande incidência de violência.

Por esta razão, possui segurança terceirizada 24 horas, que tem entre as atribuições o controle de entrada e saída de alunos.

A Seduc informou que atende hoje 186 escolas de um total de 210 na capital com o sistema de segurança terceirizada armada.

Aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa do Estado (ALE/AM), em novembro do ano passado, o projeto de lei da deputada estadual Therezinha Ruiz - que institui a obrigatoriedade de criação de uma equipe multidisciplinar nas escolas para acompanhamento dos casos de violência envolvendo alunos, professores e familiares - ainda aguarda sanção do governador Omar Aziz para entrar em vigor.

Antiga invasão
A comunidade São Pedro é originária da antiga invasão da Carbrás, iniciada em 2005 e consolidada em 2007, com a desapropriação da área que pertencia ao empresário Carlinhos da Carbrás.

Há seis anos, começaram os serviços de implantação de infraestrutura urbana no local, com rede elétrica e de distribuição de água.