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Em Manaus, grávida dá à luz em táxi a caminho da maternidade

Sem saber o que lhe esperava em mais uma corrida, o taxista Jonas de Oliveira Marques dava instruções à grávida em pleno trabalho de parto enquanto dirigia até a Maternidade Moura Tapajós

Momentos após a criança vir ao mundo já no estacionamento da maternidade

Sem equipe médica, criança veio à luz no próprio táxi (Reprodução)

Uma manhã tensa com um final feliz. Assim terminou a história da criança que nasceu dentro de um táxi a caminho do hospital nesta sexta-feira (22), em Manaus. Quis o destino que uma mãe entrasse em trabalho de parto no táxi de Jonas de Oliveira Marques, um homem com noções de primeiros socorros. A mãe ainda não registrou o nome da mais nova manauara.

Por volta de 11h da manhã, Jonas voltava com seu carro para o ponto onde trabalhava quando avistou um rapaz desesperado na esquina de um supermercado, na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste da cidade. “Ele estava muito aflito dizendo que sua irmã estava para ter bebê. Vi que a bolsa tinha estourado e só pedi para ele buscar um lençol e um travesseiro”, contou o taxista.


“Uma outra moça entrou com ela - a grávida -, e seu irmão. Pedi para todos ficarem calmos e para a grávida deitar com as pernas abertas de frente para a moça, e com a cabeça no colo do rapaz. Ia perguntando como estava acontecendo e quando me contaram que a criança estava saindo com a cabeça, voltei a acalmar todos, pois sabia que era a posição ideal para o parto”, continuou.

Do local onde estavam até a Maternidade Moura Tapajós, localizada na avenida Brasil, e a poucos metros dali, veio à luz uma menina. “Foi em menos de cinco minutos. Quando ela saiu, todos ficaram nervosos, mas alegres. Pedi para limparem a boca da criança para ela não se engasgar e para não cortarem o cordão umbilical. Chegando na maternidade eu corri para avisar os enfermeiros e conseguir uma maca. Eles logo levaram a mãe e a criança. Graças a deus deu tudo certo”, contou aliviado.

Mãe e filha passam bem

A jovem de 22 anos já é mãe de duas crianças e não quis conversar com a imprensa. De acordo com Clara Fabrícia Gonçalves, assistente social da Maternidade Moura Tapajós, a mãe e a recém nascida passam bem e devem receber alta em 48h. “Ela nos contou que já estava no nono mês de gestação e que o filho poderia nascer a qualquer momento. Por volta de 10h da manhã, ela disse aos irmãos que começou a sentir fortes dores de contração e que eles correram atrás de transporte. A criança está saudável e assim que tomar as vacinas e fizer os exames neonatais, ela e a mãe serão liberadas”, disse.

Ainda de acordo com a assistente social, a facilidade e rapidez com que uma recém nascida pode sair da barriga da mãe é considerada normal nesses casos. “À partir da segunda gravidez, se a gestação não tiver nenhuma complicação, é mais fácil para a mulher dar à luz em um parto normal. Como já foi o terceiro parto da moça, aconteceu da forma que aconteceu”, comentou a assistente social.

Noções de primeiros socorros

Há dez anos na praça como taxista, foi a primeira experiência parecida vivida por este ex-sargento do Exército Brasileiro e membro da Comissão de Amazonense de Arbitragem. “Aprendi, nos anos em que servi de farda, e na Comissão, algumas noções de primeiros socorros. Foi algo inacreditável o que aconteceu. Fiquei feliz de poder ajudar. Até tirei fotos para não dizerem que estou mentindo”, concluiu feliz, com senso de dever cumprido.