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Abandonada, rodoviária de Manaus é mantida com dinheiro de empresas e camelôs

Cansados de esperar por Prefeitura e Governo, empresas de transporte, permissionários e camelôs se uniram para pagar com dinheiro próprio serviços de segurança, limpeza e administração do Terminal Rodoviário de Manaus

Uma comissão formada por empresas, permissionários e camelôs está custeando a limpeza e segurança do terminal

Uma comissão formada por empresas, permissionários e camelôs está custeando a limpeza e segurança do terminal (Euzivaldo Queiroz)

Cansados de serem alvo de reclamações dos usuários e de esperar que os órgãos governamentais tomassem alguma atitude para mudar a situação do Terminal Rodoviário Huascar Angelim, no bairro de Flores, Zona Norte, permissionários e donos de empresas de transporte resolveram tomar para si a responsabilidade de administrar a rodoviária. 

Enquanto o futuro do local segue indefinido, ele continua no centro de impasse que se arrasta desde 2012, sobre a devolução da administração da rodoviária da Prefeitura de Manaus para o Governo do Estado. Os 20 permissionários, seis empresas de transporte e sete camelôs se uniram e  contrataram funcionários para fazer a limpeza, segurança, elegeram um administrador e, juntos, estão mantendo o rodoviária limpa e organizada,  segundo o permissionário Rogério Lima Fonseca, 40.

José Raimundo Cordeiro, 56, que tem uma banca no centro da rodoviária, foi eleito pelos permissionários e demais funcionários que trabalham no local como administrador da rodoviária. “O José está à frente da rodoviária, escolhemos ele para ter alguém que nos lidere. Ele trabalha há anos aqui e sabe como funciona cada coisa”, disse Rogério.

Kesia  Herzog, 33, encarregada da Empresa de Transporte Eucatur, disse que, na última sexta-feira, por volta das 18h, um fusível queimou e as empresas e funcionários compraram uma peça de R$158 e dividiram  o valor entre eles. “A rodoviária não podia ficar no escuro e, como não tem ninguém para quem possamos ligar para resolver, nós mesmo procuramos a solução, porque é isso que temos feito. Como não tem dono, nós somos os responsáveis ”, disse Kesia.

As empresas de transportes cobram uma taxa de embarque de 45 centavos, juntam com o dinheiro do banheiro, onde cobram 50 centavos de quem utiliza, mais a arrecadação das empresas de ônibus, que dão 50%  de um salário mínimo de quatro funcionários. Os permissionários pagam uma taxa de 30% do que vendem e o restante dos  50% do salário mínino dos quatro funcionários, que são dois seguranças, uma pessoa para manter o salão limpo e uma pessoas para a limpeza do banheiro.

Movimento

A rodoviária de Manaus, como é mais conhecida, é a única que opera no transporte intermunicipal, interestadual e internacional, com linha para Caracas, na Venezuela.

Todos os meses passam 20 mil passageiros pelo local, sem contar o número indeterminado de pessoas que vão buscar ou deixar outras no terminal. Todas se deparam com a precariedade e necessidade de reparos da rodoviária, inaugurada na década de 1980 pelo então governador José Lindoso, e que, desde então, recebeu poucas intervenções.