Tumulto no velório de Wallace Souza

Multidão invadiu o cemitério São João Batista durante o enterro do ex-deputado Wallace Souza.  

O enterro foi marcado por tumulto e sepulturas danificadas, o que fez com que os portões do cemitério fossem fechados

O enterro foi marcado por tumulto e sepulturas danificadas, o que fez com que os portões do cemitério fossem fechados (Foto: Ney Mendes)

O tumulto que se formou por causa da presença de mais de cinco mil pessoas no cemitério São João Batista no final da tarde de hoje forçou os familiares do ex-deputado Wallace Souza a fazer o enterro do parlamentar cassado sem que ocorresse qualquer celebração ou homenagens.

O jazigo da família Souza, onde Wallace foi enterrado está localizado numa área de difícil acesso. O empurra-empurra das pessoas chegou a causar danos em várias sepulturas. Os portões do cemitério tiveram que ser fechados.

Minutos antes de seguir no cortejo que acompanhou o carro fúnebre, o irmão de Wallace, vice-prefeito de Manaus Carlos Souza (PP), lamentou o fato do irmão não ter tido tempo de se defender. “Morreu um inocente que não teve tempo de se defender. Morreu o irmão que eu amava tanto. Com certeza ele morreu para que a Justiça fosse feita. Morre minha alma aqui com meu irmão. Morreu a metade dos meus sonhos. Não existe nenhum lugar dessa cidade que ele não tenha ajudado uma família simples”, declarou Carlos aos prantos ao lado do caixão.

Sobre a participação em massa das pessoas durante os dois dias de velório como no enterro, o irmão mais velho de Wallace, vereador Fausto Souza (PRTB), disse que a família não fez qualquer esforço para atrair o público. “Nada disso foi forçado. As pessoas vieram expontaneamente”, declarou o parlamentar.  

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