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Serafim Corrêa diz que Dilma e Serra devem tratar de questões que afetem mais diretamente o povo

O ex-prefeito lamenta o fato de questões econômicas como a variação cambial, a flexibilidade da Lei de Responsabilidade Fiscal e as metas da inflação, ainda não terem sido amplamente discutidas pelos dois candidatos nesta campanha

Serafim disse que a dor de ver o filho Marcelo Serafim fora da Câmara Federal foi maior

Serafim disse que a dor de ver o filho Marcelo Serafim fora da Câmara Federal foi maior (Foto: Ney Mendes)

Duplamente derrotado nas eleições de 2010, quando  não alcançou nem a vice-governança do Estado ao lado do senador Alfredo Nascimento (PR) e viu o filho, Marcelo Serafim, não renovar o mandato de deputado federal, o ex-prefeito de Manaus Serafim Corrêa não pensa na possibilidade de pendurar as chuteiras.  Observador atento das questões políticas e da cidade, o socialista diz que Serra e Dilma conseguiram contemplar o Amazonas em meio as propostas de Governo, no entanto, o socialista faz questão de levantar a bandeira Pró-Dilma e lamenta o fato de questões econômicas como a variação cambial, a flexibilidade da Lei de Responsabilidade Fiscal e as metas da inflação, ainda não terem sido amplamente discutidas pelos dois candidatos nesta campanha.

Duas derrotas consecutivas e isso não seria um sinal para pendurar as chuteiras ?

Não ainda não. Claro que na política há o momento de sair, mas não é o momento de sair. Houve a derrota. Não estou chorando o leite derramado. Essa campanha me permitiu colher das ruas um sentimento muito forte com relação a 2012. Sentimento que não é especificamente ao meu favor mas é um sentimento em relação à administraçao do município de Manaus. O  atual prefeito, por não haver cumprido as promesas que eram impossíveis, por não caber no orçamento da Prefeitura, ele tem uma reeleição muito difícil e, de certa forma, aquela parcela do eleitorado que me acompanhou em outras eleições e que queria que eu fosse candidato a governador na eleição de 2010 e eu não fui quer que o PSB ofereça uma alternative. Nós vamos trabalhar daqui pra frente uma proposta de governo para Manaus e vamos discutir internamente os nomes e oferecendo essa alternativa. O PSB disputará a eleição de 2012. Buscará alianças mas se não tiver disputará sozinho porque uma eleição só, em Manaus, dá para encarar sozinho.

Esse plano do PSB para 2012 passa pelo seu nome ?

Não necessariamente eu. Temos também  outros nomes no quadro do partido.  Tem que começar a abrir espaço para novos nomes que estão no partido. Gente que tem qualidade, juventude e alguma experiência na política.

O que doeu mais ? Você não ser eleito vice-governador ou o seu filho Marcelo não ter se reeleito ?

Obviamente que toda derrota doi, mas eu, aos 63 anos, já não tenho muito problema perder. Isso não é a questão. Doeu o Marcelo não ser reeleito porque ele fez disparadamente um excelente mandato. Ele foi o deputado mais presente nas sessões da Câmara. Atuou com boas bandeiras, com boas causas, fez um bom mandato. Teve uma grande participação na defesa do mandato, mas que por uma conjugação de fatores a aliança da qual ele fez parte não conseguiu fazer a 3ª vaga e não fazendo a 3ª vaga ele ficou fora. Mas o Marcelo é novo. Tem 33 anos e um quadro preparado e qualificado. Acumulou uma boa experiência no Congresso Nacional e ele tem a vida toda pela frente. É um quadro com todas as condições de disputar uma eleição. Ele conhece o Estado inteiro. Andou o Estado. Sabe dos problemas do nosso Estado. Sabe dos problemas de Manaus. Ele é um quadro qualificado para qualquer disputa.

Como você tem observado esse 2º turno das eleições presidenciais ?

Será uma eleição disputadíssima. A Dilma nunca disputou uma eleição. Essa foi a primeira que ela disputou e ela só está  no 2º turno porque o PSB retirou a candidatura do Ciro. Se o Ciro tem saído candidate, era ele quem estaria no 2º turno e não a Dilma porque os votos que garantiram essa votação para ela e estão garantindo essa dianteira são os votos da Paraíba, Pernambuco, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará onde o PSB elegeu dois governadores e poderá eleger mais dois. O PSB é muito forte nesses locais. Será uma disputa apertadíssima e que vai se decidir por um fio de cabelo.

Quem seria melhor para o Amazonas ? Dilma ou Serra ?

São dois bons quadros. Quero ser racional. A Dilma é um grande nome da política brasileira.  Ficou seis anos a frente do Governo Federal e teve avanço. O Serra é um quadro qualificado. Tem larga experiência. Foi deputado federal, senador, ministro, prefeito, governador, e agora está numa disputa que como eu disse vai ser pau a pau. Qualquer um dos dois que venha a ganhar terá um olhar bom para a Amazônia. Essa campanha teve uma coisa muito boa que foi fazer com que os dois candidatos assumissem compromissos muito parecidos com a Amazônia. O Serra assumiu todos os compromissos com a Zona Franca, com o desenvolvimento da região. A Amazônia entrou na pauta e a Dilma reiterou todos esses pontos. Portanto, sem emoção, não vejo como a Amazônia pode ser prejudicada.

E as propostas ?

Ninguém debateu até agora se um ou outro defenderá um Banco Central independente. Ninguem falou se vai mexer no câmbio, as metas de inflação,  se vão flexibilizar ou não a Lei de Responsabilidade Fiscal. Os grandes temas da economia e que tem reflexos diretamente na vida do povo não foram sequer debatidos.

Como você avaliou o comportamento do eleitor nesse 1º turno ? A lei da Ficha Limpa e a campanha pelo voto ético foram consideradas pelo eleitor na hora do voto ?

Eu acho que isso, o voto ético, ficou muito relativizado e no final das contas, isso não foi contemplado na medida da expectaiva de todos. Você viu que pessoas reconhecidamente comprometidas com coisas erradas tiveram votações consagradoras, o que nos deixa de queixo caído. Mas nem por isso você deve achar que isso é o certo. Aquilo que eles fizeram é errado e continua sendo errado e nós temos que tentar passar essa mensagem de forma mais clara e mais objetiva para a população.

Em dois anos de governo, o senhor acredita que seu successor na Prefeitura, Amazonino Mendes tem cometido acertos ?

Ele não acertou. Está rodando em círculos. Tenho piedade do Amazonino que não tem apetite para ser prefeito de Manaus. Ele não vai à Prefeitura. Não trabalha. Não decide. Quem está decidindo pela Prefeitura é um triunvirato formado por três secretários dele, o chefe da Casa Civil, o secretário de Saúde e o de Obras. Ele efetivamente não governa.

E como o senhor avalia esses quase dois anos de gestão de seu successor ?

Meu sucessor foi eleito prometendo coisas que ele sabia que não podia cumprir. Passado dois anos e estamos esperando os caminhões com a internet, as mil creches. E o que ele fez foi apenas concluir as obras que eu deixei o dinheiro para ele concluir e agora está iniciando outras obras com dinheiro contratado por mim. O viaduto do São José, o  dinheiro está lá na placa é da CAF – Corporação Andina de Fomento - que foi uma operação de crédito que eu consegui da CAF que, lamentavelmente foi em junho de 2008.  Foram 75 milhões de dóllares que ficaram para ele concluir os viadutos do Coroado, da passagem de nivel da Paraíba e fazer outras obras de infraestrutra que ele optou por fazer o do viaduto do Sao José que é uma obra importantíssima que eu deixei o dinheiro para ele fazer. Fez a Praça da Saudade que foi uma emenda do senador Jeferson Peres que deixou o dinheiro na conta da Prefeitura.

Promessa dele, ele não cumpriu nenhuma. O Bolsa Universidade nada mais foi do que o Promut que foi uma coisa que eu deixei pronta que não pode ser implantado em 2008 porque era ano de eleição. Banco da Gente nada mais é do que o Fumipeq que eu deixei  o dinheiro em caixa porque não podia ser implantado no ano da eleição. Ele só fez as coisas que eu deixei prontas.