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Apesar de rumores, secretário de segurança afirma que greve da PM é 'fofoca de rede social'

Coronel PM Paulo Roberto Vital classificou ameaça de paralisação como boato após encontro com entidades da PM. Segundo Associação dos Praças, movimento é independente e já possui mais de 120 integrantes

Mais de 120 PMs se mobilizam em um movimento grevista independente, diz Associação de Praças

Mais de 120 PMs se mobilizam em um movimento grevista independente, diz Associação de Praças (Bruno Kelly/AC)

Após reunião com grupos que integram a Polícia Militar do Amazonas (PM) nesta quinta-feira (24), o secretário de segurança pública, coronel PM Paulo Roberto Vital, classificou a ameaça de greve como “fofoca de rede social” e afirmou que a população não sofrerá nenhum prejuízo. Apesar disso, a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apoeam) informou que um movimento independente está se articulando em Manaus e no interior e já tem mais de 120 integrantes.

Segundo o presidente da Apoeam, Platiny Soares, a lista de reivindicações* deste movimento inclui Lei de Carreira de Praças, reajuste salarial e antecipação dos aumentos de 2015 e 2016, auxílios alimentação e moradia, entre outras exigências. Soares garantiu que mesmo tendo conhecimento das reclamações, a Associação não está integrada ao movimento.

“A Apoeam não encabeça a greve, mas está disposta a ser a mediadora e prestar apoio jurídico a esse movimento grevista. Nenhum PM que integra a associação deixará de executar suas funções”, informou.

O presidente também explicou que os integrantes do movimento contemplam Companhias Interativas Comunitários (Cicoms), Distritos Integrados de Polícia (Dips) e Delegacias Especializadas de Manaus e da Região Metropolitana. Ele não soube informar se outros grupos como a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar (ACSPMAM) e a Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (AOPBMAM) possuem soldados que fazem parte do movimento.

“Fofoca de rede social”

Ao ACRÍTICA.COM, o secretário de segurança pública, coronel PM Paulo Roberto Vital, classificou a paralisação como boato. “Nós precisamos acabar com esses rumores, isso é armação de determinado grupo para desestabilizar o sistema. Se houver qualquer impacto, o menor que seja, a população não ficará desassistida”, disse em entrevista.

Secretário de segurança pública, Paulo Roberto Vital, desmente ameaça de paralisação (Foto: Winnetou Almeida)

Em redes sociais, circulam imagens onde uma série de reivindicações é apresentada, além de uma reunião marcada para 0h do dia 1 na Arena Amadeu Teixeira, Zona Centro-Sul. O secretário contestou as reclamações. “Representantes das entidades estiveram no meu gabinete hoje e todos concordaram que não há ânimo para se fazer greve. Nossos Dips e Cicoms são referência nacional e em nenhum governo se valorizou tanto a PM como no atual”, explicou.

O secretário também acrescentou que, pela legislação militar, o regulamento disciplinar proíbe a sindicalização e a greve. A Polícia Militar do Amazonas informou por meio de assessoria que irá acompanhar qualquer ação realizada por grupos “isolados” ou classes representativas que tenham como objetivo interesses políticos.

*Leia abaixo a suposta lista de reivindicações do movimento:

- Lei de Carreira de Praças;

- Código de Ética e extinção do RDPMAM;

- Incorporação da GTE e expansão para o interior;

- Reajuste salarial e antecipação dos aumentos de 2015 e 2016 (22% já aprovados);

- Ampliação do auxílio moradia a policiais do interior (R$ 700)

- Auxílio alimentação mensal (R$ 500);

- Auxílio fardamento anual (3 soldos como previsto na Lei nº 1502/81);

- Regulamentação da escala 2x2 para 1º e 2º turno e 1x2 para o 3º turno;

- Pagamento de adicional noturno (25% sobre o salário);

- Pagamento de periculosidade (25% sobre o salário);

- Pagamento de gratificação por cursos;

- Regulamentação do 14º e 15º salários (já aprovados);

- Anistia aos grevistas.