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Polícia prende trio suspeito de assassinar empresário em condomínio de luxo em Manaus

Jaílson Teixeira Maciel, 45, foi morto com 12 facadas no último dia 16 de julho dentro da casa dele. Durante operação que durou sete horas, investigadores da Derfd conseguiram encontrar os suspeitos na zona norte da capital.

Os presos são suspeitos de matar o empresário com, ao menos, 12 facadas

Os presos são suspeitos de matar o empresário com, ao menos, 12 facadas (Patrulha da Cidade)

Em menos de uma semana, investigadores da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) conseguiram prender três suspeitos de matar com 12 facadas o empresário Jaílson Teixeira Maciel, 45. O crime aconteceu dentro da casa da vítima, no condomínio Jardim Europa, na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, no último dia 16 de julho.

A operação que resultou na prisão dos envolvidos aconteceu durante a tarde desta quinta-feira (24) e durou, aproximadamente, sete horas. Segundo o portal ACRITICA.COM apurou, os envolvidos estavam na Zona Norte da capital. Ainda segundo uma fonte, nenhum dos envolvidos reagiu no momento da prisão. Além dos suspeitos, também foi apreendido o carro utilizado no crime, bens da vítima e a faca usada para esfaqueá-lo. Segundo o delegado titular da Derfd, Orlando Amaral, as prisões ocorreram em vários pontos da cidade.

O veículo usado no crime foi um Volkswagen Gol, de cor verde e placas JWO-9389. Foram presos Carlos Ribeiro Gato, de 34 anos; Luciana Pereira da Silva, também com 34 anos, foragida da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa e com uma extensa ficha criminal por roubos; e Josimar Leite da Conceição, foragido do sistema penitenciário do Macapá, onde cumpria pena por homicídio.

O crime

O delegado Orlando Amaral, que coordenou as investigações, classificou o trio como frio e cruel. Segundo informações de Amaral, foi Carlinhos  quem abriu as portas do condomínio para Luciana e Josimar e a fragilidade da segurança do local facilitou a entrada dos ladrões. “Não há câmeras e os seguranças não tiveram o cuidado de anotar a placa do veículo dos ladrões nem os nomes das pessoas que estavam  nele”, disse o delegado.

Segundo as investigações, Carlinhos é pedreiro e há alguns meses emprestou R$ 1 mil do empresário, que era agiota. Como não tinha para quitar o valor total do empréstimo, todos os meses ele ia à casa da vítima para pagar apenas os juros do total que devia, calculados no valor de R$ 300. Carlinhos contou à polícia que, no dia do crime, a vítima ligou para ele cobrando a dívida e que a noite foi ao condomínio levar o dinheiro.

Em depoimento, Carlinhos contou ainda que o casal pediu para ir com ele até a casa do empresário justificando que ambos só queriam “fazer uma fita” no condomínio de luxo. 

Luciana alugou o carro de uma amiga identificada como Sônia Florentino Litaif, a “Juninho Play”. No condomínio, a entrada foi autorizada pela esposa da vítima, que conhecia Carlinhos e sabia que o mesmo tinha negócios com o marido dela.

Carlinhos atribui a autoria do crime a Luciana e Josimar. Estes confessaram que enquanto matavam a vítima, Carlinhos estava no veículo com o motor ligado. A faca usada no crime era da cozinha da vítima. Luciana confessou ter rendido o filho do empresário, que foi amarrado e levado para um dos banheiros da casa. Em depoimento, o menino disse que foi espancado por Luciana.

Segundo o que foi apurado pela polícia, Carlos não tem passagem pela polícia, Luciana responde oito processos na Justiça, a maioria por assalto, já comandou um motim e uma fuga  na cadeia Feminina de Manaus, na avenida 7 de Setembro, no ano passado.  A mesma é fugitiva da Justiça, assim como Josemar, que é foragido da Justiça de Macapá onde cumpria pena por homicídio.

Lembre o caso

Jailson foi assassinado no último dia 16 de julho, na própria casa dele, no condomínio Jardim Europa, Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, com pelo menos 12 facadas. A polícia chegou a informar que o crime podia se tratar de um latrocínio, já que os assassinos levaram um cofre, cujo valor não foi informado oficialmente, e também eletrodomésticos da vítima.

Entretanto, pessoas ligadas à Jaílson chegaram a relatar que o crime pode ter sido motivado por acerto de contas, uma vez que a vítima teria, supostamente, envolvimento com agiotagem, além de trabalhar com compra e venda de carros. A polícia também apurou que os assassinos conseguiram passar pela portaria do condomínio porque foram autorizados pela companheira de Jaílson.