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Ato simbólico em Manaus contesta decisão do Contran

Objetivo do encontro é abordar as dificuldades para adequar a medida do Conselho Nacional de Trânsito em Manaus. Representantes das 36 autoescolas da capital participaram e alegaram tempo curto para implantação de simuladores 

Sindicato em Manaus é contra medida do Conselho Nacional de Trânsito (Contran)

Sindicato em Manaus é contra medida do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) (ACRITICA/AC)

Em apoio à mobilização nacional marcada para esta quinta-feira (13), o Sindicato dos Instrutores de Autoescolas de Manaus realizou uma reunião no Centro de Treinamento e Direção Veicular, localizado no bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus. O objetivo do encontro é abordar as dificuldades oriundas da Resolução 444 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a qual estabelece o uso obrigatório de simuladores de direção veicular para quem deseja tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Exibindo faixas e cartazes, representantes das 36 autoescolas da capital criticaram a decisão do Conselho alegando que a mesma irá prejudicar tanto os alunos quanto os estabelecimentos. “O prazo para entrar em vigor já é a partir de 30 de junho e o tempo para adquirir esses equipamentos é curto. Além disso, caso não seja possível uma utilização imediata, os alunos podem ser prejudicados ficando sem aulas”, informou o diretor do Sindicato dos Instrutores, Getúlio Lopes.

A cidade possui atualmente cerca de 600 instrutores em atuação. Nesta terça-feira (11), a Câmara dos Deputados decidiu sustar a decisão do Contran propondo uma melhor discussão sobre a medida.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1.263/13 que anula a decisão do Contran foi apresentado em setembro passado pelo deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), que criticou os custos que as escolas e centros de formação de motoristas terão para se adequar à novidade e questionou a eficiência desses equipamentos

“São cerca de 12 mil centros de formação de condutores em funcionamento hoje em todo o Brasil. Ou seja, serão vendidos 12 mil simuladores de direção em um primeiro momento, além das atualizações anuais dos softwares desses equipamentos. E isso tudo sem qualquer comprovação técnica, estatística ou científica de que o uso desses simuladores vai reduzir o número de acidentes e vítimas de trânsito no país”, disse Almeida.

A nova resolução mantém previsões em relação à carga horária e estrutura física exigidas. A determinação é de que as aulas em simuladores de direção veicular terão duração de cinco horas, divididas em 30 minutos cada, com intervalo de 30 minutos. A resolução ainda define o tamanho da sala para acomodar o equipamento, entre outras disposições.

*Colaborou o repórter Florêncio Mesquita, do Jornal A Crítica