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Autoridades locais falam sobre a greve dos policiais militares, deflagrada nesta segunda-feira

O Governador do Estado José Melo e o Prefeito de Manaus ofereceram seus pontos de vista sobre a manifestação dos policiais militares. O PM Alexandre Matias também falou sobre demandas da categoria

Até agora, não há informações exatas do número de policiais que estão sem trabalhar

Policiais iniciaram a manifestação em frente a Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira na noite de domingo (27) (Luiz Vasconcelos)

Na manhã desta segunda-feira (28), autoridades locais comentaram a greve dos policiais militares e suas expectativas sobre os desdobramentos do fato.

“Eu estive ontem visitando as Companhias Interativa Comunitárias (Cicoms), conversando com os praças e procurando entender a lógica desse movimento. Eu fiquei muito feliz e muito satisfeito com a conversa que tivemos. Em primeiro lugar, há um reconhecimento muito forte de todos eles dos avanços que nós tivemos na segurança pública. Eles reconhecem que o Estado do Amazonas avançou e avançou muito”, relatou o governador José Melo hoje pela manhã.

“A outra coisa que descobri por eles é a insatisfação geral deles é em relação à questão das promoções, não só em relação a lei em si mas também em relação a comissão da promoção”, explicou o gestor.

“Eu já determinei que esse assunto não é mais de ninguém, esse assunto é meu. [...] Não quero representante não, não quero mais nenhum intermediário entre mim e eles. Eu mesmo vou tratar disso”, disse o governador, antes de se reunir com dirigentes do movimento na Sede do Governo por volta das 9h10.

Da parte do Prefeito de Manaus, que sabe das repercussões que a greve tem na vida dos cidadãos de Manaus, o mesmo vê a greve como inconstitucional. “A constituição veda o direito de greve a todos os policiais, a todas as Forças Armadas [...] As reivindicações são justas, em muitos casos, a da promoção é justa, meritória até, deve ser atendidas. Eles têm outras queixas que devem ser ouvidas, isso é verdade, então deve haver ouvidos para ouvi-los, mas eles devem partir da premissa de que é preciso abandonar a greve, senão a gente fica fingindo que não está vendo uma clara agressão à Constituição Brasileira”.

O prefeito Artur Neto vocalizou a preocupação dos manauaras: “O que me preocupa muito é um arrastão na Cidade Nova, é um tumulto na avenida Constantino Nery, é atrasar a vida das pessoas, é, de qualquer maneira, a sensação de insegurança”. Ele também comentou a força dos boatos acerca da greve: “Algumas pessoas praticam verdadeiro terrorismo nas redes sociais. [...] A gente percebe figuras de mentalidade de mentalidade muito tacanha querendo o pior, torcendo pro caos, torcendo para que aconteça algo que paralise a cidade”.

Artur também comentou sobre a possibilidade do viés político da manifestação “Deve ter gente se aproveitando sim porque, de boa fé, os policiais entram na luta para obter melhorias profissionais, pessoais, para eles e suas famílias, condições adequadas de trabalho, tudo isso. Agora, obviamente estão sendo instigados por gente dos blogs, pelas mídias sociais”.

O prefeito afirmou ainda não ter conhecimento de serviço municipal que deixou de ser prestado no dia de hoje devido à paralisação.

Alexandre Matias, policial militar, falou sobre uma das demandas da Polícia Militar. “A Copa do Mundo exige um mínimo de 15 mil soldados. É sabido que só existem 10 mil na ativa e nós queremos ser chamados, nós queremos que a promessa do governador seja cumprida. É por isso que nós estamos aqui apoiando os praças, pra chamar cada vez mais policiais. O efetivo de hoje não é o suficiente pra dar segurança pra população. [...] Estamos aqui reivindicando a chamada desses pais de família, desses mais de 6 mil que estão aguardando serem chamados devido a uma promessa”.

Ele explica que os 6 mil policiais estão aguardando a chamada de 2011. “Passamos no exame intelectual, muitos passaram no exame físico, de saúde, estamos em condições de sermos chamados. A maioria [dos policiais] vieram do interior, prestaram concurso público, e estão aguardando a chamada. [...] Nem estamos fazendo o curso de formação devido ao governador não ter nos chamados. Ele prometeu chamar os 6 mil e só chamou 600 até agora”.

Até o fechamento desta matéria, o Governador seguia em reunião na Sede com dois representantes da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), um representante das Cicoms e um representante dos soldados do interior.