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Barranco atrás de escola apresenta risco de deslizamento aos alunos, na Zona Oeste de Manaus

Em dias chuvosos, alunos são orientados a não irem às aulas. Laudo da Defesa Civil apontou há quatro anos que local já oferecia perigo às crianças

Defesa Civil já alertou que barranco oferece risco à alunos de escola na Zona Oeste

Defesa Civil já alertou que barranco oferece risco aos alunos de escola na Zona Oeste (Divulgação)

Pais e professores da Escola Municipal Eliana Lúcia Monteiro da Silva, localizada na rua Tiradentes, no bairro Santo Agostinho, Zona Oeste de Manaus, estão assustados com o risco de deslizamento causado por um barranco situado atrás do local. Em dias chuvosos, segundo populares, os funcionários orientam os alunos a não irem às aulas devido ao risco. Conforme informações da Defesa Civil, o problema ocorre desde 2010 quando um laudo técnico do órgão constatou a situação.   

A escola funciona em três turnos e no matutino (estudam crianças de 7 a 12 anos). O barranco mede em torno de 7 metros, porém, somente a parte de baixo é contida por um muro de aproximadamente 2 metros de altura. O local também é coberto por árvores, mato e apresenta áreas em estado de erosão.

Local já apresenta erosão e pode desmoronar (Foto: Divulgação)

No pavilhão em frente ao barranco, professores lecionam a alunos de 2º e 3º ano. Amanda Maleskim, 33, é mãe de uma aluna de 7 anos que estuda no pavilhão. Segundo ela, quando caem fortes chuvas os professores pedem que os alunos não vão à escola. “Cinco alunos da sala da minha filha já saíram de lá por causa disso. Ela também contou que a professora orienta os alunos a não sentarem nos fundos da sala quando tem temporal”, disse.

O problema ocorre desde 2010. De acordo com a Defesa Civil, um laudo apontou na época que o barranco oferecia riscos aos estudantes e em fevereiro deste ano, na gestão de um novo diretor, outro relatório foi produzido e encaminhado à Secretaria Municipal de Educação (Semed), porém, nenhuma medida foi tomada. “É uma situação preocupante. O diretor fez a parte dele, mas não pode resolver sozinho a situação”, disse Amanda.

O mesmo diretor expôs a situação aos pais na última segunda-feira (12) durante reunião. De acordo com a mãe de um aluno de 9 anos, Ângela Rodrigues, 38, o filho estuda na escola há 4 anos, período que ela afirma não ter observado nenhuma mudança. “Existe um perigo real de deslizamento. Se ocorrer, infelizmente nenhuma criança irá escapar. Não dá pra empurrar com a barriga essa negligência. É costume só tomarem uma providência quando uma tragédia acontece”, relatou.  

Crianças de 2º e 3º ano estão abrigadas em salas de aula em frente ao barranco (Foto: Divulgação)

O ACRÍTICA.COM conversou com diretor da escola. Ele mesmo evitou dar detalhes sobre a situação, porém, confirmou a existência dos documentos e o envio deles à Secretaria.

A reportagem também entrou em contato com a Semed. Por meio de nota, a Secretaria informou que o setor de engenharia esteve na escola e será realizada licitação para definir qual empresa será responsável pela construção de um muro de contenção no local.