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Bosco Saraiva fala sobre possível candidatura e promete concurso público na CMM em 2014

O vereador, presidente da Câmara Municipal de Manaus, diz em entrevista que pretende manter a Casa com contas as equilibradas ao longo do próximo ano. Bosco aproveita para fazer um balanço do ano que passou e anunciar mudanças para 2014

Bosco Saraiva [CMM]

"Muito ainda precisa ser feito", avalia o presidente da Câmara Municipal (Tiago Corrêa/CMM)

Presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Bosco Saraiva (PSDB) avaliou positivamente o primeiro ano de sua administração ao destacar as principais conquistas da Casa, como a extinção do “auxílio-paletó”, aprovação de Projetos de Lei que tratam da mobilidade urbana, saúde, educação, meio ambiente e do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus, os quais foram amplamente debatidos na Casa.

Entre outros avanços da CMM, Bosco também enfatiza a questão da transparência, um dos pontos primordiais na gestão atual, além das prioridades para 2014 como os debates em torno do Regimento Interno e Lei Orgânica do Município (Loman), preparativos para o próximo concurso da CMM e contribuições para a cidade receber com sucesso a Copa do Mundo de 2014.

Ao falar das eleições, Bosco prevê uma possível disputa de uma cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) na próxima disputa. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Qual o balanço que o senhor faz desse primeiro ano de administração?
Bosco Saraiva:
Como presidente é uma obrigação de fazer (a administração) de forma positiva. Como cidadão de Manaus, acredito que também seja positiva essa gestão, porque ouço as pessoas nas ruas e percebo que nesse primeiro ano o povo percebeu que a Câmara é um barco que navega a favor da nossa população, pelo conjunto da obra, por tudo que produziu durante o ano todo, desde o primeiro dia, desde o encerramento do “auxilio-paletó”, o que foi fundamental para que a Casa seguisse votando as demais matérias republicanas a favor da população, evidentemente. 

O que faltou ser feito em 2013?
Bosco Saraiva:
Muito ainda precisa ser feito, não conseguimos fazer a revisão do Regimento Interno, que embora seja um documento interno da Casa, um regulamento para o funcionamento das atividades dos vereadores, mas que diz respeito a certos itens de produtividade, qualidade de serviços e comportamento que refletem efetivamente na visão do Poder Legislativo como um todo. Não conseguimos também, completar a revisão da Lei Orgânica do Município (Loman), que precisa ser adaptada a certas situações já definidas na Constituição Federal. Precisamos continuar avançando mais ainda na transparência. Nós somos a Casa Legislativa mais transparente do Brasil. 

A Casa debateu vários Projetos de Lei relevantes neste ano. Qual o de maior destaque, em sua opinião?
Bosco Saraiva: O Plano Diretor que não considero somente como um plano e sim um conjunto de códigos. São mais de seis códigos que vão desde o Código de Postura até o Código de Obras e Edificações. Esse foi o grande debate deste ano, visto que a última discussão do Plano foi há dez anos. Portanto, uma década após a Casa debateu com profundidade e passividade, com inúmeras ideias dos mais variados setores a partir das audiências públicas nas câmaras setoriais e no Plenário da Casa. Ter o novo texto revisado do Plano Diretor foi seguramente o debate mais importante, porque ele (Plano Diretor) abrange toda a vida da população e da cidade de Manaus. 

Em sua opinião, os ajustes ao Plano Diretor ficaram de acordo com as necessidades da cidade?
Bosco Saraiva:
Creio que sim, a proposta da Prefeitura de Manaus já vinha sendo preparada ao longo dos últimos cinco anos. Quando a proposta chegou à Casa, já tinha cumprido uma etapa de debates exaustivo. A Câmara fez a sua parte, com audiências e introduções técnicas a partir de emendas. 

Em relação à administração anterior, o que mudou na Casa?
Bosco Saraiva:
O que posso dizer é que em relação à administração deste ano, nós recebemos a Câmara Municipal de Manaus com 22% de despesas acima do que estava previsto no orçamento. Para 2013, nós recebemos a Câmara com R$ 101 milhões de orçamento e com uma despesa prevista de R$ 123 milhões. Nós conseguimos fechar o ano com o déficit que em janeiro era de R$ 22 milhões e nós administrando com simplicidade e transparência e sem investimentos conseguimos chegar ao final do ano com o déficit de R$ 4 milhões. Para isso, encerramos contratos, evitamos os investimentos, cortamos tudo o que foi desperdício para vencer as dificuldades. Portanto, administrativamente essa é uma grande vitória de todas as diretorias da Casa. Tenho certeza que em 2014 nós haveremos de superar esse déficit e vamos entregar a Câmara bem redondinha para o próximo presidente. 

Como está o planejamento do novo concurso da CMM?
Bosco Saraiva:
Vamos fazer o concurso relativo à TV Câmara. É o único certame que pretendemos fazer em 2014, o que já foi previsto no novo orçamento da rubrica para tal, porque consideramos necessário, visto que vamos ter uma grande estrutura para a TV. A realização do concurso está prevista para o primeiro trimestre, seguramente não passará do primeiro semestre. 

Outro carro-chefe da sua administração é o memorial da Casa. Qual análise que o senhor faz desse resgate histórico?
Bosco Saraiva: É uma análise mais emotiva. É preciso conhecer mais a história para cuidar dela. Você não ama o que você não conhece. É preciso, portanto, que as próximas gerações, os atuais estudantes da rede municipal e estadual de ensino conheçam a história dos grandes homens que compuseram a história política do Amazonas. A novidade para 2014 é que teremos no Memorial da CMM visitas de escolas da rede municipal, para os alunos levarem uma literatura relativa aos políticos que fizeram parte da história de Manaus.

Quais são as prioridades da Casa para 2014?
Bosco Saraiva: È seguir no mesmo ritmo. Quero entregar esse ‘boeing’ voando com tranquilidade. Espero daqui um ano estar entregando a Casa efetivamente saneada e passar as contas equilibradas. Como disse antes, fizemos muitos sacrifícios para equacionar todas as dividas. Havia dividas milionárias em relação à Previdência e portanto, conseguimos sanar logo no inicio do ano, por meio da influência do prefeito Arthur Virgílio (PSDB), junto ao Ministério da Previdência. Daqui para frente pretendemos implantar o  Iso 9001, o qual já está em andamento. Politicamente espero que a CMM feche o ano de 2014 merecendo o respeito da população como estamos fechando esse ano de 2013.

O ano de 2014 será um ano diferente para o manauense. Como a CMM se prepara para contribuir para o sucesso da Copa em Manaus?
Bosco Saraiva: A Casa já vem votando leis dentro do próprio Plano Diretor que dizem respeito às modificações da cidade, além das Mensagens do Executivo que versam sobre o assunto da Copa do Mundo. A diferença das atividades parlamentares do ano que vem é muito menos a Copa e muito mais a eleição, por é um ano eleitoral, e todos se envolvem e os discursos mudam um pouco.

Como ficará a Casa com a saída de alguns vereadores que irão concorrer às eleições?
Bosco Saraiva: Os trabalhos não serão prejudicados, são poucos os vereadores que vão participar, só tenho conhecimento de seis vereadores do conjunto dos 41 parlamentares até o momento. Não vejo nenhum problema com relação ao prejuízo da pauta. Isso não deverá acontecer. Vamos conseguir tocar a CMM com tranquilidade quanto a isso, muito embora, o tema passe a ser menos técnico e mais político de forma natural. O objetivo é fazermos o que foi feito em 2013. Não houve uma sessão cancelada por falta de quórum.

O senhor pretende pleitear uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam)?
Bosco Saraiva: É uma decisão do meu partido. Há um indicativo para uma possível disputa minha para a Assembleia, mas ainda vai passar por uma discussão dentro do PSDB. Ainda tenho que aguardar.

*Com reportagem e informações da Assessoria de Comunicação da CMM