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Briga de vizinhos em estância termina em morte

Família da vítima, que morreu esfaqueado, e acusado contam versões diferentes para o crime

Luiz Inácio da Silva (foto) se apresentou à polícia nesta sexta-feira

Luiz Inácio da Silva (foto) se apresentou à polícia nesta sexta-feira (Evandro Seixas)

Uma briga de vizinhos de uma estância localizada rua 14 de Julho, bairro Santa Luzia, Zona Sul, acabou em tragédia na última segunda-feira (20). José Luiz Inácio da Silva, 44, assassinou a facadas Claudio Valmir Lins. José Luiz foi nesta sexta-feira (24) à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e responderá pelo crime em liberdade.

“No domingo (19), esse José ficou nu na frente do meu filho de dez anos no banheiro coletivo lá da estância”, disse a esposa de Claudio Lins, que preferiu não se identificar. “O meu filho me contou e eu fui lá tirar satisfação. Ele (José) se trancou no quarto. No outro dia, meu marido foi fazer xixi e ele (José) provocou empurrando a porta do banheiro. Foi quando meu marido revidou”, conta.

“Ele estava armado e já foi desferindo três facadas no peito e na barriga”, afirma a esposa da vítima. Cláudio Lins foi encaminhado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Zona Sul, mas faleceu. “Ele fugiu e jogou a faca. A polícia achou a faca hoje (ontem) num terreno”. No momento que a esposa de Lins estava na DEHS, José Luiz surpreendeu e se apresentou voluntariamente para depor acompanhado de um advogado.

José nega ter ficado nu em frente do garoto de dez anos. “Isso nunca aconteceu. Eu tirei minha camisa e esse garoto passou no banheiro e não deu a descarga. Perguntei ‘você cagou aqui?’. Ele ficou rindo e me deu cotoco. Eu briguei e ele foi contar para a mãe dele. Eu dei cotoco pra ele e pra mãe dele”, se defendeu José.

“Fui agredido a pauladas pelo pai dele (Claudio Lins) e por ela (esposa). Aí eu vi uma faca ao lado e dei nele. Ele levou duas facadas. Se ele morreu, eu não tenho culpa”, relatou José. Ele já tem passagem na Justiça do Amazonas por crime de trânsito e, agora, foi indiciado por homicídio. José responderá pelo crime em liberdade por não ter sido pego no momento de flagrante.

“É um caso que está elucidado. A DEHS já tomou providências. O que nos deixa triste é que tudo poderia ter sido resolvido. Era uma briga de vizinhos que não teve intervenção do Estado porque os próprios envolvidos não procuraram a polícia, e tudo se agravou nessa proporção, gerando a morte de um pai de família”, declarou a delegada Geórgia Cavalcante, da DEHS.

“Ele é um imoral, ficava andando nu e tomava banho de porta aberta. Ele vivia chamando palavrões. Ele já aliciou várias pessoas, inclusive minha sobrinha de 18 anos, que está aqui depondo também, e uma vizinha”, disse a esposa da vítima. Ela não sabe se saíra da estância a procura de outra residência.