Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Bustos de personalidades importantes ajudam a contar a história do Amazonas

Homenageados pelo poder público em esculturas, nas praças, podem ajudar a conhecer um pouco do passado do Amazonas

  • Busto de Álvaro Maia, no Boulevard, que leva o nome dele: descascado e sem identificação
    FOTO: Márcio Silva/ A Crítica

Em todas as praças existentes em Manaus existem as esculturas de cidadãos que participaram de movimentos e momentos importantes da vida política do Estado, homenageados pelo poder público com busto ou escultura. Os registros vão desde o primeiro presidente da Província do Amazonas, Tenreiro Aranha, a Eduardo Ribeiro, considerado um dos maiores governadores do Estado. E, embora a maioria dos visitantes desses espaços públicos pareça dar pouca atenção aos contemplados, pelas histórias deles pode-se conhecer um pouco da história de um passado não tão recente do Amazonas.

Quem circula pela praça do Congresso, entre a rua Ramos Ferreira e avenida Eduardo Ribeiro, pode avistar o busto do homem que deu nome àquela avenida e responsável pelo maior volume de obras capazes de mudar a feição de Manaus. A historiadora Etelvina Garcia, autora de vários livros sobre a história e arquitetura de Manaus, afirma ser mais do que merecida a homenagem ao homem causador de uma revolução urbana na cidade, mesmo que se tenha de reconhecer algumas ações não tão nobres do ex-governador, como as manobras para alterar a Constituição e assegurar mais poderes para si.

INDEPENDÊNCIA

 Na praça da Saudade, o homenageado é João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha, o primeiro presidente da Província do Amazonas, nomeado por Dom Pedro 2º em 7 de junho de 1851. De acordo com Etelvina, a homenagem é justa. Como deputado, foi um dos que mais lutaram pela criação da Província do Amazonas.

A historiadora faz uma ressalva à homenagem a D. Pedro 1º com um monumento na praça Heliodoro Balbi, mais conhecida como praça da Polícia. Apesar de ilustre pela proclamação da Independência e, por isso, recebeu a deferência naquela praça, D. Pedro não teve muita relação com o Amazonas. Ele não atendeu à principal reivindicação dos políticos locais para a criação da Província do Amazonas quando outorgou a Constituição do Império de 1824. Essa atitude, segundo Etelvina Garcia, causou um mal-estar nos que lutavam pela independência da Província do Grão-Pará. A Província foi criada por Dom Pedro 2º e instalada no dia 1º de janeiro de 1852 sob a presidência de Tenreiro Aranha, um dos mais destemidos defensores dessa causa.


Bustos sem identificação em praças

  Na Praça da Matriz Nossa Senhora da Conceição, o busto do Barão de Santa Ana, um intelectual e historiador brasileiro está sem identificação, assim como o busto de Álvaro Maia no boulevard que leva o nome dele, próximo ao Cemitério de São João Batista.


Álvaro Maria foi interventor federal após a Revolução de 1930 e depois foi eleito para deputado à Assembleia Nacional Constituinte, senador da República em 1935 e logo depois, em eleição indireta, foi eleito governador constitucional do Estado.

Na Praça São Sebastião, situada no Largo que leva o mesmo nome, a homenagem é para a abertura dos portos que, para estudantes como João Ricardo Silva, 13, tem traços bonitos, mas nada que lembre muito a região. "É uma obra bonita, mas não sei muito o que significa", afirma ele, que mesmo assim reconhece a necessidade de saber quem são os demais homenagedos nas demais praças. “Como cidadãos, temos que saber”, admitiu.